{"id":4474,"date":"2006-01-31T18:46:24","date_gmt":"2006-01-31T18:46:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/gas-natural-fica-mais-caro-em-sp-2\/"},"modified":"2006-01-31T18:46:24","modified_gmt":"2006-01-31T18:46:24","slug":"gas-natural-fica-mais-caro-em-sp-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=4474","title":{"rendered":"G\u00e1s Natural fica mais caro em SP"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P><EM>O porcentual de aumento n\u00e3o ser\u00e1 igual para todos, dependendo do volume de consumo e da classe a que o consumidor est\u00e1 enquadrado. O residencial, por exemplo, pagar\u00e1 entre 7% e 9% a mais pelo g\u00e1s, enquanto a ind\u00fastria ter\u00e1 reajuste entre 12,64% e 17,9%.<\/EM> <\/P><br \/>\n<P>S\u00e3o Paulo &#8211; A partir da meia noite de hoje, o g\u00e1s natural estar\u00e1 mais caro em S\u00e3o Paulo. O porcentual de aumento n\u00e3o ser\u00e1 igual para todos, dependendo do volume de consumo e da classe a que o consumidor est\u00e1 enquadrado. O residencial, por exemplo, pagar\u00e1 entre 7% e 9% a mais pelo g\u00e1s, enquanto a ind\u00fastria ter\u00e1 reajuste entre 12,64% e 17,9%.<\/P><br \/>\n<P>Nos postos, o g\u00e1s natural veicular (GNV) deve ter alta, em m\u00e9dia, de 6%. Esses repasses refletem os tr\u00eas aumentos praticados pela Petrobras no combust\u00edvel vendido para as distribuidoras desde setembro, que acumulados chegam a 41,79%. Um novo reajuste para o consumidor paulista est\u00e1 previsto para maio, mas em porcentual bem menor.<\/P><br \/>\n<P>Cada uma das tr\u00eas distribuidoras de S\u00e3o Paulo &#8211; Comg\u00e1s, Gas Natural S\u00e3o Paulo Sul e Brasiliano &#8211; teve um porcentual espec\u00edfico autorizado para repassar aos clientes. A Comg\u00e1s, por exemplo, que fornece mais de 90% do g\u00e1s consumido no Estado, aplicar\u00e1 um aumento de 11,85% para o GNV vendido para os postos, o que resultar\u00e1 em alta para o consumidor de 6%, na m\u00e9dia. No caso dos consumidores residenciais, o reajuste ser\u00e1 entre 7% e 9% e, para os industriais, entre 12,64% e 14,45%.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Repasse por partes<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>Diferentemente de outros Estados, em S\u00e3o Paulo a ag\u00eancia reguladora do setor, a Comiss\u00e3o de Servi\u00e7os P\u00fablicos de Energia (CSPE), n\u00e3o permite o repasse imediato dos aumentos praticados pela Petrobras. A alta de custo das distribuidoras \u00e9 lan\u00e7ada em uma conta e s\u00f3 pode ser repassada uma vez por ano.<\/P><br \/>\n<P>A Brasiliano teve o reajuste autorizado em dezembro, mas as duas outras distribuidoras de S\u00e3o Paulo, Comg\u00e1s e Gas Natural S\u00e3o Paulo Sul, s\u00f3 poderiam reajustar a tarifa em 31 de maio. A CSPE antecipou parte do reajuste em raz\u00e3o dos aumentos praticados pela Petrobras. &#8216;Foi a \u00fanica forma de mantermos o equil\u00edbrio econ\u00f4mico e financeiro das empresas&#8217;, diz Zevi Kann, comiss\u00e1rio-chefe da CSPE.<\/P><br \/>\n<P>Desde que a Petrobras anunciou a mudan\u00e7a na sua pol\u00edtica de pre\u00e7os, com repasses trimestrais da cota\u00e7\u00e3o do g\u00e1s importado da Bol\u00edvia, j\u00e1 foram aplicados tr\u00eas aumentos no pre\u00e7o cobrado das distribuidoras. O primeiro em setembro, de 13%; o segundo em novembro, de 10%; e em janeiro foram mais 14%.<\/P><br \/>\n<P>No reajuste de fevereiro das distribuidoras para o consumidor ser\u00e1 repassado apenas o impacto dos aumentos do g\u00e1s natural praticado pela Petrobras. Por esta raz\u00e3o, os porcentuais n\u00e3o ser\u00e3o iguais. Para o consumidor industrial de m\u00e9dio porte, aquele que consome 100 mil metros c\u00fabicos por m\u00eas, o reajuste na Comg\u00e1s ser\u00e1 de 12,64% e na G\u00e1s Natural, de 14,5%. J\u00e1 para a ind\u00fastria com grande consumo, acima de 1 milh\u00e3o de metros c\u00fabicos por m\u00eas, os pre\u00e7os subir\u00e3o 14,45% na Comg\u00e1s e 17,9% na G\u00e1s Natural. No caso do consumidor residencial, a alta ser\u00e1 entre 7% e 9% na Comg\u00e1s e 7,28% na G\u00e1s Natural.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Reajustes diferenciados<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>As diferen\u00e7as nos porcentuais s\u00e3o explicadas porque, quanto maior o consumo, menor a margem da distribuidora e, portanto, o peso do g\u00e1s \u00e9 mais elevado na composi\u00e7\u00e3o do custo final. &#8216;No caso do residencial, por exemplo, a margem da distribuidora \u00e9 muito maior e o pre\u00e7o do g\u00e1s tem peso relativamente pequeno, comparado a outros custos&#8217;, explica Kann. Entre esses custos estaria a margem de remunera\u00e7\u00e3o sobre investimentos, os gastos com opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da rede e os custos comerciais, como leitura e faturamento.<\/P><br \/>\n<P>Nessa parcela de custos, que exclui o pre\u00e7o do g\u00e1s, entra a corre\u00e7\u00e3o pelo IGP-M, mas apenas em maio, a data base das concession\u00e1rias paulistas para o repasse \u00e0s tarifas. Ou seja, o consumidor ter\u00e1 dois aumentos neste in\u00edcio do ano. &#8216;O reajuste de maio ser\u00e1 muito pequeno porque o IGP-M n\u00e3o deve acumular mais que 2% de varia\u00e7\u00e3o e ainda \u00e9 descontado o fator-X&#8217;, explica Kann. Nos c\u00e1lculos da ag\u00eancia, o fator-X est\u00e1 em 0,9 ponto porcentual, portanto, se o IGP-M ficar em 2%, o reajuste ser\u00e1 de 1,1%, mas apenas sobre a margem da distribuidora. Em 2005, o \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o acumulou alta de 1,21%.<\/P><br \/>\n<P><STRONG>Novo reajuste em maio<\/STRONG><\/P><br \/>\n<P>A hip\u00f3tese de o reajuste de maio ser maior, no entanto, n\u00e3o est\u00e1 descartada. &#8216;Tudo vai depender da Petrobras, se ela aplicar outro aumento em abril, teremos que autorizar o repasse&#8217;, afirma Kann. Na pol\u00edtica de pre\u00e7os anunciada pela Petrobras, os reajustes ser\u00e3o trimestrais a partir deste ano. Como o primeiro foi em janeiro, o pr\u00f3ximo, por essa l\u00f3gica, ser\u00e1 em abril. <EM>(Teresa Navarro)<\/EM><BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O porcentual de aumento n\u00e3o ser\u00e1 igual para todos, dependendo do volume de consumo e da classe a que o consumidor est\u00e1 enquadrado. O residencial, por exemplo, pagar\u00e1 entre 7%<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4474"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4474"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4474\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}