{"id":47926,"date":"2021-03-08T15:57:49","date_gmt":"2021-03-08T18:57:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=47926"},"modified":"2021-03-08T15:57:51","modified_gmt":"2021-03-08T18:57:51","slug":"pandemia-reforcou-abismo-salarial-entre-homens-e-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=47926","title":{"rendered":"Pandemia refor\u00e7ou abismo salarial entre homens e mulheres"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"caps\"><strong>Saiba Mais:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p><strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/83-dizem-que-ha-machismo-no-brasil-mas-apenas-11-se-consideram-machistas-60e5\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/83-dizem-que-ha-machismo-no-brasil-mas-apenas-11-se-consideram-machistas-60e5\" target=\"_blank\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">83% dizem que h\u00e1 machismo no Brasil, mas apenas 11% se consideram machistas<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/mulheres-repudiam-ministra-damares-em-manifesto-pelo-8-de-marco-88bb\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/mulheres-repudiam-ministra-damares-em-manifesto-pelo-8-de-marco-88bb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">Mulheres repudiam ministra Damares em manifesto pelo 8 de Mar\u00e7o<\/span><\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) mostra que a crise econ\u00f4mica e social agravada pela pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19) refor\u00e7ou a desigualdade entre g\u00eaneros no mercado de trabalho. Al\u00e9m de serem mais afetadas com a perda de postos de trabalho, elas ganham em m\u00e9dia 20% menos do que os homens. Em 2020, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das mulheres foi de R$ 2.191,00. Para os homens foi de R$ 2.694,00.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento do Dieese foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad Cont\u00ednua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>O maior abismo salarial entre homens e mulheres foi encontrado no estado do Mato Grosso do Sul onde o sal\u00e1rio delas representa 65,4% do deles. Em segundo est\u00e1 o Rio Grande do Sul (70,8%) e em terceiro Santa Catarina (75,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as menores diferen\u00e7as est\u00e3o no Amap\u00e1, onde o sal\u00e1rio da mulher corresponde a 99,6% do sal\u00e1rio dos homens, Cear\u00e1 (95,1%) e Piau\u00ed (93,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise por ra\u00e7a mostra que a situa\u00e7\u00e3o para as mulheres negras \u00e9 pior. Com sal\u00e1rios ainda menores, essas mulheres tiveram em 2020, rendimento m\u00e9dio de R$ 10.95 contra R$ 18,15 das n\u00e3o negras. Homens negros ganham R$ 11,55 por hora. N\u00e3o negros ganham quase o dobro: R$ 20,79.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o feminina no 3\u00b0 trimestre de 2020 ficou em 16,8%, percentual maior que no mesmo per\u00edodo de 2019 (13,9%), em que havia 41,2 milh\u00f5es de mulheres ocupadas no pa\u00eds. Em 2020, o n\u00famero caiu para 35,5 milh\u00f5es, ou seja, 5,7 milh\u00f5es de mulheres a menos no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No recorte por ra\u00e7a, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o para as mulheres negras ficou em 19,8%, contra 13,5% das n\u00e3o negras.<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste t\u00eam as maiores taxas de desocupa\u00e7\u00e3o. A Bahia lidera o ranking nacional com 24,9%. A menor taxa est\u00e1 em Santa Catarina (8,4%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as trabalhadoras informais, sem carteira assinada, ou seja, sem direitos como FGTS, seguro-desemprego, f\u00e9rias e 13\u00b0 sal\u00e1rio, o n\u00famero caiu de 13,5 milh\u00f5es para 10,5 milh\u00f5es, o que significa que mais tr\u00eas milh\u00f5es de mulheres ficaram sem trabalho informal e sem renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contingente n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas as trabalhadoras dom\u00e9sticas. Somente em 2020, cerca de 1,6 milh\u00e3o de mulheres da categoria perderam o emprego. Dessas, 400 mil trabalhadoras tinham carteira assinada e 1,1 milh\u00e3o n\u00e3o tinham registro em carteira. Outras 100 mil eram aut\u00f4nomas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/mulheres%202.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckmulheres202jpg-700x494xfit-c7095.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Para a economista e pesquisadora do Dieese, Patr\u00edcia Pelatieri, respons\u00e1vel pelo levantamento, \u201cos resultados refletem um agravamento da situa\u00e7\u00e3o de pobreza e exclus\u00e3o social\u201d. Ela diz ainda que no cen\u00e1rio dom\u00e9stico a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente.&nbsp; \u201cEm casa a desigualdade persiste. A responsabilidade pelas tarefas dom\u00e9sticas e os cuidados familiares ainda recaem muito mais sobre elas, mostrando que persiste o desafio de melhorar o compartilhamento das atividades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, aponta a caracter\u00edstica machista e patriarcal da sociedade como principal fator para a desigualdade entre homens e mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHistoricamente, a sociedade delega \u00e0 mulher a responsabilidade do cuidado com a fam\u00edlia, os filhos, os idosos, com a casa. Ela assume um papel que deveria ser da sociedade e do Estado e ainda por cima, \u00e9 punida por isso, tendo sal\u00e1rios menores e maior vulnerabilidade no mercado de trabalho\u201d, diz a dirigente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do sal\u00e1rio mais baixo, as mulheres ainda est\u00e3o mais sujeitas a situa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dio moral e sexual. \u201cCome\u00e7a j\u00e1 na entrevista de emprego, quando um empregador pergunta \u00e0 mulher se ela pretende casar e ter filhos\u201d, diz Juneia, para explicar que as rela\u00e7\u00f5es de trabalho para a mulher s\u00e3o mais fr\u00e1geis.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela diz ainda que na hora de contratar, demitir e definir o sal\u00e1rio, o fato de ser mulher pesa muito. \u201cO sal\u00e1rio \u00e9 menor porque o homem sempre ser\u00e1 considerado mais dispon\u00edvel. Na hora de contratar, a mulher tem mais dificuldade de uma coloca\u00e7\u00e3o por ter que dividir sua jornada com a responsabilidade familiar e na hora de demitir, o patr\u00e3o junta todos esses fatores para eleger a mulher como dispens\u00e1vel\u201d, afirma Juneia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">Enquanto n\u00e3o houver pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam liberdade, acesso e perman\u00eancia no mundo do trabalho, n\u00e3o haver\u00e1 igualdade e a sociedade continuar\u00e1 sendo excludente<\/span><\/strong><\/p><p><strong>&#8211;  Juneia Batista<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h4><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-purple-color\">Qualifica\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o contam<\/span><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Mesmo com escolaridade mais alta, as mulheres ainda t\u00eam menores sal\u00e1rios e enfrentam mais dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. Uma pesquisa do Instituto de Ensino Superior e Pesquisa (Insper), realizada em 2020, aponta que o sal\u00e1rio de um homem branco, formado em uma universidade p\u00fablica pode ser at\u00e9 159% maior do que o uma mulher negra tamb\u00e9m formada em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escrito por: Andre Accarini<\/strong> <strong>| CUT<\/strong>    e   <strong>Edi\u00e7\u00e3o: Marize Muniz<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saiba Mais: 83% dizem que h\u00e1 machismo no Brasil, mas apenas 11% se consideram machistas Mulheres repudiam ministra Damares em manifesto pelo 8 de Mar\u00e7o Um estudo realizado pelo Departamento<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":47927,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47926"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=47926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/47926\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/47927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=47926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=47926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=47926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}