{"id":40507,"date":"2020-04-07T19:11:11","date_gmt":"2020-04-07T22:11:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=40507"},"modified":"2020-04-17T12:43:21","modified_gmt":"2020-04-17T15:43:21","slug":"memoria-sinergia-campinas-dias-de-luta-dias-de-gloria-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=40507","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria Sinergia Campinas: dias de luta, dias de gl\u00f3ria &#8211; parte 1"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><strong>Eletricit\u00e1rios do interior de SP t\u00eam hist\u00f3ria de resist\u00eancia para contar. Interven\u00e7\u00e3o militar no Sindicato aconteceu h\u00e1 56 anos. \u00c9 preciso lembrar para nunca mais acontecer<\/strong><\/p>\n<p>6 de abril de 1964, seis dias depois do golpe militar que tomou conta do Brasil. H\u00e1 exatos 56 anos, foi nesse dia que o Di\u00e1rio Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo publicava a Portaria n\u00famero 30, onde o interventor da Delegacia Regional do Trabalho, Damiano Gullo, \u201cdesigna Aristeu de Lourenzo para exercer as fun\u00e7\u00f5es de interventor no Sindicato dos Trabalhadores na Ind\u00fastria de Energia El\u00e9rica de Campinas&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Passados 56 anos, nesses tempos de crise global profunda, provocada principalmente pela pandemia mundial da covid 19, que imp\u00f5e a necessidade de quarentena e isolamento social, nunca \u00e9 demais lembrar que o Brasil vive mais um golpe \u00e0 democracia, com ataques di\u00e1rios aos direitos da classe trabalhadora e ao movimento sindical.<\/p>\n<p>Entidades legais e leg\u00edtimas &#8211; que t\u00eam como papel fundamental lutar e propor sa\u00eddas para garantir emprego, renda e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para todos &#8211; s\u00e3o um dos alvos do atual governo federal que, atrav\u00e9s de medidas provis\u00f3rias sucessivas, rasga a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e aprofunda a antirreforma trabalhista que j\u00e1 rasgou a CLT desde Michel Temer (MDB).<\/p>\n<p>Nesses tempos de grandes retrocessos, com a admira\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura militar e aos torturadores dos anos 60, \u00a0in\u00fameras vezes declarada e reafirmada por Jair Bolsonaro (sem partido), a dire\u00e7\u00e3o do Sinergia Campinas entende que \u00e9 preciso reescrever a hist\u00f3ria de luta dos eletricit\u00e1rios e das eletricit\u00e1rias do interior paulista para resgatar a verdade e reavivar a mem\u00f3ria dos que ajudaram a construir um sindicato combativo, tamb\u00e9m alvo de interven\u00e7\u00e3o dos militares.<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 demais lembrar que a viol\u00eancia do Estado produziu e continua a produzir v\u00edtimas de v\u00e1rias formas, no passado e no presente, atrav\u00e9s das v\u00e1rias express\u00f5es de arbitrariedades e de autoritarismo. \u201c\u00c9 preciso lembrar para nunca mais acontecer. Continuamos a defender radicalmente a democracia com direito \u00e0 mem\u00f3ria, \u00e0 verdade e \u00e0 justi\u00e7a\u201d, afirma a dire\u00e7\u00e3o do Sindicato.<\/p>\n<p><strong>O come\u00e7o da organiza\u00e7\u00e3o sindical<\/strong><\/p>\n<p>Com o nome de Sindicato dos Oper\u00e1rios em Fia\u00e7\u00e3o, Luz e For\u00e7a, o Sindicato foi fundado oficialmente, como uma entidade municipal, em 10 de agosto de 1934. Dez anos depois, em 26 de fevereiro de 1944, a nomenclatura mudou para Sindicato dos Trabalhadores na Ind\u00fastria da Energia Hidroel\u00e9trica de Campinas, ent\u00e3o com com base regional. Ao longo dos anos, a base legal foi ampliada \u2013 antes e depois de se transformar no Sindicato dos Trabalhadores na Ind\u00fastria de Energia El\u00e9trica de Campinas (Stieec), em 21 de julho de 1981.<\/p>\n<p><strong>Alvo da ditadura<\/strong><\/p>\n<p>Mas a hist\u00f3ria de combatividade come\u00e7ou em 9 de fevereiro de 1963, com a posse de uma diretoria identificada com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e que ficou no comando da entidade at\u00e9 ser cassada, em abril de 1964.<\/p>\n<p>Vale lembrar que h\u00e1 56 anos, o golpe militar matou, torturou e prendeu lideran\u00e7as e militantes de oposi\u00e7\u00e3o, inclusive sindicalistas, em todo o Brasil. O Stieec foi um dos alvos de uma interven\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria para calar a voz da diretoria ligada ao PCB.<\/p>\n<p><strong>Combatividade de volta\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Muitas hist\u00f3rias e muitos anos depois, a ousadia da luta s\u00f3 foi retomada em 1987, quando a chapa da CUT, de oposi\u00e7\u00e3o aos pelegos de cart\u00f3rio, retomou a entidade e resgatou o papel do Sindicato como o leg\u00edtimo representante dos eletricit\u00e1rios e eletricit\u00e1rias do interior de SP.<\/p>\n<p>O Brasil avan\u00e7ava rumo \u00e0 redemocratiza\u00e7\u00e3o. E o Stieec come\u00e7ava a escrever uma nova hist\u00f3ria a partir dos princ\u00edpios da CUT, com disposi\u00e7\u00e3o de luta, consci\u00eancia de classe, transpar\u00eancia e democracia. Mas, principalmente, com muita ousadia para enfrentar os desafios e os ataques dos patr\u00f5es das empresas ainda estatais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Escrito por: L\u00edlian Parise<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eletricit\u00e1rios do interior de SP t\u00eam hist\u00f3ria de resist\u00eancia para contar. 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