{"id":43197,"date":"2020-07-09T14:59:34","date_gmt":"2020-07-09T17:59:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=43197"},"modified":"2020-07-09T15:13:00","modified_gmt":"2020-07-09T18:13:00","slug":"os-relatos-de-quem-contraiu-covid-na-volta-ao-trabalho-em-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=43197","title":{"rendered":"Os relatos de quem contraiu covid na volta ao trabalho em SP"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<figure class=\"dd-m-image__group\"><\/figure>\n<div class=\"dd-m-editor\">\n<p class=\"caps\">\u201cEu me emociono de falar, porque a gente tomou tanto cuidado, tanto cuidado e a pessoa volta a trabalhar e na primeira semana pega covid\u201d. O desabafo \u00e9 da condutora escolar, V\u00e2nia da Silva Feitoza, de 37 anos, sobre o marido que permaneceu uma semana em uma unidade de tratamento intensiva (UTI) recebendo tratamento para a doen\u00e7a contra\u00edda no retorno ao trabalho, com a flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Alberto da Silva Feitoza, de 38 anos, \u00e9 metal\u00fargico e estava em isolamento social h\u00e1 tr\u00eas meses quando a empresa, uma montadora de ve\u00edculos localizada na cidade de S\u00e3o Bernardo do Campo, na Grande S\u00e3o Paulo, convocou os funcion\u00e1rios para a retomada das atividades, motivada pelo an\u00fancio do governador Jo\u00e3o Doria (PSDB) de que a regi\u00e3o estaria apta para abertura dos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Foram apenas cinco dias dentro da f\u00e1brica at\u00e9 que Feitoza contra\u00edsse a covid-19. Ele come\u00e7ou a sentir os sintomas no dia 5 de junho, foi ao m\u00e9dico no final de semana para evitar a transmiss\u00e3o para os colegas da empresa e n\u00e3o retornou mais durante os pr\u00f3ximos 20 dias que estava em tratamento da doen\u00e7a. Chegou a ficar internado e ter um quadro de gravidade m\u00e9dia.<\/p>\n<p>O trabalhador \u00e9 um dos mais de 220 mil casos confirmados de infec\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus depois do in\u00edcio da flexibiliza\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, estado com maior n\u00famero de casos e \u00f3bitos do Brasil desde o come\u00e7o da pandemia. No total, segundo dados do Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass), 341.365 pessoas foram infectadas e 16.788 morreram em decorr\u00eancia da doen\u00e7a no estado.<\/p>\n<p>Embora o governo paulista sustente uma narrativa de estabiliza\u00e7\u00e3o no n\u00famero de casos e de \u00f3bitos para manter o plano de reabertura, na opini\u00e3o de especialistas, a administra\u00e7\u00e3o Doria n\u00e3o levou em considera\u00e7\u00e3o os crit\u00e9rios da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Isso, somado \u00e0 neglig\u00eancia de empresas e gestores p\u00fablicos, teria mantido a curva crescente de pessoas infectadas e de v\u00edtimas fatais.<\/p>\n<p><strong>V\u00edtimas da flexibiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 complicado, porque na nossa consci\u00eancia a gente estava fazendo correto. Mas eu precisei trabalhar e a gente n\u00e3o tem muita no\u00e7\u00e3o de quanto esse v\u00edrus \u00e9 contagioso, o potencial dele. Numa bobeada que eu entrei no banheiro, tirei a m\u00e1scara, escovei o dente, eu acho que foi ali. Ou no \u00f4nibus, porque s\u00e3o \u00f4nibus fechados com ar condicionado\u201d, relata o metal\u00fargico Feitoza.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia diz que cumpriu \u00e0 risca a quarentena, sem visitas&nbsp;a vizinhos ou familiares. As \u00fanicas sa\u00eddas de casa eram idas planejadas&nbsp;ao mercado. Feitoza pondera que a empresa tamb\u00e9m adotou protocolos de preven\u00e7\u00e3o, como o uso de m\u00e1scaras, \u00e1lcool em gel, e medi\u00e7\u00e3o da temperatura nas entradas dos \u00f4nibus que fazem o translado dos trabalhadores. N\u00e3o foi suficiente para evitar que ele e outros colegas contra\u00edssem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea fica meio abalado, porque a gente tem fam\u00edlia e d\u00e1 medo. Eu fiquei dois dias aqui ainda, porque sabia que se&nbsp;fosse ao hospital seria internado. Eu n\u00e3o queria ser internado pelo pavor mesmo que eu estava de ficar l\u00e1 e a gente n\u00e3o tem muita no\u00e7\u00e3o. Na hora que o m\u00e9dico fala &#8216;voc\u00ea vai ter que ir para UTI&#8217;, voc\u00ea gela, porque voc\u00ea n\u00e3o vai ver mais sua fam\u00edlia, porque n\u00e3o pode ter visita. Voc\u00ea vai e n\u00e3o sabe se voc\u00ea volta\u201d, expressa o metal\u00fargico.<\/p>\n<div style=\"width: 783px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/dde3fbbf4de78747e2f10b2c3038d1fe.jpeg\" alt=\"\" width=\"773\" height=\"492\"><p class=\"wp-caption-text\">O metal\u00fargico Alberto Feitoza, de 38 anos, contraiu covid-19 ao voltar ao trabalho ap\u00f3s a flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena, mas conseguiu se recuperar depois de uma semana na UTI. \/ Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do trabalhador, o retorno ao trabalho&nbsp;foi precoce. Mesmo com as medidas protetivas na f\u00e1brica, n\u00e3o h\u00e1 como controlar as a\u00e7\u00f5es individuais dos funcion\u00e1rios fora do ambiente de trabalho e cita, por exemplo, que percebe que os mais novos&nbsp;t\u00eam menos cuidado com uso de m\u00e1scara e isolamento.<\/p>\n<p>\u201cA gente precisa trabalhar. Eu gostaria de ficar mais 60 dias em casa, mas a empresa at\u00e9 que fez uma boa parte. Mas a gente reconhece que o mundo \u00e9 capitalista, ent\u00e3o chega uma hora que ela [a empresa] fala \u2018da onde que eu vou tirar dinheiro para pagar\u2019. \u00c9 uma coisa que a gente fica em cima do muro\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Feitoza j\u00e1 retornou ao trabalho, mas ainda faz acompanhamento das sequelas da doen\u00e7a. Mesmo sem ter nenhuma doen\u00e7a do grupo de risco, chegou a correr o risco de trombose pela coagula\u00e7\u00e3o do sangue provocada pelo v\u00edrus.&nbsp; A filha de 13 anos e a esposa n\u00e3o apresentaram sintomas, mas n\u00e3o foram submetidas a&nbsp;testes, assim como os colegas de trabalho.<\/p>\n<p>Inicialmente a regi\u00e3o n\u00e3o estava na \u201cfase de controle\u201d (laranja) do Plano S\u00e3o Paulo, quando est\u00e3o liberados atividades imobili\u00e1rias, escrit\u00f3rios, concession\u00e1rias, com\u00e9rcio e shopping centers, mas houve uma press\u00e3o dos prefeitos para que o Grande ABC se enquadrasse na mesma defini\u00e7\u00e3o da capital.<\/p>\n<p>Segundo dados da Secretaria Municipal de Sa\u00fade de S\u00e3o Bernardo do Campo, no segundo dia ap\u00f3s a flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena, 2 de junho, haviam 2.116 casos confirmados e 217 \u00f3bitos por covid. Agora, o munic\u00edpio registra&nbsp;11.116 casos, 426 pacientes evolu\u00edram a \u00f3bito e a taxa de letalidade era de 4,8%.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/8457a9174a521c36781da0d3b02c02f7.jpeg\"><\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Desamparo&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Na cidade vizinha, Diadema, a prefeitura n\u00e3o s\u00f3 liberou os com\u00e9rcios como tamb\u00e9m ampliou o atendimento presencial das escolas municipais. Al\u00e9m do teletrabalho, as unidades educacionais foram obrigadas a oferecer um plant\u00e3o em, pelo menos, um dia na semana.&nbsp;<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/7c8c2a5ccb45e7821774a76babe8b54a.jpeg\"><\/p>\n<p>Foi a\u00ed que a diretora de uma escola da periferia do munic\u00edpio, Luiza Machado*, de 53 anos, acabou sendo infectada pelo novo coronav\u00edrus. Ela j\u00e1 ia algumas vezes \u00e0 unidade para entrega de cesta b\u00e1sica \u00e0s fam\u00edlias das crian\u00e7as. Mesmo com pouca procura pelos pais no plant\u00e3o, acabou contraindo a doen\u00e7a tr\u00eas semanas ap\u00f3s o in\u00edcio do trabalho presencial.<\/p>\n<p>\u201cA gente j\u00e1 tinha acertado em entregar cestas para as crian\u00e7as, porque a minha comunidade \u00e9 muito carente. At\u00e9 a\u00ed&nbsp;tudo bem a gente se exp\u00f5e. Mas a prefeitura veio e disse que a gente tinha que dar plant\u00e3o na escola, uma vez por semana. Eu n\u00e3o vi muita objetividade nisso, porque a gente est\u00e1 fazendo muito o teletrabalho, a gente atende os pais, Facebook, WhatsApp, n\u00e3o tinha muito hor\u00e1rio, mas estava fluindo bem o trabalho. Tentamos discutir isso dizendo que n\u00e3o havia necessidade de expor, de colocar funcion\u00e1rios l\u00e1 \u00e0 toa, mas tivemos que obedecer.\u201d<\/p>\n<p>Ela ainda sente cansa\u00e7o e falta de ar devido \u00e0s complica\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a&nbsp;\u2013&nbsp;j\u00e1 est\u00e1 em casa depois de quatro dias de interna\u00e7\u00e3o em um hospital do plano de sa\u00fade&nbsp;\u2013&nbsp;e relata que provavelmente vai ter de&nbsp;retornar ao trabalho presencial, porque o ambulat\u00f3rio m\u00e9dico da prefeitura n\u00e3o liberou que cumprisse o atestado m\u00e9dico de mais cinco dias.<\/p>\n<p>A educadora relata que n\u00e3o houve amparo do munic\u00edpio quando apareceram os sintomas. Segundo ela, outras cinco funcion\u00e1rias da escola est\u00e3o afastadas por suspeitas de covid-19, mas nenhum dos demais trabalhadores da unidade foi testado e tampouco houve desinfec\u00e7\u00e3o do local pela Prefeitura, apenas uma limpeza geral pelas funcion\u00e1rias. O plant\u00e3o f\u00edsico tamb\u00e9m n\u00e3o foi suspenso.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o tem governo. Eu me sinto desemparada, que a gente n\u00e3o \u00e9 nada, que a gente \u00e9 apenas um n\u00famero substitu\u00edvel, descart\u00e1vel. Por mais que a gente se doe, a gente faz tudo de melhor que pode, n\u00e3o \u00e9 nada. Eu fiquei muito triste\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>A possibilidade de volta \u00e0s aulas presenciais \u2013 como prev\u00ea outro plano apresentado pelo governo do estado \u2013 e o risco de cont\u00e1gio para a comunidade da escola. \u201cQuando eu estava na escola distribuindo cesta era uma constante briga para que as pessoas colocassem a m\u00e1scara. Uma coisa importante \u00e9 conscientizar. Mas, muito pelo contr\u00e1rio, estamos sendo desinformados por nossos governantes maiores.&#8221;<\/p>\n<p>A cidade de Diadema registrava 1.193 casos confirmados e 124 \u00f3bitos pela doen\u00e7a no dia 1\u00ba de junho e agora j\u00e1 contabiliza com 3.840 casos e 259 mortes. A taxa de ocupa\u00e7\u00e3o dos leitos de UTI est\u00e1 em 81%.<\/p>\n<p>Sa\u00fade, falta de estrutura e desigualdade: os riscos da volta \u00e0s aulas na pandemia<\/p>\n<p><strong>Emprego ou sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p>Na capital, S\u00e3o Paulo, a covid-19 e a neglig\u00eancia tamb\u00e9m marcaram a volta ao trabalho da assistente financeira, Marisa Martins*, de 60 anos. A trabalhadora de uma empresa de acess\u00f3rios de moda estava em home office desde mar\u00e7o, mas em junho, tamb\u00e9m no in\u00edcio da flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena, o patr\u00e3o exigiu o retorno ao escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/9043226328217069b257f786f5a04896.jpeg\"><\/p>\n<p>\u201cEu voltei definitivamente ao trabalho no dia 1 de junho, trabalhei at\u00e9 dia 5 de junho. No domingo eu j\u00e1 n\u00e3o acordei muito bem. A tarde eu tive febre e dor muito forte no corpo, principalmente da cintura para baixo. De domingo pra segunda come\u00e7ou a dor de garganta, a falta de paladar\u201d, relata Marisa, que procurou o atendimento m\u00e9dico do conv\u00eanio, testou positivo para o novo coronav\u00edrus e ficou 15 dias em casa. N\u00e3o chegou a precisar de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora o patr\u00e3o tenha se oferecido para \u201cqualquer ajuda que precisasse\u201d, ela aponta que nenhum outro procedimento foi adotado, como&nbsp;o afastamento dos outros funcion\u00e1rios da empresa que tiveram contato com ela ou um poss\u00edvel&nbsp;retorno ao home office. Segundo ela,&nbsp;mesmo as medidas b\u00e1sicas de&nbsp;prote\u00e7\u00e3o&nbsp;n\u00e3o eram cumpridas no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, o \u00e1lcool em gel. Eu levava o meu, a empresa n\u00e3o tinha. Depois de tanto os funcion\u00e1rios reclamarem, a empresa colocou. M\u00e1scaras, uns usavam, outros n\u00e3o.&nbsp;Inclusive, o diretor da empresa se recusa a usar m\u00e1scara, mesmo agora.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>Para a trabalhadora, o momento da retomada das atividades foi precoce. &#8220;Mesmo do governo acho que foi muito precoce.&nbsp;Tem pessoas que n\u00e3o t\u00eam educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sei se por ignor\u00e2ncia, n\u00e3o d\u00e1 bola e olha a situa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s estamos passando e corremos um risco de passar ainda.\u201d<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo tinha 69.716 casos confirmados do novo coronav\u00edrus e 4.241 \u00f3bitos no dia 1\u00ba de junho.&nbsp;Agora s\u00e3o&nbsp;144.573 casos, 7.864 v\u00edtimas fatais e uma m\u00e9dia de&nbsp;69,6% de ocupa\u00e7\u00e3o dos leitos de UTI nos \u00fatlimos sete dias.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Risco de aumento de casos<\/strong><\/p>\n<p>A integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professora da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Raquel Stucchi, alerta que, com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/06\/sao-paulo-segue-rio-de-janeiro-e-autoriza-reabertura-de-bares-e-restaurantes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">amplia\u00e7\u00e3o da abertura do com\u00e9rcio, restaurantes, bares, academias e sal\u00f5es de beleza<\/a>, a partir desta semana na capital paulista h\u00e1 uma probabilidade de haver um aumento do cont\u00e1gio por conta n\u00e3o s\u00f3 da exposi\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, mas no transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p>A infectologista explica que nem em S\u00e3o Paulo e nem em nenhum outro lugar do pa\u00eds houve a diminui\u00e7\u00e3o significativa da transmiss\u00e3o da doen\u00e7a para a defini\u00e7\u00e3o do retorno das atividades, como aconteceu na Europa.<\/p>\n<p>\u201cNenhum pa\u00eds usou a conduta que o Brasil est\u00e1 tomando, as cidades est\u00e3o tomando, que \u00e9 admitir ou j\u00e1 permitir uma flexibiliza\u00e7\u00e3o quando voc\u00ea ainda n\u00e3o chegou na descida da curva. Ent\u00e3o exatamente o que vai acontecer vai ser o jeito brasileiro de ser, n\u00f3s vamos aprender agora o que ser\u00e1 e possivelmente em muitas regi\u00f5es n\u00f3s vamos ter 14 dias que abre, 14 dias que fecha, 14 dias abre, 14 fecha\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (8),&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/06\/brasil-tem-mais-de-65-mil-mortes-por-covid-19-e-infectados-ultrapassam-1-6-milhoes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Brasil iniciou a segunda semana de julho com 65.487 mortos pela covid-19<\/a>. O n\u00famero total de infectados desde que o v\u00edrus chegou oficialmente ao pa\u00eds \u00e9 de 1.623.284. Segundo lugar entre as na\u00e7\u00f5es que mais registram pacientes no mundo todo, o Brasil tem quase um milh\u00e3o a mais de contaminados do que a \u00cdndia, pa\u00eds que ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o na lista.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Medidas de prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para o retorno das atividades e maior controle da pandemia, a especialista enfatiza que h\u00e1 necessidade de medidas por parte das empresas, gestores p\u00fablicos e individuais.<\/p>\n<p>No caso dos locais de trabalho, deve haver&nbsp;planejamento por parte do empregador para garantir&nbsp;espa\u00e7amento maior entre as pessoas, rod\u00edzio na hora do lanche para os empregados n\u00e3o ficarem todos juntos em espa\u00e7o pequeno e fechado, disponibilidade de \u00e1lcool em gel, refor\u00e7o do uso correto das m\u00e1scaras, higieniza\u00e7\u00e3o do local e ambientes arejados.<\/p>\n<p>Fatores que dependem dos gestores p\u00fablicos s\u00e3o a garantia de transporte p\u00fablico sem aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas nos pontos ou dentro dos ve\u00edculos e o&nbsp;controle do hor\u00e1rio de atendimento dos estabelecimentos para que n\u00e3o haja concentra\u00e7\u00e3o de pessoas nos mesmos per\u00edodos.&nbsp;<\/p>\n<p>Outro ponto levantado pela infectologista \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o. \u201cCada um deve perceber que tem um papel importante nisso individualmente, independente do quanto esta flexibilizado na sua regi\u00e3o. Como eu vou fazer isso? Mantendo o distanciamento social, na medida que eu posso, o uso correto das m\u00e1scaras e higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, por enquanto, \u00e9 a \u00fanica coisa que a gente tem que realmente sabe que bloqueia a transmiss\u00e3o do v\u00edrus\u201d, conclui.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Escrito por: <a class=\"dd-m-color-assertive\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/07\/09\/vitimas-da-flexibilizacao-relatos-de-quem-contraiu-covid-na-volta-ao-trabalho-em-sp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marina Duarte de Souza e Nara Lacerda Brasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP)<\/a><\/strong><strong>, publicado no site da CUT<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEu me emociono de falar, porque a gente tomou tanto cuidado, tanto cuidado e a pessoa volta a trabalhar e na primeira semana pega covid\u201d. O desabafo \u00e9 da condutora<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":43199,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43197"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=43197"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43197\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/43199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=43197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=43197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=43197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}