{"id":38028,"date":"2019-03-15T15:03:58","date_gmt":"2019-03-15T18:03:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=38028"},"modified":"2019-07-26T16:00:55","modified_gmt":"2019-07-26T19:00:55","slug":"saiu-na-imprensa-a-crise-do-setor-eletrico-brasileiro-a-marcha-da-insensatez-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=38028","title":{"rendered":"Saiu na imprensa: A crise do setor el\u00e9trico brasileiro: a marcha da insensatez 1"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><em><strong>Roberto Pereira D\u2019Araujo, do Instituto Ilumina,&nbsp; preparou uma s\u00e9rie de artigos que conta essa verdadeira saga de falsas promessas, tolices arrogantes e mimetismos provincianos<\/strong><\/em><\/p>\n<p><img class=\"alignnone size-full wp-image-38029\" src=\"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ggn_artigobicalho.png\" alt=\"\" width=\"414\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ggn_artigobicalho.png 414w, https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/ggn_artigobicalho-300x238.png 300w\" sizes=\"(max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><\/p>\n<p>Por <a href=\"https:\/\/jornalggn.com.br\/author\/ronaldo-bicalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ronaldo Bicalho<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>A crise do setor el\u00e9trico brasileiro: a marcha da insensatez 1<\/strong><\/h4>\n<p>A crise atual do setor el\u00e9trico foi diligentemente constru\u00edda ao longo do tempo. Entender essa sucess\u00e3o de decis\u00f5es equivocadas que nos trouxe at\u00e9 aqui \u00e9 fundamental para reconhecer a natureza estrutural dessa crise, os enormes desafios que ela coloca e a absoluta inadequa\u00e7\u00e3o das propostas governamentais colocadas na mesa para resolv\u00ea-la.<\/p>\n<p>Roberto Pereira D\u2019Araujo, <a href=\"http:\/\/www.ilumina.org.br\/\"><strong>do Instituto Ilumina<\/strong><\/a>,&nbsp; preparou uma s\u00e9rie de artigos que conta essa verdadeira saga de falsas promessas, tolices arrogantes e mimetismos provincianos.<\/p>\n<p>Neste primeiro cap\u00edtulo, apresenta-se o in\u00edcio da marcha com o mimetismo reformista dos anos 1990s.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Uma verdadeira novela.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 longo, mas quem quiser realmente entender o que aconteceu com a energia el\u00e9trica brasileira, que j\u00e1 atingiu a 5a mais cara tarifa mundial, tem que ter paci\u00eancia. A culpa n\u00e3o \u00e9 do ILUMINA. A responsabilidade est\u00e1 espalhada por v\u00e1rios governos que n\u00e3o quiseram enfrentar os poderes que se formaram sob os erros e as omiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Como informado nas not\u00edcias abaixo, al\u00e9m dos outros problemas que ainda n\u00e3o foram resolvidos como o risco hidrol\u00f3gico, tarifa alta, bandeiras tarif\u00e1rias e prolifera\u00e7\u00e3o de encargos, a comercializa\u00e7\u00e3o de energia, mais uma vez, leva um susto. No bizarro mercado livre brasileiro, ele dissemina crise para todos os consumidores, mas s\u00f3 aparece nas m\u00eddias quando ele causa confus\u00e3o para si mesmo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/br.reuters.com\/article\/topNews\/idBRKCN1Q01YA-OBRTP\">https:\/\/br.reuters.com\/article\/topNews\/idBRKCN1Q01YA-OBRTP<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/br.reuters.com\/article\/businessNews\/idBRKCN1PQ5ST-OBRBS\">https:\/\/br.reuters.com\/article\/businessNews\/idBRKCN1PQ5ST-OBRBS<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/br.reuters.com\/article\/businessNews\/idBRKCN1Q92WG-OBRBS\">https:\/\/br.reuters.com\/article\/businessNews\/idBRKCN1Q92WG-OBRBS<\/a><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Raquitismo da regula\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Sempre \u00e9 poss\u00edvel examinar um evento que, se ocorrer, causa preju\u00edzos a muitas pessoas com an\u00e1lises espec\u00edficas focadas em um epis\u00f3dio. Infelizmente esse parece ser o m\u00e9todo das nossas ag\u00eancias reguladoras em diversas atividades. As an\u00e1lises superficiais e fiscaliza\u00e7\u00f5es falhas fazem que a regulamenta\u00e7\u00e3o chegue atrasada ao que se quer evitar.<\/p>\n<p><strong><em>O raquitismo do nosso estado regulador pode ser medido pelas recentes \u201ctrag\u00e9dias\u201d que atingem v\u00e1rios setores. Tudo indica que as empresas j\u00e1 incorporaram essas falhas de regula\u00e7\u00e3o nas suas estrat\u00e9gias.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O ILUMINA, por n\u00e3o estar envolvido com o dia a dia do ambiente do mercado de energia, \u00e9 incapaz de analisar detalhes muito espec\u00edficos. Contudo, o que podemos fazer \u00e9 mostrar as deformidades estruturais desse mercado. Defeitos que est\u00e3o na origem j\u00e1 provocaram uma s\u00e9rie de conflitos. A prevalecer a fragmenta\u00e7\u00e3o de responsabilidades e o alto grau de mimetismo de outra realidade f\u00edsica, uma nova onda de problemas vir\u00e1 por a\u00ed.<\/p>\n<p><strong><em>Metaforicamente, a \u201cbarragem\u201d do mercado, que j\u00e1 desmoronou outras vezes, d\u00e1 outros sinais de instabilidade e, mesmo assim, a ess\u00eancia do problema permanece intocada.<\/em><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>Origens do mercado de energia no Brasil<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Todos sabem que um mercado perfeito \u00e9 raro, mas existe. A din\u00e2mica b\u00e1sica \u00e9 que, toda vez que h\u00e1 oferta insuficiente de um produto, o pre\u00e7o sobe. Na teoria, a demanda reage \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o se reduzindo e o pre\u00e7o se estabiliza num novo patamar mais baixo de equil\u00edbrio. O inverso ocorre quando h\u00e1 sobras de oferta. O pre\u00e7o cai, a demanda se aproveita, o pre\u00e7o sobe e se equilibra num novo n\u00edvel. Como se sabe, n\u00e3o \u00e9 raro ocorrer situa\u00e7\u00f5es onde diferen\u00e7as de poder econ\u00f4mico aniquilam essa teoria. Apesar disso, muitos acreditam piamente nesse sistema.<\/p>\n<p>Infelizmente, a energia el\u00e9trica n\u00e3o \u00e9 como a batata ou a cebola, que podem ser substitu\u00eddos. \u00c9 um insumo b\u00e1sico em qualquer economia e, se ela fosse obedecer a este idealismo te\u00f3rico, transformaria a vida dos consumidores num verdadeiro inferno. Imagine ter uma instabilidade de pre\u00e7os na base das atividades econ\u00f4micas. Ou n\u00e3o ter energia para comprar mesmo que o pre\u00e7o seja absurdo.<\/p>\n<p>Aqui, nesse pa\u00eds tropical, justamente as mais importantes m\u00e1quinas de produzir energia, as hidroel\u00e9tricas, de um ano para o outro, podem receber aflu\u00eancias que dobram a energia associada. Ou seja, os mesmos equipamentos podem produzir o dobro de kWh do ano anterior. Evidentemente, podem tamb\u00e9m se reduzir pela metade! Imagine um produto cuja oferta varia desse modo sob a teoria do mercado perfeito. O gr\u00e1fico abaixo deixa essa caracter\u00edstica tropical totalmente inequ\u00edvoca.<\/p>\n<p><img class=\"alignnone size-full wp-image-38030\" src=\"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/grafico_bicalhoggn.png\" alt=\"\" width=\"573\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/grafico_bicalhoggn.png 573w, https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/grafico_bicalhoggn-300x207.png 300w\" sizes=\"(max-width: 573px) 100vw, 573px\" \/><\/p>\n<h5><strong>S\u00e9rie Hist\u00f3rica das Energias Naturais (aflu\u00eancias) dos 4 sistemas (sul, sudeste, nordeste e norte)<\/strong><\/h5>\n<p>Outra caracter\u00edstica brasileira que atrapalha a m\u00edtica teoria mercantil \u00e9 que, historicamente, a cada ano, a demanda de energia el\u00e9trica se eleva a ponto de exigir&nbsp;<strong>algo como duas usinas novas como a de Itumbiara com 2082 MW<\/strong>. Que mecanismo te\u00f3rico de mercado \u00e9 capaz de se antecipar para que n\u00e3o haja um grande desequil\u00edbrio da oferta?<\/p>\n<p>Evidentemente, deixar ao mercado a contrata\u00e7\u00e3o dessa oferta adicional \u00e9 uma pol\u00edtica que assume grandes riscos, pois, na teoria, ao sentir a escassez, o pre\u00e7o sobe, mas esse sinal j\u00e1 seria tardio para o reequil\u00edbrio.<\/p>\n<p><img class=\"alignnone size-full wp-image-38031\" src=\"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/usina_bicalhoggn.png\" alt=\"\" width=\"413\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/usina_bicalhoggn.png 413w, https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/usina_bicalhoggn-300x182.png 300w\" sizes=\"(max-width: 413px) 100vw, 413px\" \/><\/p>\n<h5><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp; Usina de ITUMBIARA<\/strong><\/h5>\n<p>A sequ\u00eancia de problemas j\u00e1 registrados na implanta\u00e7\u00e3o do mercado de eletricidade no Brasil na d\u00e9cada de 90 chega a ser uma tragicom\u00e9dia. O mimetismo, a fragmenta\u00e7\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es e o ineditismo de tentar aplicar no Brasil uma receita que n\u00e3o estava totalmente testada nem na Inglaterra, representou assumir uma aventura arriscada. <a href=\"http:\/\/www.ilumina.org.br\/setor-eletrico-brasileiro-erros-em-sequencia\/\"><strong>(\u2026) continua no site do Instituto Ilumina, clique aqui.<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Pereira D\u2019Araujo, do Instituto Ilumina,&nbsp; preparou uma s\u00e9rie de artigos que conta essa verdadeira saga de falsas promessas, tolices arrogantes e mimetismos provincianos Por Ronaldo Bicalho &nbsp; A crise<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":38032,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38028"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38028\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/38032"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}