{"id":4597,"date":"2006-04-12T19:15:49","date_gmt":"2006-04-12T19:15:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/mercado-de-trabalho-ainda-e-desfavoravel-para-a-mulher-2\/"},"modified":"2006-04-12T19:15:49","modified_gmt":"2006-04-12T19:15:49","slug":"mercado-de-trabalho-ainda-e-desfavoravel-para-a-mulher-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=4597","title":{"rendered":"Mercado de trabalho ainda \u00e9 desfavor\u00e1vel para a mulher"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><B><FONT face=Verdana size=2><br \/>\n<P align=justify>Com at\u00e9 4 anos de estudo, mulher recebe, por hora, em m\u00e9dia, 80,8% do rendimento do homem<\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>RIO &#8211; A S\u00edntese dos Indicadores Sociais divulgada hoje pelo IBGE mostra uma situa\u00e7\u00e3o ainda desfavor\u00e1vel para as mulheres no mercado de trabalho. Em 2004, as mulheres trabalhadoras com at\u00e9 4 anos de estudo recebiam, por hora, em m\u00e9dia, 80,8% do rendimento dos homens com esse n\u00edvel de escolaridade, enquanto aquelas com 12 anos ou mais de estudo recebiam 61,6% do rendimento-hora masculino. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Dentro de casa, as mulheres trabalhavam 4,4 horas a mais por dia em afazeres dom\u00e9sticos. A S\u00edntese de Indicadores Sociais tem como base os dados da PNAD 2004 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios) e revela tamb\u00e9m que &#8216;o aumento na escolaridade feminina guarda estreita rela\u00e7\u00e3o com as redu\u00e7\u00f5es nas taxas de fecundidade e de mortalidade infantil&#8217;.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Em 2004, as mulheres com at\u00e9 3 anos de estudo chegavam a ter, em m\u00e9dia, mais que o dobro do n\u00famero de filhos das mulheres com 8 anos ou mais de estudo. Segundo a pesquisa, a probabilidade de uma mulher com 8 anos ou mais de estudo, com dois filhos, vir a ter o terceiro era de pouco mais de 50%, ao passo que a mesma probabilidade associada a uma mulher com at\u00e9 3 anos de estudo era de 90%.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><B><br \/>\n<P align=justify>Mulheres chefiando fam\u00edlias<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify>No Brasil, 29,4% dos 56,1 milh\u00f5es de fam\u00edlias eram chefiadas por mulheres em 2004, segundo a pesquisa do IBGE. A maior propor\u00e7\u00e3o dessa chefia feminina estava na faixa dos 60 anos ou mais de idade (27,4%). <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>A pesquisa mostra tamb\u00e9m que as fam\u00edlias com chefia masculina eram diferentes daquelas chefiadas por mulheres. Quando o chefe era homem, a estrutura familiar mais freq\u00fcente era a de casais com todos os filhos menores de 14 anos (33,6%), seguida do tipo casal com todos os filhos de 14 aos ou mais de idade (21,4%). <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>J\u00e1 no caso da chefia feminina, as estruturas predominantes eram de m\u00e3es com todos os filhos de 14 anos ou mais de idade (31,4%), outros tipos de fam\u00edlia (25,6%) e m\u00e3es com todos os filhos menores de 14 anos (23,2%).<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>&#8216;Ou seja, a chefia feminina ocorria num ambiente dom\u00e9stico sem a presen\u00e7a do c\u00f4njuge ou em composi\u00e7\u00f5es familiares que podem ser formadas, por exemplo, por duas irm\u00e3s morando juntas ou pela pr\u00f3pria pessoa morando s\u00f3, entre outras&#8217;, dizem os t\u00e9cnicos da pesquisa no documento de divulga\u00e7\u00e3o.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Em 2004, segundo a pesquisa, 27,0% das mulheres se declararam como pessoas de refer\u00eancia das fam\u00edlias brasileiras e, dentre essas, 14,8% viviam com o c\u00f4njuge, &#8216;percentual expressivo, que pode estar revelando um novo padr\u00e3o de responsabilidade compartilhada&#8217;. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>a regi\u00e3o Nordeste foi a que apresentou o maior n\u00famero de fam\u00edlias chefiadas por mulheres (29,3%), destacando-se o Estado de Pernambuco com (31,6%). <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>&nbsp;<\/P><B><br \/>\n<P align=justify>Mulheres em cargos de dire\u00e7\u00e3o<\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Apenas 3,9% das mulheres ocupadas estavam em cargos de dire\u00e7\u00e3o em 2004, enquanto para os homens a propor\u00e7\u00e3o era de 5,5% dos ocupados, segundo a pesquisa do IBGE.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>A maior propor\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos de dire\u00e7\u00e3o estava no Distrito Federal (8,0%), &#8216;resultado da elevada participa\u00e7\u00e3o feminina no servi\u00e7o p\u00fablico federal, onde o acesso a cargos de dire\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de forma mais igualit\u00e1ria que no setor privado&#8217;, segundo destacam os t\u00e9cnicos do instituto no documento de divulga\u00e7\u00e3o da pesquisa. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>O levantamento do IBGE mostra tamb\u00e9m que a participa\u00e7\u00e3o feminina em cargos de dire\u00e7\u00e3o era maior do que os homens nas ocupa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s ci\u00eancias e artes (8,6% contra 4,2%), de n\u00edvel m\u00e9dio (7,8% contra 6,5%), servi\u00e7os administrativos (11,4% contra 5,8%), servi\u00e7os (31,3% contra 11,6%) e vendedores (11,6% contra 8,4%). <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Al\u00e9m disso, as mulheres ocupadas tinham, em 2004, uma m\u00e9dia de anos de estudo superior \u00e0 dos homens ocupados tanto na \u00e1rea urbana (8,6 contra 7,6 anos) como na rural (4,3 frente a 3,8 anos). <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>&#8216;A maior escolaridade feminina era em parte reflexo de uma inser\u00e7\u00e3o tardia no mercado de trabalho&#8217;, conclui o estudo. O levantamento mostra inda que, entre as mulheres ocupadas, o trabalho dom\u00e9stico e n\u00e3o-remunerado (26,2%) superava o emprego formal, com carteira, (25,7%). <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><B><br \/>\n<P align=justify>Desemprego<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify>O desemprego em 2004 atingiu particularmente as pessoas com escolaridade entre 9 e 11 anos de estudo (taxa de desemprego de 12,4%) em compara\u00e7\u00e3o com aqueles de escolaridade mais baixa de at\u00e9 4 anos (5,5%), segundo mostram os indicadores sociais divulgados hoje pelo IBGE. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>A taxa de desemprego masculina naquele ano foi de 6,8%, enquanto que a feminina ficou em 11,7%. De acordo com a pesquisa, a passagem do n\u00edvel mais baixo de escolaridade (at\u00e9 4 anos de estudo) para a categoria seguinte (de 5 a 8 anos de estudo) significava um incremento de cerca de 29% no rendimento m\u00e9dio por hora. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>J\u00e1 na categoria posterior, que representa o n\u00edvel m\u00e9dio (9 a 11 anos), o incremento comparado \u00e0 categoria anterior era de 45% e, por fim, a pessoa que possu\u00eda o n\u00edvel superior (12 anos ou mais de estudo) elevava o seu rendimento em 189% com rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela de n\u00edvel m\u00e9dio. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Assim, a popula\u00e7\u00e3o ocupada com at\u00e9 4 anos de estudo recebia em m\u00e9dia R$ 2,40 por hora trabalhada, enquanto que, para as pessoas com 12 anos ou mais de estudo, o valor era quase cinco vezes maior: R$ 13,00. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Mas, embora a escolaridade aumentasse o rendimento m\u00e9dio, acentuava tamb\u00e9m a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. As mulheres com at\u00e9 4 anos de estudo recebiam por hora, em m\u00e9dia, 80,8% do rendimento dos homens com esse n\u00edvel de escolaridade, enquanto que aquelas com 12 anos ou mais de estudo recebiam 61,6% do rendimento-hora dos homens.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><B><br \/>\n<P align=justify>Expectativa de vida<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify>A esperan\u00e7a m\u00e9dia de vida ao nascer no Brasil era de 71,7 anos de idade em 2004, ocupando a 82\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking de 192 pa\u00edses analisados pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), segundo mostra a pesquisa do IBGE. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>A vida m\u00e9dia ao nascer, entre 1991 e 2004, teve um incremento de 4 anos, com as mulheres em situa\u00e7\u00e3o bem mais favor\u00e1vel que a dos homens (70,9 para 75,5 anos, no caso das mulheres, e 63,2 para 67,9 anos entre os homens).<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Al\u00e9m disso, a taxa bruta de mortalidade, que representa a freq\u00fc\u00eancia de \u00f3bitos em uma popula\u00e7\u00e3o, caiu de 6,8, em 1991, para 6,3, em 2004. A pesquisa mostra ainda que entre 1991 e 2004, a taxa de mortalidade infantil tamb\u00e9m manteve sua trajet\u00f3ria de decl\u00ednio, passando de 45,1 para 26,6. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>A taxa de mortalidade infantil, nesse patamar, coloca o Brasil na 99\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking dos pa\u00edses ou \u00e1reas com as mais baixas taxas estimadas pela ONU, atr\u00e1s de Cuba, Chile, Porto Rico, Costa Rica, Uruguai, Argentina, Venezuela, M\u00e9xico, Panam\u00e1, Equador, Col\u00f4mbia, entre outros.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><B><br \/>\n<P align=justify>Proje\u00e7\u00f5es Populacionais<\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>As Proje\u00e7\u00f5es Populacionais das Na\u00e7\u00f5es Unidas para 2005 apontam que o Brasil pertence ao grupo dos 10 pa\u00edses com maior popula\u00e7\u00e3o de pessoas de 60 anos ou mais em termos absolutos. Em 2005, o n\u00famero de brasileiros maiores de 60 anos era de 17,6 milh\u00f5es, representando 9,7% da popula\u00e7\u00e3o em 2004. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>O \u00edndice de envelhecimento passou de 0,11 no in\u00edcio da d\u00e9cada de 80 para 0,25 em 2004, ou seja, para cada 100 jovens, existiam 25 idosos. &#8216;Esse valor mostra que a sociedade brasileira est\u00e1 envelhecendo, mas ainda pode ser considerada jovem&#8217;, avaliam os analistas do IBGE no documento de divulga\u00e7\u00e3o dos indicadores sociais. <\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>A popula\u00e7\u00e3o somente \u00e9 considerada envelhecida quando esse \u00edndice de envelhecimento \u00e9 superior a 1. A propor\u00e7\u00e3o de idosos que moravam sozinhos representava, em 2004, 13% das fam\u00edlias.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Entre as mulheres de 70 anos ou mais, 19,6% moravam sozinhas, enquanto entre os homens esse percentual atingia apenas 11,7%. A cobertura previdenci\u00e1ria (aposentados e\/ou pensionistas) contemplava 77,4% da popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais (13,7 milh\u00f5es de pessoas). No caso dos idosos de 70 anos e mais, essa propor\u00e7\u00e3o era superior a 90%.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><B><br \/>\n<P align=justify>Casamentos<\/P><\/B><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Em 2004, foram realizados 806.968 casamentos no Brasil, 7,7% a mais do que em 2003, segundo mostra pesquisa divulgada pelo IBGE. Esse crescimento vem ocorrendo desde 2001 e &#8216;resulta, em parte, de casamentos coletivos, frutos de parcerias entre as prefeituras, cart\u00f3rios e igrejas, com o objetivo de legalizar as uni\u00f5es consensuais&#8217;, segundo os t\u00e9cnicos do instituto.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Em 2004, a m\u00e9dia de idade na data do primeiro casamento foi, para homens, de 28,1 anos e, para as mulheres, 25,2 anos. Tamb\u00e9m foi observado, para o conjunto de separa\u00e7\u00f5es judiciais, que a m\u00e9dia de dura\u00e7\u00e3o dos casamentos no pa\u00eds foi de 11,5 anos.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>O destaque foi para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com uni\u00f5es legais mais duradouras, 13 e 12,7 anos respectivamente.<\/P><br \/>\n<P align=justify><\/P><br \/>\n<P align=justify>Por outro lado, no Amazonas (8,8 anos) e no Acre (9,8 anos), os casamentos duravam menos. (Jacqueline Farid)<\/P><\/FONT><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com at\u00e9 4 anos de estudo, mulher recebe, por hora, em m\u00e9dia, 80,8% do rendimento do homem RIO &#8211; A S\u00edntese dos Indicadores Sociais divulgada hoje pelo IBGE mostra uma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4597"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4597\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}