{"id":38866,"date":"2019-10-18T17:16:28","date_gmt":"2019-10-18T20:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=38866"},"modified":"2019-12-05T17:18:20","modified_gmt":"2019-12-05T20:18:20","slug":"golpe-e-reforma-trabalhista-derrubam-rendimento-medio-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=38866","title":{"rendered":"Golpe e reforma trabalhista derrubam rendimento m\u00e9dio dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><em><strong>Falta de projeto econ\u00f4mico no pa\u00eds p\u00f3s-golpe e reforma do ileg\u00edtimo Temer diminu\u00edram sal\u00e1rios dos trabalhadores e das trabalhadoras. Se quadro continuar como est\u00e1, estimativa \u00e9 de queda tamb\u00e9m em 2019<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<figure class=\"dd-m-image__group\"><\/figure>\n<div class=\"dd-m-editor\">\n<p class=\"caps\">A crise econ\u00f4mica, que se arrasta desde o golpe de 2016, a falta de uma pol\u00edtica econ\u00f4mica que gere emprego e renda e a reforma Trabalhista do ileg\u00edtimo Michel Temer (MDB-SP) atingiram em cheio o bolso da classe trabalhadora brasileira.<\/p>\n<p>De acordo com dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), divulgados nesta quinta-feira (17), a queda &nbsp;&nbsp;do rendimento m\u00e9dio dos trabalhadores e das trabalhadoras no mercado formal da iniciativa privada e setor p\u00fablico foi de 0,5%. Os sal\u00e1rios ca\u00edram de R$ 3.075,33 para 3.060,88 entre 2017 e 2018.<\/p>\n<p>Um dado fundamental pouco divulgado pelo governo revela a desigualdade de renda no Brasil. A m\u00e9dia salarial da maior parte dos trabalhadores \u00e9 muito menor do que os tr\u00eas mil reais. A maioria ganha, em m\u00e9dia, apenas R$ 1.827,15.<\/p>\n<p>Segundo a t\u00e9cnica da subse\u00e7\u00e3o do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) da CUT Nacional, Adriana Marcolino, os n\u00fameros mostram ainda uma estagna\u00e7\u00e3o do rendimento m\u00e9dio em rela\u00e7\u00e3o a 2014, que era de R$ 3.066,44.<\/p>\n<p>O principal motivo para esse retrocesso, de acordo com Adriana, \u00e9 a crise econ\u00f4mica. \u201cA gente n\u00e3o sai dessa crise e se o quadro continuar o mesmo, a estimativa \u00e9 de que o rendimento m\u00e9dio continue na mesma faixa, ou at\u00e9 mesmo em queda\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento p\u00edfio do PIB [Produto Interno Bruto], de apenas 1,0% em 2018, e a proje\u00e7\u00e3o para 2019 que tamb\u00e9m \u00e9 de 1%, mostram que n\u00e3o tem como a economia reagir. E se a economia n\u00e3o melhora, nem o emprego e nem a renda t\u00eam como melhorar\u201d, diz Adriana.<\/p>\n<h4><strong>Sem rea\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A t\u00e9cnica da subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT analisou os dados da Rais dos \u00faltimos anos e concluiu que desde a gesta\u00e7\u00e3o do golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, os sal\u00e1rios dos trabalhadores praticamente pararam de ter aumentos reais.<\/p>\n<p>\u201cDe 2014 a 2018, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos trabalhadores no mercado formal ficou praticamente estagnada. O valor de 2014 \u00e9 quase igual ao de 2018\u201d, disse se referindo aos dados divulgados ontem pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).<\/p>\n<p>Segundo Adriana Marcolino, a reforma Trabalhista contribuiu para a estagna\u00e7\u00e3o porque gerou empregos prec\u00e1rios, sem direitos com baixos sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cA reforma n\u00e3o melhorou a qualidade dos poucos empregos gerados. As medidas aprovadas facilitaram trabalhos mais prec\u00e1rios, com sal\u00e1rios menores que puxaram a m\u00e9dia para baixo\u201d, explica.<\/p>\n<h4><strong>Desemprego<\/strong><\/h4>\n<p>A Rais registrou 46,6 milh\u00f5es de trabalhadores em 2018, 349,5 mil a mais que em 2017. Em compara\u00e7\u00e3o a 2014 ainda h\u00e1 um d\u00e9ficit de 2,9 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201cSe levarmos em considera\u00e7\u00e3o o quadro econ\u00f4mico atual e os n\u00fameros de gera\u00e7\u00e3o de emprego, o Brasil vai levar aproximadamente 10 anos para voltar ao patamar de 2014, isso sem contar o aumento populacional\u201d, diz Adriana.<\/p>\n<h4><strong>Desigualdade<\/strong><\/h4>\n<p>O levantamento mostrou ainda que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das mulheres (R$ 2.798,06) \u00e9 de 85,6% da m\u00e9dia dos homens (R$ 3.268,81).<\/p>\n<p>Se levarmos em considera\u00e7\u00e3o que a maioria est\u00e1 nas classes mais pobres, o rendimento por g\u00eanero \u00e9 de R$ 1.938,94 (homens) e R$ 1.672,84 (mulheres).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de projeto econ\u00f4mico no pa\u00eds p\u00f3s-golpe e reforma do ileg\u00edtimo Temer diminu\u00edram sal\u00e1rios dos trabalhadores e das trabalhadoras. 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