{"id":43320,"date":"2020-07-15T14:42:53","date_gmt":"2020-07-15T17:42:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=43320"},"modified":"2020-07-15T14:42:53","modified_gmt":"2020-07-15T17:42:53","slug":"dez-milhoes-de-jovens-estao-fora-da-escola-trabalho-e-o-principal-fator-de-evasao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=43320","title":{"rendered":"Dez milh\u00f5es de jovens est\u00e3o fora da escola. Trabalho \u00e9 o principal fator de evas\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<div class=\"dd-m-editor\">\n<p class=\"caps\">&nbsp;De 50 milh\u00f5es de jovens de 14 a 29 anos no pa\u00eds, 10,1 milh\u00f5es (20,2%) n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Por abandono ou por nunca ter sequer frequentado a escola. Os dados do IBGE, divulgados nesta quarta-feira (15), mostram ainda que a evas\u00e3o tem predomin\u00e2ncia de pretos e pardos (classifica\u00e7\u00e3o usada pelo instituto), que representam 71,7% do total. Al\u00e9m disso, 58,3% s\u00e3o homens e 41,7%, mulheres. Os principais fatores citados s\u00e3o a necessidade de trabalhar (39,1%) e desinteresse (29,2%).<\/p>\n<p>Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, espec\u00edfica para o setor de educa\u00e7\u00e3o, metade dos homens apontou a necessidade de trabalhar como principal motivo para sair ou nem ir \u00e0 escola. Um ter\u00e7o alegou falta de interesse. Essa foi a principal raz\u00e3o para 24,1% das mulheres. Elas citaram ainda trabalho, gravidez (23,8% em ambas as situa\u00e7\u00f5es) e afazeres dom\u00e9sticos (11,5%).<\/p>\n<p>A passagem do ensino fundamental para o m\u00e9dio acentua o abandono escolar, aponta o IBGE. Aos 15 anos, o percentual quase dobra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa anterior (14), de 8,1% para 14,1%. E aumenta para 18% aos 19 anos ou mais.<\/p>\n<h3>Est\u00edmulo \u00e0 perman\u00eancia<\/h3>\n<p>De acordo com o IBGE, a necessidade de trabalhar foi a principal raz\u00e3o alegada em todas as regi\u00f5es, subindo para 48,3% no Sul e 43,1% no Centro-Oeste. O desinteresse no estudo foi o segundo motivo, acima de 25%, chegando a 31,5% na regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p>\u201cEsses dois principais motivos somados alcan\u00e7am cerca de 70% desses jovens, independentemente da regi\u00e3o, e sugerem a necessidade de medidas que incentivem a perman\u00eancia dos jovens na escola\u201d, observa a analista do IBGE Adriana Beringuy. \u201cA taxa de analfabetismo no pa\u00eds est\u00e1 em queda constante, atingindo quase a universaliza\u00e7\u00e3o do ensino. Mas elevar o n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o at\u00e9 a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio ainda parece ser um desafio\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>De acordo com a Pnad, a taxa de analfabetismo vem se reduzindo. Era de 7,2% em 2016 e passou a 6,6% no ano passado, o equivalente a 11 milh\u00f5es. Sobe para 7,9% entre as pessoas de 25 anos ou mais, 11,1% na faixa a partir de 40 anos e 18% para quem tem 60 anos ou acima. Entre as regi\u00f5es, varia de 3,3% (Sudeste e Sul) a 13,9% (Nordeste), mas caiu em todas no per\u00edodo 2016\/2019.<\/p>\n<h3>P\u00fablico e privado<\/h3>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de pessoas de 25 anos ou mais com ensino m\u00e9dio completo cresceu no pa\u00eds. Eram 45% em 2016 e somaram 48,8% em 2019. Apesar disso, mais da metade (51,2%) n\u00e3o concluiu essa fase. S\u00e3o 69,5 milh\u00f5es de brasileiros. Entre os de cor branca, 57% completaram o ensino m\u00e9dio. A propor\u00e7\u00e3o cai para 41,8% entre os pretos e pardos.<\/p>\n<p>No total, segundo a pesquisa, 56,4 milh\u00f5es frequentaram escola ou creche no ano passado. A maior taxa de escolariza\u00e7\u00e3o foi na faixa que vai dos 6 aos 14 anos: 99,7%. Cai para 89,2% entre os 15 e 17 anos, para 32,4% no intervalo de 18 a 24 anos e se reduz a 4,5% entre os que t\u00eam 25 anos ou mais.<\/p>\n<p>Dos jovens de 15 a 17 anos, 78,8% se dedicam exclusivamente ao estudo. Mas aumentando a faixa para 15 a 29 anos, 22,1% n\u00e3o trabalhavam e nem estudavam, o que se convencionou chamar de \u201cnem-nem\u201d. Esse percentual sobe para 27,5% no caso das mulheres e para 25,3% entre pessoas pretas e pardas.<\/p>\n<p>A rede p\u00fablica \u00e9 respons\u00e1vel por 74,7% dos alunos na creche e pr\u00e9-escola, 82% dos estudantes do ensino fundamental e 87,4% do ensino m\u00e9dio. Por sua vez, a rede privada atende 73,7% dos estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e 74,3% dos alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Escrito por: <a class=\"dd-m-color-assertive\" href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/educacao\/2020\/07\/dez-milhoes-abandonaram-ou-nem-frequentaram-escola\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Reda\u00e7\u00e3o RBA<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;De 50 milh\u00f5es de jovens de 14 a 29 anos no pa\u00eds, 10,1 milh\u00f5es (20,2%) n\u00e3o completaram a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. 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