{"id":4578,"date":"2006-04-05T16:36:23","date_gmt":"2006-04-05T16:36:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/consumo-de-energia-bate-novo-recorde-em-marco-2\/"},"modified":"2006-04-05T16:36:23","modified_gmt":"2006-04-05T16:36:23","slug":"consumo-de-energia-bate-novo-recorde-em-marco-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=4578","title":{"rendered":"Consumo de energia bate novo recorde em mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>RIO DE JANEIRO &#8211; O consumo de energia el\u00e9trica em mar\u00e7o registrou novo recorde hist\u00f3rico, ao atingir 36.714 gigawatts por hora (GW\/h), o que corresponde a 49.347 megawatts (MW) m\u00e9dios. \u00c9 o terceiro m\u00eas seguido de recordes, j\u00e1 que em janeiro e fevereiro o Pa\u00eds j\u00e1 havia registrado altas hist\u00f3ricas de consumo. <\/P><br \/>\n<P>Conforme os dados preliminares do Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) obtidos pela Ag\u00eancia Estado, o consumo de mar\u00e7o corresponde a um aumento de 4,28% em rela\u00e7\u00e3o ao registrado em mar\u00e7o do ano passado.<\/P><br \/>\n<P>Embora o consumo m\u00e9dio em mar\u00e7o tenha ficado 1,27% acima do observado na m\u00e9dia de fevereiro, houve uma ligeira desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de aumento. Em janeiro, o consumo registrado ficou 5,23% acima do observado em janeiro de 2005 e em fevereiro o aumento foi de 5,88% sobre igual m\u00eas do ano passado. <\/P><br \/>\n<P>Ao todo, nos tr\u00eas primeiros meses do ano, o Pa\u00eds consumiu 104.945 GW\/h, com aumento de 5,09% sobre o primeiro trimestre de 2005.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Regi\u00f5es<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>A Regi\u00e3o Norte continua puxando o consumo, gra\u00e7as \u00e0 forte demanda das ind\u00fastrias eletrointensivas instaladas no local. O aumento de mar\u00e7o foi de 8,66% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/P><br \/>\n<P>O Sudeste registrou aumento de 4,50% no intervalo de 12 meses, enquanto a regi\u00e3o Sul continua na `lanterninha\u00b4 entre os quatro submercados, com varia\u00e7\u00e3o de 2,89% no \u00faltimo m\u00eas com rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o do ano passado. Parte do aumento no Sudeste foi devido \u00e0 maior temperatura m\u00e9dia deste ano. No Nordeste, o aumento foi de 3,10% no mesmo per\u00edodo. <\/P><br \/>\n<P><STRONG>Aumento<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Em termos absolutos, o aumento de consumo no per\u00edodo atingiu 2.026 MW m\u00e9dios, j\u00e1 que a m\u00e9dia de mar\u00e7o de 2005 havia oscilado em torno de 47.320 MW m\u00e9dios. Para atender esse acr\u00e9scimo no consumo apenas atrav\u00e9s de hidroeletricidade, que corresponde a cerca de 95% do total gerado pelo sistema el\u00e9trico brasileiro, o Brasil precisaria agregar entre 3 mil e 3.500 MW de novas usinas a cada ano. <\/P><br \/>\n<P>Ou seja, o complexo do rio Madeira, em Rond\u00f4nia, que o governo pretende licitar este ano e que tem pot\u00eancia em torno de 6.500 MW, seria `engolido` em apenas dois anos, mantido o ritmo atual de crescimento da economia. Caso o Produto Interno Bruto (PIB) pule para um patamar superior a 5% ao ano, a exig\u00eancia de novas usinas torna-se ainda maior.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Reservat\u00f3rios<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Os dados do ONS mostram que os reservat\u00f3rios das grandes hidrel\u00e9tricas da regi\u00e3o Sudeste, que respondem por dois ter\u00e7os da capacidade de armazenamento total do sistema, devem encerrar o per\u00edodo `molhado\u00b4 (abril) com bastante \u00e1gua. No final do m\u00eas passado, os reservat\u00f3rios da regi\u00e3o estavam em 85,38% da capacidade m\u00e1xima, apenas 0,92% abaixo do registrado em mar\u00e7o do ano passado. Esse patamar corresponde a uma folga de cerca de 26 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 curva bianual de avers\u00e3o ao risco.<\/P><br \/>\n<P>Esse mecanismo foi criado pelo governo ap\u00f3s o racionamento de 2001 e visa a evitar que os reservat\u00f3rios caiam abaixo de determinados patamares. Para evitar isso, o ONS `despacha` usinas t\u00e9rmicas para economizar \u00e1gua. A desvantagem para o sistema \u00e9 que esses despachos encarecem o custo da energia, que acaba sendo repassado ao consumidor. Este ano a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) adotou mecanismos ainda mais conservadores para a curva de risco, gerando uma `reserva\u00b4 extra para o sistema em torno de 9mil MW na regi\u00e3o Sudeste.<\/P><br \/>\n<P>No Sul, onde est\u00e1 se iniciando o per\u00edodo molhado, ao contr\u00e1rio das demais regi\u00f5es do Pa\u00eds, os reservat\u00f3rios encerraram o m\u00eas passado em 51,89% da capacidade m\u00e1xima de armazenamento, com 34,8 pontos percentuais de folga em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 curva de risco. O ONS tem feito transfer\u00eancias maci\u00e7as de energia do Sudeste para o Sul visando a preservar os reservat\u00f3rios da regi\u00e3o. Em alguns dias a transfer\u00eancia de energia atingiu 3.500 MW m\u00e9dios, o que corresponde a cerca de 40% do consumo no Sul.<\/P><br \/>\n<P>No Nordeste, os reservat\u00f3rios permanecem em patamares elevados, apesar das chuvas desfavor\u00e1veis deste ano. Neste ano, conforme acerto com a Petrobras, o ONS tem despachado t\u00e9rmicas da estatal no Sudeste e transferido para a regi\u00e3o, preservando os reservat\u00f3rios do Nordeste. Com essa estrat\u00e9gia, os reservat\u00f3rios do Nordeste est\u00e3o em torno de 88,9% da capacidade m\u00e1xima de armazenamento, com folga de 39,9 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 curva de avers\u00e3o ao risco. <\/P><br \/>\n<P>No Norte, onde n\u00e3o h\u00e1 curva de avers\u00e3o ao risco, os reservat\u00f3rios est\u00e3o praticamente no limite m\u00e1ximo de armazenamento, com 99,11% da capacidade ocupada.(Francisco Carlos de Assis e C\u00e9lia Froufe)<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO &#8211; O consumo de energia el\u00e9trica em mar\u00e7o registrou novo recorde hist\u00f3rico, ao atingir 36.714 gigawatts por hora (GW\/h), o que corresponde a 49.347 megawatts (MW) m\u00e9dios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4578"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4578"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4578\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}