{"id":4863,"date":"2006-08-09T17:10:11","date_gmt":"2006-08-09T17:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/maioria-dos-empregados-sao-homens-com-ensino-medio-incompleto-2\/"},"modified":"2006-08-09T17:10:11","modified_gmt":"2006-08-09T17:10:11","slug":"maioria-dos-empregados-sao-homens-com-ensino-medio-incompleto-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=4863","title":{"rendered":"Maioria dos empregados s\u00e3o homens com ensino m\u00e9dio incompleto"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>BRAS\u00cdLIA &#8211; O trabalhador brasileiro que tem a sorte de conseguir uma assinatura em sua carteira de trabalho \u00e9 homem, com 35 anos de idade e ensino m\u00e9dio incompleto. Pelo menos foi isso o que mostrou o estudo do Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas Aplicadas (Ipea) &#8216;Brasil, o Estado de Uma Na\u00e7\u00e3o &#8211; Mercado de Trabalho, Emprego e Informalidade&#8217;, divulgado nesta quarta-feira. <\/P><br \/>\n<P>Detalhadamente, o instituto mostrou que 61% dos trabalhadores brasileiros com registro s\u00e3o do sexo masculino, com 35,7 anos de idade, 9,3 anos de escolaridade e com tempo de emprego de 68,9 meses (aproximadamente seis anos). O grau de escolaridade m\u00e9dio mais elevado est\u00e1 no setor p\u00fablico, com 10,8 anos.<\/P><br \/>\n<P>Hoje, o trabalhador com ensino m\u00e9dio ganha o dobro do sal\u00e1rio m\u00e9dio daquele que n\u00e3o tem o diploma. Al\u00e9m disso, fica menos tempo desempregado, se for demitido. Esses dados contrastam com as mazelas da maioria da popula\u00e7\u00e3o. A pesquisa lembra que somente 84% das crian\u00e7as concluem a 4\u00aa s\u00e9rie e 57% completam o ensino fundamental. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Trabalhador informal<\/STRONG><BR>O documento retomou a Pesquisa Economia Informal Urbana de 2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que aponta o perfil m\u00e9dio do trabalhador informal: 61,3% do sexo masculino, com 27,7 anos e apenas 33,3% com segundo grau completo. Os sal\u00e1rios m\u00e9dios dos informais eram, em 2003, 37,80% menores que os dos formais.<\/P><br \/>\n<P>Mais da metade da for\u00e7a de trabalho no Brasil est\u00e1 inserida no setor informal, que registrou crescimento de 38,3%, em 1992, para 44,1%, em 2004 nas \u00e1reas metropolitanas. O Ipea atribui a informalidade e o desemprego, em boa medida, \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, que situa o Brasil entre os pa\u00edses com menor flexibilidade de contrata\u00e7\u00e3o e de demiss\u00e3o e com condi\u00e7\u00f5es de emprego mais restritivas. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Desemprego<\/STRONG><BR>O estudo mostrou tamb\u00e9m que a taxa de desemprego aumentou de 7,2% para 9,7% da Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (PEA), entre 1992 e 2004. Nos \u00faltimos quatro anos, manteve-se razoavelmente est\u00e1vel em 10%. Tamb\u00e9m entre 1992 e 2004, o n\u00famero de desempregados cresceu 78,4%, com maior intensidade nas \u00e1rea metropolitanas (95%). Na regi\u00e3o Sul, o aumento foi de 50%. Mas em todas as demais regi\u00f5es foi de aproximadamente 80%. Entre mulheres, o desemprego cresceu 107,7%, em parte decorrente do aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho. Para as mulheres, a taxa de desemprego foi de 13,5% &#8211; o dobro da verificada entre os homens.<\/P><br \/>\n<P>Entre os chefes de fam\u00edlia, o desemprego cresceu 77,3% . No mesmo per\u00edodo, a popula\u00e7\u00e3o ocupada cresceu 28,5%, o que significou a cria\u00e7\u00e3o de 17,5 milh\u00f5es de postos de trabalhos, em termos l\u00edquidos. Esses novos postos concentraram-se nas \u00e1reas metropolitanas e tamb\u00e9m na regi\u00e3o Norte.<\/P><br \/>\n<P>Verificou-se ainda a diminui\u00e7\u00e3o da relev\u00e2ncia relativa da gera\u00e7\u00e3o de emprego industrial nas \u00e1reas metropolitanas por conta do desempenho de S\u00e3o Paulo, onde foi registrada a perda de 222 mil vagas de 1992 a 2004. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Choque de gest\u00e3o<BR><\/STRONG>Por fim, o Ipea recomendou como prioridade para o governo a aplica\u00e7\u00e3o de um &#8216;choque de gest\u00e3o&#8217; no sistema de seguridade social, dada a disparidade entre os n\u00fameros de contribuintes e de benefici\u00e1rios e do volume de recurso dispon\u00edvel. A seguridade, informou o levantamento, consome 31% das verbas federais e, segundo o pr\u00f3prio Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), aproximadamente 20% das aposentadorias e pens\u00f5es s\u00e3o pagas indevidamente. <\/P><br \/>\n<P>No &#8216;choque de gest\u00e3o&#8217;, o Ipea sugere a unifica\u00e7\u00e3o dos dados dos Cadastro de pessoas F\u00edsicas (CPF) e do INSS. Os dados da pesquisa advertem ainda para a tend\u00eancia de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira nas pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas, o que acarretar\u00e1 uma maior sobrecarga no sistema.<\/P><br \/>\n<P>Em 2030, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o do Brasil ser\u00e1 de 0,5%. A popula\u00e7\u00e3o estimada ser\u00e1 de 225,3 milh\u00f5es. A taxa de crescimento da Popula\u00e7\u00e3o em Idade Ativa (PIA) ser\u00e1 a metade da atual e a PIA ser\u00e1 81% da popula\u00e7\u00e3o total. Como resultado, cair\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o de jovens na PIA e as empresas ter\u00e3o de se adaptar e flexibilizar para manter e contratar trabalhadores mais velhos. (Denise Chrispim Marin)<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BRAS\u00cdLIA &#8211; O trabalhador brasileiro que tem a sorte de conseguir uma assinatura em sua carteira de trabalho \u00e9 homem, com 35 anos de idade e ensino m\u00e9dio incompleto. 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