{"id":48925,"date":"2021-04-16T14:01:47","date_gmt":"2021-04-16T17:01:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=48925"},"modified":"2021-04-16T14:01:49","modified_gmt":"2021-04-16T17:01:49","slug":"coquetel-de-veneno-organizacoes-denunciam-risco-crescente-do-uso-de-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=48925","title":{"rendered":"&#8220;Coquetel de veneno&#8221;: organiza\u00e7\u00f5es denunciam risco crescente do uso de agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"caps\">Problemas no sistema nervoso, depress\u00e3o, transtornos motores e mentais. Esses s\u00e3o alguns dos efeitos dos agrot\u00f3xicos na sa\u00fade das pessoas. Os impactos da contamina\u00e7\u00e3o foram reunidos em mais um dossi\u00ea da Campanha Permanente Contra os Agrot\u00f3xicos e pela Vida. O sum\u00e1rio executivo foi lan\u00e7ado nesta quinta-feira (15) e vers\u00e3o integral ser\u00e1 publicada em maio.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento, feito em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Agroecologia (Aba) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), apresenta produ\u00e7\u00f5es t\u00e9cnico-cient\u00edficas que fundamentam cr\u00edticas ao \u201cPL do Veneno\u201d (PL 6299\/02). O projeto de lei aguarda vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados e pretende flexibilizar a Lei dos Agrot\u00f3xicos de 1989 (Lei n\u00ba. 7.802\/89). Desde o come\u00e7o do mandato, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) j\u00e1 liberou mais de 1,1 mil novos produtos qu\u00edmicos no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em consequ\u00eancia do uso excessivo, as intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos retratam um problema grave de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil. Entre 2010 e 2019, foram 45,7 mil atendimentos de intoxica\u00e7\u00f5es por agrot\u00f3xicos e 1,8 mil pessoas morreram. Para a toxicologista e integrante do Grupo Tem\u00e1tico Sa\u00fade e Ambiente da Abrasco, Karen Friedrich, a parte mais fr\u00e1gil, que s\u00e3o os trabalhadores e suas comunidades, acabam sofrendo os maiores danos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente visitou e revisitou alguns estudos, os relatos de comunidades tradicionais, comunidades expostas, comunidades do campo, trabalhadores da cidade tamb\u00e9m que utilizam inseticidas. E a gente est\u00e1 vendo a manifesta\u00e7\u00e3o, infelizmente, de efeitos sobre o sistema nervoso, de depress\u00e3o, transtornos motores, transtornos mentais e altera\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico associados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos. \u00c9 um coquetel de veneno que a gente est\u00e1 exposto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Friedrich destaca que a Lei dos Agrot\u00f3xicos de 1989 prev\u00ea que sejam proibidos produtos que causem problemas no sistema hormonal, no sistema reprodutivo, que causem c\u00e2ncer, m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o fetal e muta\u00e7\u00e3o do material gen\u00e9tico. No entanto, desde a promulga\u00e7\u00e3o, esses&nbsp;crit\u00e9rios n\u00e3o est\u00e3o sendo respeitados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLevando em considera\u00e7\u00e3o a lei de 1989, muitos agrot\u00f3xicos deveriam ser proibidos no Brasil. Acontece que a Anvisa [Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria], que faz a avalia\u00e7\u00e3o do ponto de vista da sa\u00fade humana, foi criada em 1999, ou seja, 10 anos depois da lei. Ent\u00e3o, o que andamos pesquisando para o dossi\u00ea \u00e9 que v\u00e1rios agrot\u00f3xicos que temos hoje registrados, por exemplo, o glifosato e o acefato t\u00eam caracter\u00edsticas muito t\u00f3xicas e foram registrados muito antes da lei de 1989\u201d, explica Friedrich.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora aponta que muitas dessas mol\u00e9culas nunca passaram por um processo de revis\u00e3o do registro. \u201cOu seja, ao longo de seis d\u00e9cadas eles foram sendo utilizados e v\u00e1rias evid\u00eancias cient\u00edficas foram reunidas para mostrar sua toxicidade. S\u00f3 que o pr\u00f3prio sistema regulat\u00f3rio n\u00e3o d\u00e1 conta de fazer uma revis\u00e3o de todas essas subst\u00e2ncias\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Libera\u00e7\u00e3o recorde<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura liberou mais 39 agrot\u00f3xicos na ter\u00e7a-feira (13), segundo publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. No total, neste ano j\u00e1 foram liberados 106 produtos qu\u00edmicos. Alan Tygel, membro da coordena\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"http:\/\/contraosagrotoxicos.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Campanha Permanente contra os Agrot\u00f3xicos e pela Vida<\/a>, avalia os retrocessos durante os 10 anos de luta no movimento e atenta que o \u201clado mais atrasado do agroneg\u00f3cio\u201d vem ganhando for\u00e7a no governo Bolsonaro, o que pode afetar diretamente o andamento do &#8220;PL do Veneno&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDurante esses 10 anos a gente teve poucas proibi\u00e7\u00f5es de agrot\u00f3xicos como a gente gostaria. E pautas como o fim das isen\u00e7\u00f5es fiscais para os agrot\u00f3xicos tamb\u00e9m n\u00e3o avan\u00e7aram no pa\u00eds. Olhando para esse ponto de vista, a gente v\u00ea hoje o lado mais atrasado do agroneg\u00f3cio, com cargos de muita relev\u00e2ncia no governo federal. Inclusive, ap\u00f3s a mudan\u00e7a na presid\u00eancia da C\u00e2mara e do Senado, a gente considera como um risco muito real e concreto a aprova\u00e7\u00e3o, ou pelo menos a coloca\u00e7\u00e3o em pauta, do pacote do veneno, que \u00e9 o projeto de lei que vai tentar desfigurar completamente a lei dos agrot\u00f3xicos\u201d, analisa Tygel.<\/p>\n\n\n\n<p>Karen Friedrich aponta que essas a\u00e7\u00f5es do governo e uma poss\u00edvel aprova\u00e7\u00e3o do &#8220;PL do Veneno&#8221; retrocedem ainda mais a perspectiva de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e ao ambiente. Para a pesquisadora, o pa\u00eds est\u00e1 se tornando um mau exemplo por aprovar produtos que outros pa\u00edses j\u00e1 proibiram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAnalisando esses mais de mil produtos, s\u00e3o produtos antigos, s\u00e3o mol\u00e9culas que outros pa\u00edses j\u00e1 proibiram, principalmente por conta de c\u00e2ncer, por conta de efeitos \u00e0 sa\u00fade. E isso coloca o Brasil em um cen\u00e1rio muito preocupante\u201d comenta a toxicologista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela critica o fato de o Brasil estar absorvendo produtos que outros pa\u00edses n\u00e3o querem mais. \u201cA verdade \u00e9 que a gente est\u00e1 sendo um rejeito de res\u00edduos t\u00f3xicos.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contamina\u00e7\u00e3o do meio ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro importante impacto causado por agrot\u00f3xicos \u00e9 a contamina\u00e7\u00e3o da fauna e da flora, al\u00e9m de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas, como rios, lagos, c\u00f3rregos, aqu\u00edferos e len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos.&nbsp;<a href=\"https:\/\/portrasdoalimento.info\/agrotoxicos-mapa\/docs\/index.html?v=5#_\">Dados<\/a>&nbsp;de controle do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia da Qualidade da \u00c1gua para Consumo Humano (Sisagua) apontam que os agrot\u00f3xicos foram detectados na \u00e1gua pot\u00e1vel de 2,3 mil cidades entre 2014 a 2017. Ou seja, uma&nbsp;em cada quatro&nbsp;munic\u00edpios brasileiros fornecem \u00e1gua contaminada para sua popula\u00e7\u00e3o. Na vis\u00e3o de Tygel, a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e terrestre pode alastrar por\u00e7\u00f5es t\u00f3xicas de venenos para comunidades ao redor das planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o avi\u00e3o, a pulveriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, se estiver ventando, ela tamb\u00e9m vai para longe. E esse agrot\u00f3xico vai ficar no ar e vai contaminar o solo, os animais, que tamb\u00e9m s\u00e3o os grandes afetados. E n\u00e3o nos espanta que, esses agrot\u00f3xicos que est\u00e3o no solo v\u00e3o parar na \u00e1gua em algum momento\u201d explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Testes contradit\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dos especialistas, ao contr\u00e1rio do que propaga o&nbsp;<em>lobby<\/em>&nbsp;do agroneg\u00f3cio, a agroecologia tem o potencial de aumentar a produtividade de alimentos de forma mais sustent\u00e1vel social e ambientalmente. O alimento de qualidade a baixo custo na mesa dos brasileiros \u00e9 essencial, mas isso n\u00e3o deveria incluir riscos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Santa Catarina, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/mpsc.mp.br\/programas\/programa-alimento-sem-risco\">Programa Alimento sem Risco (PASR)<\/a>, do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, analisou mais de 25 tipos de vegetais em todas as regi\u00f5es agr\u00edcolas do estado. Os resultados dos exames indicam que 65,5% das 3.930 amostras de vegetais continham res\u00edduos de agrot\u00f3xicos e 20,2% (794) estavam fora da conformidade legal em decorr\u00eancia do excesso desses produtos t\u00f3xicos ou por n\u00e3o terem o uso permitido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anvisa\/pt-br\/assuntos\/agrotoxicos\/programa-de-analise-de-residuos-em-alimentos\">Programa de An\u00e1lise de Res\u00edduos de Agrot\u00f3xicos em Alimentos (PARA)<\/a>&nbsp;analisou 4.616 amostras de 14 alimentos de origem vegetal, que fazem parte da dieta da popula\u00e7\u00e3o brasileira. As amostras foram coletadas em estabelecimentos varejistas localizados em 77 munic\u00edpios brasileiros (exceto os do estado do Paran\u00e1), entre agosto de 2017 e junho de 2018. Do total, 1.072 (23%) estavam acima do Limite M\u00e1ximo de Res\u00edduos (LMR).&nbsp;Friedrich entende que os testes de LMR s\u00e3o importantes, mas apontam que o seu crit\u00e9rio deve ser revisto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO problema \u00e9 anterior, como ela define esse crit\u00e9rio do limite legal. Os testes partem, primeiro, de um conjunto de estudos toxicol\u00f3gicos, de estudos que s\u00e3o feitos em ratos de laborat\u00f3rio, onde determinado agrot\u00f3xico \u00e9 testado. A quest\u00e3o \u00e9 que a ind\u00fastria \u00e9 que apresenta esses resultados. Ou ela faz, ou encomenda de laborat\u00f3rios que s\u00e3o pagos para isso\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca que agrot\u00f3xico n\u00e3o deveria ser estudado de forma isolada, pois ficam de fora as an\u00e1lises sobre suas misturas. &#8220;Al\u00e9m disso, os pr\u00f3prios estudos em animais t\u00eam suas limita\u00e7\u00f5es. O trabalhador que recebe aquele agrot\u00f3xico por v\u00e1rias vias de entradas no corpo. Ent\u00e3o, a toxicidade que se espera \u00e9 muito maior do que aquele animal que recebeu s\u00f3 por via oral, por exemplo\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Isen\u00e7\u00e3o de impostos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de causarem destrui\u00e7\u00e3o ambiental e sobrecarregarem o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) com milhares de casos de intoxica\u00e7\u00f5es agudas e cr\u00f4nicas, os agrot\u00f3xicos possuem diversos incentivos fiscais no Brasil. Enquanto isso, o pa\u00eds&nbsp;deixa de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/04\/26\/governadores-renovam-isencao-de-r-6-bi-para-agrotoxicos-em-meio-a-crise\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">arrecadar<\/a>&nbsp;R$ 6,2 bilh\u00f5es por ano, de acordo com estudo da Abrasco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando se fala que o agroneg\u00f3cio manteve o PIB [Produto Interno Bruto] positivo, nessa conta n\u00e3o est\u00e1 entrando toda essa carga de isen\u00e7\u00e3o que o setor tem. E muito menos a carga de danos e custos que eles promovem para o estado brasileiro. Custos para tratar pessoas adoecidas, toda a dificuldade de acesso \u00e0 \u00e1gua limpa, \u00e0 terra sem estar contaminadas. Ou seja, t\u00eam v\u00e1rios custos que est\u00e3o embutidos nessa atividade que fazem parte desse pacote ideol\u00f3gico contra o meio ambiente e contra a vida\u201d, desabafa a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela aponta que, enquanto o agroneg\u00f3cio \u00e9 beneficiado, a sociedade \u00e9 prejudicada de diversas formas. &#8220;O \u00f4nus fica com a gente que come alimentos envenenados, bebe \u00e1gua contaminada, fica para as fam\u00edlias que n\u00e3o tem terra para plantar, das comunidades e povos tradicionais que s\u00e3o expulsas de suas terras, por conta desse avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio, al\u00e9m da perda da biodiversidade que n\u00e3o tem como mensurar\u201d,&nbsp;conclui.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PNARA e agroecologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dossi\u00ea tamb\u00e9m apresenta estudos cient\u00edficos que embasam a Pol\u00edtica Nacional de Redu\u00e7\u00e3o de Agrot\u00f3xicos (PNARA&nbsp;&#8211; PL 6670\/16). O projeto de lei aguarda vota\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio da C\u00e2mara e prop\u00f5e medidas para a promo\u00e7\u00e3o da agroecologia e da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica no pa\u00eds. Para Tygel, a utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica maneira de se garantir uma boa colheita. A agroecologia \u00e9 uma alternativa de produ\u00e7\u00e3o que se destaca por incorporar rela\u00e7\u00f5es sociais de produ\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a alimentar e nutricional, qualidade de vida e sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO&nbsp;PNARA \u00e9 o que a gente est\u00e1 vendo como a principal alternativa para ter, de fato, uma agricultura sustent\u00e1vel, voltada \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do problema da fome. A gente tem dois dilemas: uma agricultura que produz&nbsp;<em>commodities,&nbsp;<\/em>vai para exporta\u00e7\u00e3o e cujo os ganhos est\u00e3o concentrados nas m\u00e3os de poucos; e a gente tem um modelo agroecol\u00f3gico, de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, que permite produzir uma grande quantidade e variedade de alimentos dispon\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, aponta a integrante da Abrasco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os caminhos para fortalecer as produ\u00e7\u00f5es agroecol\u00f3gicas, o PNARA prop\u00f5e a capacita\u00e7\u00e3o de&nbsp;agricultores para fazer a transi\u00e7\u00e3o, incluindo a adapta\u00e7\u00e3o da propriedade que usa agrot\u00f3xicos para uma produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, e o fortalecimento dos \u00f3rg\u00e3os vigilantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das grandes vit\u00f3rias que a gente tem como sociedade nesses dez anos de campanha \u00e9 a replica\u00e7\u00e3o cada vez maior de experimentos desse novo modelo de fazer agricultura. E demonstramos que n\u00e3o h\u00e1 barreiras t\u00e9cnicas, n\u00e3o h\u00e1 barreiras cient\u00edficas para sua execu\u00e7\u00e3o\u201d, explica Tygel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele defende que a agroecologia tamb\u00e9m receba subs\u00eddios e incentivos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos, pol\u00edticos e sociais para que seja cada vez mais disseminada. &#8220;Para que ela possa resultar nisso que a gente est\u00e1 lutando, que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, a garantia que essas popula\u00e7\u00f5es tenham seu territ\u00f3rio assegurado e que possam viver e se manter produzindo alimentos saud\u00e1veis para a sociedade.\u201d\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe  id=\"_ytid_21454\"  width=\"900\" height=\"506\"  data-origwidth=\"900\" data-origheight=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UKJHdUJljx0?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;modestbranding=0&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;playsinline=0&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Escrito por: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/04\/16\/coquetel-de-veneno-organizacoes-denunciam-risco-crescente-do-uso-de-agrotoxicos\" target=\"_blank\">Vitor Shimomura Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP)<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/coquetel-de-veneno-organizacoes-denunciam-risco-crescente-do-uso-de-agrotoxicos-d025\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/coquetel-de-veneno-organizacoes-denunciam-risco-crescente-do-uso-de-agrotoxicos-d025\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Repost: Site CUT<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problemas no sistema nervoso, depress\u00e3o, transtornos motores e mentais. Esses s\u00e3o alguns dos efeitos dos agrot\u00f3xicos na sa\u00fade das pessoas. 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