{"id":44576,"date":"2020-09-04T08:16:55","date_gmt":"2020-09-04T11:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=44576"},"modified":"2020-09-04T08:16:55","modified_gmt":"2020-09-04T11:16:55","slug":"entenda-como-o-fiasco-do-produto-interno-bruto-pib-afeta-o-seu-bolso-a-sua-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=44576","title":{"rendered":"Entenda como o fiasco do Produto Interno Bruto (PIB) afeta o seu bolso, a sua vida"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<h5 class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Brasil entra em recess\u00e3o com PIB despencando. Economista do Cesit, Marcelo Manzano, compara situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica com um avi\u00e3o de quatro turbinas que tem apenas uma funcionando, mas j\u00e1 avariada<\/strong><\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center\">\u00a0<strong>Publicado:<\/strong>\u00a003 Setembro, 2020<\/p>\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center\"><strong>Escrito por: Rosely Rocha e Marize Muniz<\/strong><img class=\"alignright\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsnewsebe89f237632367d8c7-700x460xfit-289e8.jpg\" alt=\"notice\" width=\"295\" height=\"194\" data-src-mobile=\"\/images\/cache\/systemuploadsnewsebe89f237632367d8c7-320x210xfit-289e8.jpg\" data-src-tablet=\"\/images\/cache\/systemuploadsnewsebe89f237632367d8c7-768x460xfit-289e8.jpg\" data-src-web=\"\/images\/cache\/systemuploadsnewsebe89f237632367d8c7-700x460xfit-289e8.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"dd-m-editor\">\n<p class=\"caps\">Os jornais estamparam esta semana manchetes sobre o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/com-queda-de-quase-10-no-trimestre-pib-tem-seu-pior-resultado-historico-599f\">tombo de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano<\/a>, um recorde hist\u00f3rico e o pior desempenho do pa\u00eds em 120 anos. Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2019, o PIB recuou 11,4%.<\/p>\n<p>Muitos se perguntaram: o que eu tenho a ver com isso? Em que a alta ou queda do PIB influencia a minha vida, meu trabalho? Teve at\u00e9 quem questionou o que incentivou o aumento do PIB nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma, do PT. Para responder essas e outras perguntas, o Portal CUT foi ouvir um especialista da \u00e1rea econ\u00f4mica: o pesquisador e professor de economia do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Unicamp, Marcelo Manzano.<\/p>\n<p>De acordo com o professor, \u00e9 com um olho no PIB que governos e empresas definem suas estrat\u00e9gias de investimentos e condu\u00e7\u00e3o da economia, o que afeta diretamente a vida do trabalhador, j\u00e1 que ele \u00e9 a ponta mais fr\u00e1gil do ponto de vista econ\u00f4mico, ficando \u00e0 merc\u00ea das decis\u00f5es do mercado financeiro e de quem estiver sentado na cadeira presidencial.<\/p>\n<p>\u201cO PIB \u00e9 relevante porque quando cresce demonstra que a atividade econ\u00f4mica se expandiu. Isto significa mais produ\u00e7\u00e3o e quem produz precisa de m\u00e3o de obra, de trabalho. Quando as pessoas fazem alguma coisa, geram bens e servi\u00e7os, e ao fazerem isso produzem valor. \u00c9 oportunidade de trabalho, n\u00e3o necessariamente um emprego, mas uma atividade que gerou uma renda, um lucro para quem a fez\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u201cOs investimentos da Petrobras de 2005 a 2015, de mais de R$ 50 bilh\u00f5es ao ano, dinamizou setores como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/golpe-destroi-setor-naval-e-deixa-mais-de-300-mil-trabalhadores-desempregados-d867\">a\u00a0<strong>ind\u00fastria naval [que chegou a ter mais de 300 mil trabalhadores]<\/strong>,<\/a>\u00a0a produ\u00e7\u00e3o de tubula\u00e7\u00f5es, a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os especializados em perfura\u00e7\u00e3o, sondagem. Isto influenciou outros setores, como em Santos [litoral de S\u00e3o Paulo] que construiu novos hot\u00e9is e pr\u00e9dios por conta do pr\u00e9-sal\u201d, exemplifica o professor de economia, lembrando como os investimentos feitos nos governos do PT foram importantes para a recupera\u00e7\u00e3o da economia e a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda no Brasil.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>Quando o PIB encolhe, as pessoas perdem renda, perdem emprego, trabalho e n\u00e3o t\u00eam as mesmas condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<footer>&#8211; Marcelo Manzano<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>E s\u00e3o esssas condi\u00e7\u00f5es de vida que os trabalhadores v\u00eam perdendo desde a recess\u00e3o de 2015-2016, agravada com o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, e que se aprofundou em 2018 quando Jair Bolsonaro (ex-PSL) ganhou a elei\u00e7\u00e3o para presidente da Rep\u00fablica e nomeou para conduzir a economia do pa\u00eds, o banqueiro Paulo Guedes. Com a dupla no comando, o PIB vem caindo, fazendo o Brasil entrar oficialmente em recess\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O PIB, explica o professor, \u00e9 a soma das riquezas, de todos os produtos gerados no pa\u00eds em um ano, sejam produtos f\u00edsicos como o p\u00e3ozinho da padaria, seja o autom\u00f3vel. \u00c9 tamb\u00e9m a soma de todos os servi\u00e7os que geraram algum tipo de pagamento. O trabalho do aut\u00f4nomo seja ele eletricista ou jornalista.<\/p>\n<p>O PIB pode ser medido de diferentes maneiras: pela soma do valor dos produtos finais, pela soma dos gastos agregados (consumo das fam\u00edlias, investimentos das empresas, gastos do governo e saldo comercial) ou ainda pela soma dos rendimentos (sal\u00e1rios, lucros, alugu\u00e9is e impostos). Qualquer atividade econ\u00f4mica que gerou alguma renda entra na composi\u00e7\u00e3o do \u00edndice.<\/p>\n<p><strong>Desde o golpe, avi\u00e3o vem caindo<\/strong><\/p>\n<p>Para explicar como as medidas econ\u00f4micas dos governos Michel Temer (MDB-SP) e de Bolsonaro foram fundamentais para a queda do PIB e como isto interfere no dia a dia da vida de todos os brasileiros e brasileiras, Marcelo Manzano faz uma analogia de um avi\u00e3o caindo.<\/p>\n<p>O PIB \u00e9 comparado a um avi\u00e3o de quatro turbinas. Cada turbina representa um dos quatro itens que dinamizam a produ\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds e que entram na sua composi\u00e7\u00e3o: as exporta\u00e7\u00f5es, os investimentos das empresas, o consumo das fam\u00edlias e os gastos p\u00fablicos. Tr\u00eas est\u00e3o em chamas, a \u00faltima come\u00e7a a dar sinais de que tamb\u00e9m vai parar de funcionar, o que levar\u00e1 o avi\u00e3o a um desastre iminente.<\/p>\n<p>\u201cAssim est\u00e1 o Brasil. No momento a \u00fanica coisa que ainda n\u00e3o deixou o avi\u00e3o cair \u00e9 a turbina dos gastos p\u00fablicos, incluindo neste rol, o aux\u00edlio emergencial de R$ 600, que por sua vez, turbinou o consumo das fam\u00edlias. Mas, as empresas n\u00e3o est\u00e3o investindo e as exporta\u00e7\u00f5es dependem de outros pa\u00edses que tamb\u00e9m est\u00e3o enfrentando a pandemia\u201d, diz Manzano.<\/p>\n<p>O inc\u00eandio nas turbinas foi provocado pelo desempenho do consumo das fam\u00edlias, que caiu 12,5%, entre abril e junho, e do baixo investimento estatal, que teve queda de 15,4%. O consumo do pr\u00f3prio governo caiu 8,8%. E a ind\u00fastria recuou 12,3%.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 feito o c\u00e1lculo das proje\u00e7\u00f5es do PIB<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 muito comum as proje\u00e7\u00f5es para o Produto Interno Bruto estarem completamente fora da realidade econ\u00f4mica. O professor de economia diz que as proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas a partir de um relat\u00f3rio semanal que o Banco Central (BC) envia a mais de 100 institui\u00e7\u00f5es financeiras, bancos, empresas. Esses economistas assinalam as suas expectativas de crescimento. O BC faz a m\u00e9dia e depois publica o chamado Boletim Focus, com a previs\u00e3o do PIB.<\/p>\n<p>\u201cO boletim Focus erra sistematicamente em suas previs\u00f5es do PIB, como observamos nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Uma das raz\u00f5es \u00e9 que quem alimenta o Focus \u00e9 um analista ou um chefe de consultoria econ\u00f4mica que fundamenta sua previs\u00e3o em um modelo matem\u00e1tico que, embora possua milh\u00f5es de equa\u00e7\u00f5es, \u00e9 alimentado por economistas de carne e osso que, em sua grande maioria, imprimem uma mesma perspectiva \u2013 ortodoxa e enviesada &#8211; sobre os fatores determinantes do dinamismo econ\u00f4mico. Ao final, seus palpites n\u00e3o diferem muito de uma bola de cristal que tem errado sistematicamente\u201d, alfineta Manzano.<\/p>\n<p><strong>Pibinho<\/strong><\/p>\n<p>Segundo ele, em 2017, no primeiro ano ap\u00f3s o golpe contra Dilma, os economistas consultados pelo Focus previam um crescimento do PIB de 2,5%, mas o que se viu foi a metade: 1,3%.\u00a0 No ano seguinte, ap\u00f3s a reforma Trabalhista defendida como a grande geradora de 6 milh\u00f5es de empregos e que n\u00e3o gerou nenhum, a mesma turma disse que cresceria 2,5% e, novamente foi metade: 1,3%. Em 2019, a hist\u00f3ria se repetiu: de 2,5% chegou-se ao final do ano com um crescimento de apenas 1,1%.<\/p>\n<p>A desculpa do atual governo para a queda no PIB deste ano \u00e9 a pandemia do novo coronav\u00edrus (Covid-19). Mas, desde o golpe, os neoliberais que chamavam de \u201cpibinho\u201d as taxas de crescimento do PIB do primeiro mandato de Dilma, n\u00e3o conseguiram alavancar a economia mesmo com as reformas Trabalhista, da Previd\u00eancia e a cria\u00e7\u00e3o do Teto dos Gastos P\u00fablicos, que congelou os gastos do governo acima da infla\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos 20 anos. Todas essas medidas que atacaram direitos trabalhistas hist\u00f3ricos e impediram o avan\u00e7o de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes constru\u00eddas nos governos do PT, resultaram na quase estagna\u00e7\u00e3o do PIB, em um patamar muito baixo.<\/p>\n<p>O problema dos erros nas previs\u00f5es, diz Manzano, \u00e9 que as contas s\u00e3o feitas a partir das expectativas de economistas do setor financeiro, as universidades n\u00e3o s\u00e3o chamadas, e o que se v\u00ea s\u00e3o erros de proje\u00e7\u00f5es, atr\u00e1s de erros. Com Lula, eles tamb\u00e9m erraram, mas avaliavam para baixo porque acreditavam que as medidas do seu governo n\u00e3o dariam certo.<\/p>\n<p>\u201cPor m\u00e1 vontade, por conta de ideologia contr\u00e1ria aos governos do PT, esses economistas n\u00e3o acreditavam que daria certo o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/bolsonaro-aposta-na-miseria-e-reduz-valor-do-salario-minimo-pela-segunda-vez-ebe3\"><strong>aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/a>\u00a0geraria mais consumo e renda, que o Minha Casa, Minha Vida geraria milhares de empregos na constru\u00e7\u00e3o civil, com quatro milh\u00f5es de moradias vendidas. Tudo isso eles n\u00e3o levaram em conta, mas com o Lula o Brasil voltou a crescer e distribuir renda, como h\u00e1 muito n\u00e3o se via\u201d, afirma o professor de economia.<\/p>\n<p><strong>Investimentos p\u00fablicos dos governos do PT incentivaram aumento do PIB<\/strong><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia dos investimentos p\u00fablicos \u00e9 destacada por Manzano como um fator fundamental de recupera\u00e7\u00e3o do PIB porque gera empregos e, com os trabalhadores percebendo que n\u00e3o perder\u00e3o seus empregos, eles se sentem seguros em comprar um carro, uma casa, uma geladeira, dinamizando a economia.<\/p>\n<p>Manzano, no entanto, ressalva que embora o consumo seja o respons\u00e1vel por 65% do PIB, ele \u00e9 fr\u00e1gil porque o consumo se esgota, se n\u00e3o houver uma estrat\u00e9gia para manter o dinheiro na economia.<\/p>\n<p>Segundo ele, \u00e9 importante manter os gastos p\u00fablicos construindo, por exemplo, um hospital, uma estrada. Um hospital vai precisar tanto de trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, bem como m\u00e9dicos e profissionais de sa\u00fade para o seu funcionamento. Uma estrada, al\u00e9m da m\u00e3o de obra contratada, servir\u00e1 de escoamento de uma produ\u00e7\u00e3o, para as pessoas irem trabalhar. S\u00e3o bens dur\u00e1veis que continuam servindo de base para a composi\u00e7\u00e3o do PIB dos anos seguintes. Como no exemplo citado acima dos investimentos feitos na ind\u00fastria naval de 2005 a 2015.<\/p>\n<p>Outro importante ponto para o crescimento do PIB nos governos petistas foram os investimentos dos bancos p\u00fablicos. O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) deu cr\u00e9dito a empresas para que elas pudessem investir e setores como os de prote\u00edna animal, petroqu\u00edmica e f\u00e1rmacos, entre outros, dinamizaram setores e regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao responder sobre os motivos que levaram a elite do pa\u00eds, mesmo ganhando muito dinheiro, ter apoiado o golpe contra a ex-presidenta Dilma e perseguido o ex-presidente Lula, o economista respondeu que esta \u00e9 uma pergunta que valia um milh\u00e3o de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Segundo Manzano, foi uma s\u00e9rie de fatores, mas fica cada vez mais claro que havia interesses externos, de inc\u00f4modo pela gest\u00e3o do PT, na medida em que o Brasil crescia e ganhava destaque no mundo.<\/p>\n<p>Para exemplificar o comportamento da elite brasileira, Manzano cita um artigo escrito em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, pelo economista polon\u00eas Michael Kalecki sobre os aspectos pol\u00edticos do pleno emprego. No texto, Kalecki diz que sempre que h\u00e1 pleno emprego a elite reage. Ela n\u00e3o tolera que o trabalhador recuse uma oferta de emprego que n\u00e3o lhe agrade.<\/p>\n<p>\u201cEle escreveu pensando na elite europeia do s\u00e9culo passado, mas cabe bem at\u00e9 hoje aqui. Os empres\u00e1rios brasileiros estavam ganhando mais dinheiro, todos, na verdade, do campon\u00eas ao empres\u00e1rio porque o lucro estava crescendo, mas a elite n\u00e3o suporta perder o comando do destino do pa\u00eds\u201d, conclui Marcelo Manzano.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-tag\"><a class=\"dd-m-tag__button dd-m-tag__button-assertive\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3APIB%22\">PIB<\/a>\u00a0<a class=\"dd-m-tag__button dd-m-tag__button-assertive\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Ao+que+eu+tenho+a+ver+com+isso%22\">o que eu tenho a ver com isso<\/a>\u00a0<a class=\"dd-m-tag__button dd-m-tag__button-assertive\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3AEntenda+como+o+fiasco+do+PIB%22\">Entenda como o fiasco do PIB<\/a>\u00a0<a class=\"dd-m-tag__button dd-m-tag__button-assertive\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3Aafeta+seu+bolso%22\">afeta seu bolso<\/a>\u00a0<a class=\"dd-m-tag__button dd-m-tag__button-assertive\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3AMarcelo+Manzano%22\">Marcelo Manzano<\/a>\u00a0<a class=\"dd-m-tag__button dd-m-tag__button-assertive\" href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/busca?busca=%22tag%3AUnicamp%22\">Unicamp<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil entra em recess\u00e3o com PIB despencando. 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