{"id":38698,"date":"2019-09-09T10:13:15","date_gmt":"2019-09-09T13:13:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=38698"},"modified":"2019-12-06T12:34:26","modified_gmt":"2019-12-06T15:34:26","slug":"70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=38698","title":{"rendered":"70 milh\u00f5es de brasileiros s\u00e3o pobres ou extremamente pobres"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>De 2016 a 2017, o n\u00famero de pessoas pobres subiu de 52,8 milh\u00f5es para 54,8 milh\u00f5es. J\u00e1 a extrema pobreza aumentou de 13,5 para 15,2 milh\u00f5es. S\u00e3o quase 4 milh\u00f5es a mais vivendo na pobreza e na extrema pobreza<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center\">&nbsp;<strong>Escrito por: Rosely Rocha<\/strong><\/p>\n<div id=\"wrap\">\n<section class=\"dd-m-content dd-m-content--no-top\">\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<div class=\"dd-m-editor\">\n<p class=\"caps\">A pobreza no Brasil vem crescendo desde 2015, quando teve in\u00edcio a gest\u00e3o do golpe que derrubou a ex-presidenta Dilma Rousseff no ano seguinte.&nbsp; Em 2016, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pobres no Brasil era de 25,7% da popula\u00e7\u00e3o e subiu para 26,5%, em 2017. Em n\u00fameros absolutos, esse contingente aumentou de 52,8 milh\u00f5es para 54,8 milh\u00f5es de pessoas, no per\u00edodo. J\u00e1 na extrema pobreza, eram 13,5 milh\u00f5es de pessoas em 2016 (6,6%). Em 2017, aumentou para 15,2 milh\u00f5es (7,4%). Ao todo, s\u00e3o 70 milh\u00f5es de brasileiros vivendo na pobreza e na extrema pobreza.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 do economista Francisco Menezes, a partir de dados da S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgados em dezembro de 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que levou em considera\u00e7\u00e3o a linha tra\u00e7ada pelo Banco Mundial sobre o rendimento de pessoas pobres e em extrema pobreza, de R$ 406,00 \/ m\u00eas e R$ 140,00\/ m\u00eas, respectivamente.<\/p>\n<p>Segundo o economista, que \u00e9 um dos coordenadores da equipe t\u00e9cnica do Instituto Brasileiro de An\u00e1lises Sociais e Econ\u00f4micas (Ibase), o n\u00famero de pessoas na extrema pobreza voltou em 2017, um ano ap\u00f3s o golpe, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de 2005, enquanto o grupo considerado pobre retrocedeu \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de 2009, anos em que o pa\u00eds foi governado pelo ex-presidente Lula.<\/p>\n<p>\u201cEm apenas tr\u00eas anos perdemos o que foi constru\u00eddo em 12 anos para combater extrema pobreza e perdemos a constru\u00e7\u00e3o de oito anos de combate \u00e0 pobreza\u201d, diz Francisco Menezes.<\/p>\n<p>Ele analisa ainda que a extrema pobreza tem tido um processo mais acelerado do que a pobreza, em boa parte causada pelo desemprego, j\u00e1 que milh\u00f5es de fam\u00edlias perderam toda a sua fonte de renda num curto per\u00edodo.<\/p>\n<p>Para o economista, a pol\u00edtica adotada por Michel Temer (MDB- SP) que continua com Jair Bolsonaro (PSL) de enfrentamento da crise econ\u00f4mica, penaliza os mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cTemos a Emenda 95, que congelou por 20 anos os investimentos p\u00fablicos, a reforma Trabalhista que n\u00e3o gerou os empregos prometidos, que s\u00f3 retirou direitos e prote\u00e7\u00e3o social; a possibilidade de aprovar uma reforma da Previd\u00eancia, tamb\u00e9m prejudicial aos trabalhadores, e o desmonte de pol\u00edticas p\u00fablicas sociais como as de seguran\u00e7a alimentar e nutricional. Tudo isso n\u00e3o provoca crescimento econ\u00f4mico e joga a popula\u00e7\u00e3o na mis\u00e9ria\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com o economista, ao pesquisar a fome encontra-se fam\u00edlias que continuam nesta condi\u00e7\u00e3o, e foram exclu\u00eddas indevidamente do Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cO governo se vangloria de combater a fraude no programa, mas na verdade est\u00e1 excluindo milhares de fam\u00edlias sem nenhum cuidado, deixando toda uma camada da popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel\u201d, critica.<\/p>\n<p>Francisco conta que programas exitosos de enfrentamento de problemas sociais est\u00e3o sendo desmontados, com or\u00e7amentos quase zerados como o de aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos da agricultura familiar e o programa de cisterna do semi\u00e1rido, premiado no mundo.<\/p>\n<p>\u201cMeu diagn\u00f3stico \u00e9 que essas pr\u00e1ticas adotadas de cortes no or\u00e7amento social v\u00e3o agravar cada vez mais a situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Infelizmente, este governo em vez de ter pol\u00edticas voltadas para o povo prefere defender o capital financeiro\u201c.<\/p>\n<p><strong>A pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>As estimativas do n\u00famero de pessoas em condi\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza no Brasil s\u00e3o feitas atrav\u00e9s do estabelecimento de patamares de renda domiciliar per capita.<\/p>\n<p>O levantamento utilizou como fonte os dados divulgados pelo IBGE da Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlios (PNAD), at\u00e9 2012, e da Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD-C), em seu m\u00f3dulo Renda.<\/p>\n<p>O \u00faltimo m\u00f3dulo da PNAD-C foi divulgado em abril de 2018, quando foram&nbsp; apresentados os dados referentes ao ano de 2017.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social (MDS) trabalhava com linhas de pobreza e extrema pobreza referenciados nos patamares estabelecidos para o Programa Bolsa Fam\u00edlia em junho de 2011, quando era considerada extremamente pobre a pessoa com renda mensal igual ou menor do que R$ 70,00 e em condi\u00e7\u00e3o de pobreza aquelas com renda mensal maior do que R$ 70,00 e at\u00e9 R$ 140,00.<\/p>\n<p>Seguindo esses patamares e realizando a devida corre\u00e7\u00e3o (deflacionados\/inflacionados pelo INPC para os meses de refer\u00eancia de coleta da PNAD) estimou-se a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza e extrema pobreza no per\u00edodo de 1992 at\u00e9 2017<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres-80ca#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>&nbsp;(Gr\u00e1fico abaixo).<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros que seguem as linhas do MDS e as agora adotadas pelo IBGE sobre os mesmos dados divergem, como seria de se esperar, mas a tend\u00eancia de crescimento da pobreza e da extrema pobreza confirma-se. O grupo mais pobre cresceu mais acentuadamente desde 2015, inclusive ultrapassando o grupo considerado pobre, em 2017\u201d, afirma o economista.<\/p>\n<p><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/graficomis%C3%A9ria.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img class=\"td-animation-stack-type0-2\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckgraficomisc3a9riap-527x364xfit-0e0cf.png\" alt=\"\" width=\"527\" height=\"364\"><\/a><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/70-milhoes-de-brasileiros-sao-pobres-ou-extremamente-pobres-80ca#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a>&nbsp;Em 2017, a linha de extrema pobreza corrigida tinha como patamar o valor de R$ 102,44 e da pobreza o valor de R$ 204,88<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2016 a 2017, o n\u00famero de pessoas pobres subiu de 52,8 milh\u00f5es para 54,8 milh\u00f5es. 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