{"id":44357,"date":"2020-08-26T13:38:04","date_gmt":"2020-08-26T16:38:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=44357"},"modified":"2020-08-26T13:38:04","modified_gmt":"2020-08-26T16:38:04","slug":"em-periodo-de-menor-protecao-social-pais-tem-menos-trabalhadores-sindicalizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=44357","title":{"rendered":"Em per\u00edodo de menor prote\u00e7\u00e3o social, pa\u00eds tem menos trabalhadores sindicalizados"},"content":{"rendered":"<div class=\"row row-small collapse\">\n<div id=\"single-the-content\" class=\"column large-12 small-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"large-11 small-12\">\n<div class=\"the-content\">\n<p class=\"caps\"><strong>S\u00e3o Paulo \u2013<\/strong> A taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o no Brasil, que em meados dos anos 2000 se aproximou de 18%, caiu para 11,2% no ano passado, segundo o <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/tag\/ibge\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"IBGE (abre numa nova aba)\">IBGE<\/a>. Havia aproximadamente 10,567 milh\u00f5es de trabalhadores filiados a alguma entidade sindical, 951 mil a menos em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Mais da metade (531 mil pessoas) saiu do grupo que abrange administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais.&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2013, \u00faltimo ano em que se registrou aumento, eram 14,615 milh\u00f5es. Assim, em seis anos, mesmo com mais gente no mercado de trabalho, o pa\u00eds perdeu 4,048 milh\u00f5es de sindicalizados. A taxa naquele ano era de 16,1%. Desde ent\u00e3o, s\u00f3 caiu.<\/p>\n<p>Isso acontece em um momento de menor prote\u00e7\u00e3o social, com medidas como a <a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2019\/09\/reforma-trabalhista-a-historia-de-uma-falsa-promessa-e-as-mudancas-da-destruicao-sem-fim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"&quot;reforma&quot; trabalhista (abre numa nova aba)\">\u201creforma\u201d trabalhista<\/a>, implementada em 2017. E outras medidas que apontam para redu\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<h3>Perda de recursos<\/h3>\n<p>\u201cAs grandes centrais sindicais congregam trabalhadores do setor p\u00fablico e privado, como professores e m\u00e9dicos, por exemplo. Num primeiro momento, as atividades com mais contratos celetistas tiveram maiores quedas em 2018, por\u00e9m a perda nos recursos e capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das centrais sindicais pode, tamb\u00e9m, ter afetado o setor p\u00fablico\u201d, <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/28667-taxa-de-sindicalizacao-cai-a-11-2-em-2019-influenciada-pelo-setor-publico\">diz a analista do IBGE<\/a> Adriana Beringuy.<\/p>\n<p>Outro prov\u00e1vel fator de queda est\u00e1 nas aposentadorias. \u201cDiante da tramita\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, em 2019, v\u00e1rios servidores p\u00fablicos que j\u00e1 reuniam alguns requisitos para aposentadoria adiantaram seus pedidos\u201d, observa Adriana. \u201cNo primeiro semestre de 2019, houve mais pedidos de aposentadoria no setor p\u00fablico do que em todo o ano de 2018. Os servidores mais antigos costumam ser associados a sindicatos, e suas aposentadorias representaram queda na taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o instituto, entre as regi\u00f5es a menor taxa foi a do Centro-Oeste (8,6%) e a maior , do Nordeste (12,8%). Em seguida, v\u00eam Sul (12,3%), Sudeste (10,8%) e Norte (8,9%). Ficou em 11,4% entre os homens e 10,9% para as mulheres, que t\u00eam taxa maior na regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<h3>Setores, carteira e escolaridade<\/h3>\n<p>Nos setores de atividade, o grupo que inclui agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura teve a maior taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o (19,4%). Na ind\u00fastria, por exemplo, esse percentual era de 13,5%, caindo para 4,2% na constru\u00e7\u00e3o e 2,8% nos servi\u00e7os dom\u00e9sticos. E foi de 18,4% na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u2013 era de 22% em 2018 e de 24,8% em 2012.<\/p>\n<p>Empregados com carteira assinada no setor privado e no servi\u00e7o p\u00fablico tinham taxas maiores, de 14,5% e 22,5%, respectivamente. Entre os sem carteira, apenas 4,5% eram sindicalizados. Segundo a escolaridade, a menor taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o era a dos ocupados com ensino fundamental completo e m\u00e9dio incompleto (7,1%), e a maior, dos ocupados com superior completo (17,3%).<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou ainda que, no ano passado, havia 8,4 milh\u00f5es de pessoas ocupadas como empregador ou por conta pr\u00f3pria, com CNPJ. Taxa de 29,3%, a maior da s\u00e9rie, iniciada em 2012. Por outro lado, s\u00f3 1,5 milh\u00e3o (5,2%) estavam associadas a cooperativa de trabalho ou produ\u00e7\u00e3o, menor \u00edndice da s\u00e9rie.<\/p>\n<p>Por <b> Vitor Nuzzi, da RBA <\/b><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o no Brasil, que em meados dos anos 2000 se aproximou de 18%, caiu para 11,2% no ano passado, segundo o IBGE. 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