{"id":4407,"date":"2005-11-04T18:57:55","date_gmt":"2005-11-04T18:57:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.becodigital.com.br\/wordpress\/index.php\/falta-de-energia-ameaca-crescimento-de-santos-2\/"},"modified":"2005-11-04T18:57:55","modified_gmt":"2005-11-04T18:57:55","slug":"falta-de-energia-ameaca-crescimento-de-santos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=4407","title":{"rendered":"Falta de energia amea\u00e7a crescimento de Santos"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><P>Reproduzimos abaixo trechos de mat\u00e9ria publicada pelo Jornal Valor Econ\u00f4mico e que comprova que as empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o preparadas para atuar no mercado Consumidor Livre. Falta concorr\u00eancia para a oferta de energia. Acompanhe:<BR><\/P><br \/>\n<P>&#8216;Santos &#8211;&nbsp; Um sinal amarelo est\u00e1 piscando na \u00e1rea do fornecimento de energia el\u00e9trica para o porto de Santos. O aumento das opera\u00e7\u00f5es no porto, que tem crescido, nesta d\u00e9cada, a taxas superiores a 11% ao ano, provoca uma demanda de energia que est\u00e1 no limite do atendimento da Codesp. Esse aumento tem sido provocado por todos os segmentos, mas, em particular, pela movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, que utilizam guindastes especiais movidos a energia el\u00e9trica. <BR><\/P><br \/>\n<P>A movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres cresce a cerca de 20% ao ano (em 2004 foram mais de 1,2 milh\u00e3o de unidades). Outra opera\u00e7\u00e3o que puxa o consumo de energia s\u00e3o os cont\u00eaineres-frigor\u00edficos, que cresceram em volume com o aumento das exporta\u00e7\u00f5es de carnes.<BR><\/P><br \/>\n<P>A Codesp, \u00fanica doca estatal no pa\u00eds a contar com hidrel\u00e9trica pr\u00f3pria, com capacidade de gera\u00e7\u00e3o de 15 megawatts (MW), est\u00e1 no limite de sua capacidade e j\u00e1 compra energia da Usina de Piratininga. A usina da Codesp \u00e9 alimentada pelo rio Itatinga, que desce da Serra do Mar para o litoral paulista e sofre o efeito das secas. <BR><\/P><br \/>\n<P>J\u00e1 a compra de energia de terceiros tem limita\u00e7\u00f5es estruturais. O maior terminal de cont\u00eaineres do porto, pertencente \u00e0 Santos Brasil, j\u00e1 sofre com a escassez de energia el\u00e9trica. &#8216;Temos uma demanda de 7 MW, mas a Codesp s\u00f3 est\u00e1 fornecendo 4,3 MW. O restante suprimos com geradores a diesel. O custo do aluguel do equipamento e do \u00f3leo dobra o valor da energia e gastamos em torno de R$ 200 mil por m\u00eas&#8217;, diz Antonio Carlos Sep\u00falveda, diretor executivo do cons\u00f3rcio Santos Brasil. <BR>O executivo acrescenta que a demanda dos cont\u00eaineres-frigor\u00edficos, ligados a tomadas no solo dos p\u00e1tios, caiu devido \u00e0 febre aftosa. Mesmo assim, 80% do consumo total de energia do terminal \u00e9 referente aos cont\u00eaineres-frigor\u00edficos. A Santos Brasil j\u00e1 comunicou \u00e0 Codesp que precisar\u00e1 de pelo menos 6 MW em 2006 e 13 MW, em 2007&#8230;&nbsp; <BR><\/P><br \/>\n<P>Cabe \u00e0 estatal repassar para os terminais a energia, seja de sua pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o ou adquirida de uma concession\u00e1ria. Os valores cobrados pela Codesp n\u00e3o s\u00e3o reajustados h\u00e1 sete anos, mesmo assim, suas receitas t\u00eam crescido&#8230;&nbsp; A Codesp paga \u00e0 sua fornecedora uma tarifa vari\u00e1vel, que vai de R$ 108,78 por MWh a R$ 919,95, dependendo do per\u00edodo do ano. Ela cobra dos grandes usu\u00e1rios o equivalente a R$ 250 por MWh, mas j\u00e1 foi avisada de que a CPFL foi autorizada a reajustar sua energia, de forma n\u00e3o-linear, entre 6% e 7%. &#8216;H\u00e1 alguns anos, o pre\u00e7o da Codesp era car\u00edssimo. Hoje est\u00e1 mais ajustado ao mercado&#8217;, diz Walter Galv\u00e3o, gerente de manuten\u00e7\u00e3o de infra-estrutura da estatal. <BR><\/P><br \/>\n<P>Mas a falta de infra-estrutura para viabilizar o fornecimento da concession\u00e1ria pode levar a Codesp a perder dinheiro. O exemplo mais significativo \u00e9 o do Terminal de Gran\u00e9is de Guaruj\u00e1 (TGG), que deve come\u00e7ar a operar, em plena capacidade, em 2007. &#8216;A Codesp n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de atender \u00e0 nossa atual demanda, incluindo as obras do TGG e a opera\u00e7\u00e3o do Terminal de Gran\u00e9is de Guaruj\u00e1 (Termag). Nossa sa\u00edda \u00e9 comprar energia de fora, o que faremos dentro de 40 dias&#8217;, diz Washington Flores, superintendente do TGG. A demanda de energia prevista para os dois terminais \u00e9 de 10 MW e ser\u00e1 fornecida pela Elektro.<BR><\/P><br \/>\n<P>Dentre todos os terminais que arrendaram \u00e1reas em Santos, os \u00fanicos que podem comprar energia fora da Codesp, diretamente, s\u00e3o os vinculados \u00e0 Ferronorte, do cons\u00f3rcio Brasil Ferrovias. Os demais dependem do cabeamento e equipamentos da estatal para serem supridos&#8230; Al\u00e9m disso, o porto tem um ac\u00famulo da chamada energia reativa, que \u00e9 consumida mas n\u00e3o gera trabalho e sobrecarrega o sistema&#8230; Para amenizar esse efeito, a Codesp est\u00e1 recorrendo \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) pedindo autoriza\u00e7\u00e3o para cobrar do usu\u00e1rio o excesso de consumo n\u00e3o previsto e que n\u00e3o atende \u00e0s normas t\u00e9cnicas em vigor&#8230; <BR><\/P><br \/>\n<P>Para garantir a demanda de 2004, a Codesp pagou R$ 5,3 milh\u00f5es \u00e0 CPFL. At\u00e9 setembro de 2005, os disp\u00eandios foram de R$ 4,8 milh\u00f5es. A imprecis\u00e3o da demanda dos terminais pode atrapalhar o futuro do fornecimento para todo o porto. Atualmente, a (Usina de) Piratininga fornece at\u00e9 8 MW. A Codesp pediu para a usina elevar o fornecimento para 14 MW, mas ela respondeu que s\u00f3 pode aumentar em 1 MW. <BR><\/P><br \/>\n<P>A Codesp tem um plano total de investimentos de R$ 1,7 milh\u00f5es para melhorar a infra-estrutura da parte el\u00e9trica. Galv\u00e3o diz que em outubro e novembro a vaz\u00e3o do rio Itatinga \u00e9 plena e assim h\u00e1 mais garantia de gera\u00e7\u00e3o de energia pr\u00f3pria. Para meados de 2006, com a seca, h\u00e1 um horizonte problem\u00e1tico. &#8216;Esperamos dar conta da demanda, com os entendimentos mantidos com a (Usina de) Piratininga&#8217;, diz o gerente. (Jos\u00e9 Rodrigues)&#8217;<BR><\/P><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzimos abaixo trechos de mat\u00e9ria publicada pelo Jornal Valor Econ\u00f4mico e que comprova que as empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o preparadas para atuar no mercado Consumidor Livre. 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