{"id":48181,"date":"2021-03-17T14:46:03","date_gmt":"2021-03-17T17:46:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=48181"},"modified":"2021-03-17T14:46:05","modified_gmt":"2021-03-17T17:46:05","slug":"seguro-desemprego-sera-usado-para-pagar-corte-de-jornada-e-suspensao-de-contrato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=48181","title":{"rendered":"Seguro-desemprego ser\u00e1 usado para pagar corte de jornada e suspens\u00e3o de contrato"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"caps\">O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) prepara mais uma tungada no bolso do trabalhador. Como diz o ditado popular, ele quer \u201cdescobrir um santo, para cobrir o outro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia da equipe econ\u00f4mica comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, \u00e9 rever o programa do seguro-desemprego pagando menos aos trabalhadores e assim sobrar dinheiro para pagar a \u2018Bolsa Emergencial\u2019, que nada mais \u00e9 do que o corte de jornada e sal\u00e1rios e a suspens\u00e3o de contrato de trabalho, num novo modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como informou o Portal CUT, <strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/para-cut-e-ofensa-do-governo-reduzir-valor-das-parcelas-do-seguro-desemprego-9c53\">o governo quer diminuir em 10% o valor das parcelas do seguro-desemprego a cada m\u00eas que o trabalhador tenha esse direito<\/a>.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Guedes disse que a diminui\u00e7\u00e3o no valor seria uma forma de \u201cincentivar\u201d o trabalhador a procurar uma nova vaga no mercado de trabalho, praticamente chamando o desempregado de vagabundo, que preferiria continuar recebendo as parcelas do seguro-desemprego. Diante da repercuss\u00e3o negativa, em que a CUT afirmou que repudia com veem\u00eancia a proposta, o governo diz agora que a economia ser\u00e1 para pagar a nova \u201cBolsa Emergencial\u2019, em substitui\u00e7\u00e3o ao Benef\u00edcio Emergencial de Preserva\u00e7\u00e3o de Emprego e Renda (BEm), que ter\u00e1 um custo entre R$ 5,8 bi e R$ 6,5 bi, segundo estimativa do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa considera que 2,7 milh\u00f5es a 3,0 milh\u00f5es de acordos ser\u00e3o firmados entre patr\u00f5es e empregados nas duas modalidades, segundo nota t\u00e9cnica produzida pela Subsecretaria de Pol\u00edticas P\u00fablicas de Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia, em 9 de mar\u00e7o de 2021, documento obtido pelo Estad\u00e3o\/Broadcast.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o documento, os t\u00e9cnicos tra\u00e7aram tr\u00eas cen\u00e1rios para o pagamento. No cen\u00e1rio-base, que na vis\u00e3o do governo \u00e9 o que tem mais chances de ocorrer, haveria 1,16 milh\u00e3o de acordos de suspens\u00e3o de contrato e 1,69 milh\u00e3o de acordos de redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio (total de 2,85 milh\u00f5es). Considerando o gasto m\u00e9dio esperado com cada trabalhador, o custo do programa ficaria em R$ 6,14 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio conservador, menos contratos s\u00e3o alvo de acordo, 1,1 milh\u00e3o em suspens\u00e3o e 1,6 milh\u00e3o em redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio. A despesa ficaria em R$ 5,82 bilh\u00f5es. J\u00e1 no cen\u00e1rio agressivo, haveria 1,2 milh\u00f5es de suspens\u00f5es de contrato e 1,8 milh\u00f5es de acordos de redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio, com custo de R$ 6,46 bilh\u00f5es, diz o Estad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O vai e vem da equipe econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Economia ainda n\u00e3o revelou oficialmente como pretende implantar o novo programa por quatro meses, de cortes de jornada e sal\u00e1rios e a suspens\u00e3o de contratos de trabalho, que atingiu, segundo o pr\u00f3prio \u00f3rg\u00e3o, 10 milh\u00f5es de trabalhadores no \u00faltimo programa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma nova rodada, o governo anunciou que poderia utilizar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas n\u00e3o explicou como.<\/p>\n\n\n\n<p>Tempos depois explicou que n\u00e3o teria como arcar com os recursos extraordin\u00e1rios que o programa exigiria, e acenou <a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/bolsonaro-quer-meter-a-mao-no-seguro-desemprego-do-trabalhador-625f\"><strong>que bancaria apenas dois meses com dinheiro pr\u00f3prio e os outros dois meses seriam cobertos com a antecipa\u00e7\u00e3o de duas parcelas do seguro-desemprego<\/strong><\/a>. Mas, o trabalhador n\u00e3o teria mais direito a esses valores antecipados, se fosse demitido sem justa causa, ap\u00f3s o per\u00edodo de estabilidade previsto no programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez com a repercuss\u00e3o negativa, o governo mudou a estrat\u00e9gia e decidiu bancar integralmente os benef\u00edcios de quem tiver jornada e sal\u00e1rio reduzido ou contrato suspenso, sem interferir no seguro-desemprego desse trabalhador, que manter\u00e1 o direito de forma integral caso seja demitido ap\u00f3s o fim do acordo, mas para isso prop\u00f5e a redu\u00e7\u00e3o no valor das parcelas do seguro-desemprego para pagar o novo programa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja como funcionou o Benef\u00edcio Emergencial de Preserva\u00e7\u00e3o de Emprego e Renda (BEm)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O governo pretende retomar os mesmos moldes da redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio, em 2020. Os acordos firmados foram de cortes de 25%, 50% ou 70% e a suspens\u00e3o de contratos teve dura\u00e7\u00e3o de quatro meses.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado a contrapartida foi feita integralmente pelo governo federal, mas sem os recursos do FAT. O governo utilizou a refer\u00eancia do valor do seguro-desemprego para a complementa\u00e7\u00e3o da renda do trabalhador que teve contrato suspenso e \/ou redu\u00e7\u00e3o de jornada e sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhadores de empresas que tiveram faturamento de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es em 2019 e que tiveram contratos de trabalho suspensos, independentemente do valor de sal\u00e1rio atual, receberam 100% do valor a que tinham direito de seguro-desemprego, cujo teto \u00e9 de R$ 1.814,03.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o faturamento da empresa tiver sido maior, o trabalhador que teve contrato suspenso recebeu 70% do valor do seguro-desemprego acrescidos de 30% de seu sal\u00e1rio, pagos pela pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhadores que tiveram redu\u00e7\u00e3o de jornada de trabalho de 25%, 50% ou 70% recebem parte do sal\u00e1rio e um percentual do valor do seguro-desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo de quanto o trabalhador recebeu ou perdeu de renda foi feito com base no valor do seguro desemprego a que cada um tinha direito e o percentual de redu\u00e7\u00e3o da jornada e do sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalhador que teve jornada reduzida em 25%, recebeu 75% do sal\u00e1rio pago pela empresa + 25% do valor do seguro-desemprego a que tinha direito,&nbsp; pago pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem que teve jornada reduzida em 50%, recebeu&nbsp; 50% do sal\u00e1rio da empresa + 50% do valor do seguro-desemprego do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do trabalhador que teve jornada reduzida em 70%, a empresa pagou&nbsp;&nbsp; 30% do sal\u00e1rio e o governo 70% do valor do seguro-desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como funciona o seguro-desemprego<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O seguro-desemprego \u00e9 pago ao trabalhador entre tr\u00eas a cinco parcelas, dependendo do tempo que ficou empregado, que variam de R$ 1.100,00 a R$ 1.911,84, pagos de tr\u00eas a cinco parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Receber\u00e1 tr\u00eas parcelas do benef\u00edcio quem trabalhou, no m\u00ednimo, seis meses; quatro parcelas se comprovar no m\u00ednimo um ano; e cinco parcelas a partir de dois anos de registro profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para solicitar o seguro-desemprego pela primeira vez, \u00e9 preciso ter atuado por pelo menos um ano com carteira assinada em regime CLT. Para solicitar pela segunda&nbsp; vez, precisa ter trabalhado por nove meses. J\u00e1 na terceira e&nbsp; demais, no m\u00ednimo seis meses de trabalho. O prazo entre um pedido e outro deve ser de, pelo menos, 01 ano e 4 meses.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es do jornal \u201cO Estado de S\u00e3o Paulo\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escrito por: Reda\u00e7\u00e3o CUT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) prepara mais uma tungada no bolso do trabalhador. Como diz o ditado popular, ele quer \u201cdescobrir um santo, para cobrir o outro\u201d. 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