{"id":37521,"date":"2019-04-09T18:10:50","date_gmt":"2019-04-09T21:10:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=37521"},"modified":"2019-07-25T18:12:19","modified_gmt":"2019-07-25T21:12:19","slug":"em-2018-trabalhadores-fizeram-1-453-greves-em-todo-pais-aponta-dieese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=37521","title":{"rendered":"Em 2018, trabalhadores fizeram 1.453 greves em todo pa\u00eds, aponta Dieese"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><em><strong>A maioria das paralisa\u00e7\u00f5es tinha o objetivo de preservar direitos e receber pagamentos atrasados. Esse tipo de greve passou a ser mais comum a partir de 2015, com a piora nos indicadores de emprego<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<div class=\"dd-m-image__group__by-whom\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<figure class=\"dd-m-image__group\"><img class=\"td-animation-stack-type0-2\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsnews3630cfb69a3ae32c743-700x460xfit-7ffe4.jpg\" alt=\"notice\" data-src-mobile=\"\/images\/cache\/systemuploadsnews3630cfb69a3ae32c743-320x210xfit-7ffe4.jpg\" data-src-tablet=\"\/images\/cache\/systemuploadsnews3630cfb69a3ae32c743-768x460xfit-7ffe4.jpg\" data-src-web=\"\/images\/cache\/systemuploadsnews3630cfb69a3ae32c743-700x460xfit-7ffe4.jpg\"><\/figure>\n<div class=\"dd-m-editor\">\n<p class=\"caps\">&nbsp;<\/p>\n<p>O Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG) do Dieese&nbsp;registrou 1.453 paralisa\u00e7\u00f5es em 2018. Embora o total seja menor do que o n\u00famero de greves registradas em 2017 (1.566), as paralisa\u00e7\u00f5es ocorridas no ano passado ainda s\u00e3o muito superiores \u00e0 m\u00e9dia anterior a 2013, quando ocorriam cerca de 500 greves ao ano.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que ocorria nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT, cujas principais reivindica\u00e7\u00f5es previam a amplia\u00e7\u00e3o de direitos e conquistas, a maioria das greves registradas em 2018 (82%) tinha car\u00e1ter defensivo, ou seja, os trabalhadores tiveram de cruzar os bra\u00e7os para n\u00e3o perder direitos e at\u00e9 mesmo para garantir o recebimento de pagamentos, como sal\u00e1rio, f\u00e9rias, 13\u00ba ou vale salarial.<\/p>\n<p>Esse movimento defensivo, segundo o Dieese, come\u00e7ou a ocorrer a partir de 2015, com o aumento do desemprego e a queda da renda dos trabalhadores e trabalhadoras.<\/p>\n<p>\u201cAgora a pauta \u00e9 simples, reduzida e quase somente defensiva\u201d, diz o documento do Dieese.<\/p>\n<p><a class=\"dd-lightbox\" href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/CUT_Brasil\/car%C3%A1ter%20da%20greve_pesquisa%20Dieese.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img class=\"td-animation-stack-type0-2\" src=\"https:\/\/www.cut.org.br\/images\/cache\/systemuploadsckcut-brasilcarc3a1t-650x374xfit-bbe69.png\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"374\"><\/a><\/p>\n<p>Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, essa \u00e9 principal diferen\u00e7a entre os governos do PT e sua pol\u00edtica econ\u00f4mica que aliou crescimento sustent\u00e1vel e distribui\u00e7\u00e3o de renda e os governos p\u00f3s-golpe de Estado que aprofundaram a crise econ\u00f4mica e a recess\u00e3o e, ao mesmo tempo, n\u00e3o elaboraram uma pol\u00edtica de recupera\u00e7\u00e3o do crescimento. Ao contr\u00e1rio, s\u00f3 apresentam medidas de arrocho previdenci\u00e1rio e trabalhista, de retirada de direitos.<\/p>\n<p>\u201cEles querem recuperar a economia com uma pol\u00edtica recessiva do ponto de vista econ\u00f4mico, retirando direitos do trabalhador e aliviando a barra do patr\u00e3o\u201d, diz o presidente da CUT.<\/p>\n<p>Segundo Vagner, o crescimento econ\u00f4mico nos governos petistas permitia que os trabalhadores pudessem avan\u00e7ar nas suas pautas. J\u00e1 a crise e a estagna\u00e7\u00e3o, aliadas aos sinais do governo de Jair Bolsonaro (PSL) de que vai arrochar ainda mais a classe trabalhadora, deixa os empres\u00e1rios a vontade para descumprir acordos.<\/p>\n<p><strong>Setor p\u00fablico e privado<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhadores e trabalhadoras da esfera p\u00fablica promoveram um n\u00famero maior de paralisa\u00e7\u00f5es (791) do que os trabalhadores da esfera privada (655), segundo o levantamento.<\/p>\n<p>\u201cEntre os servidores p\u00fablicos, a crise fiscal do Estado tem funcionado como incentivo \u00e0 deflagra\u00e7\u00e3o de greves\u201d, explica o Dieese no estudo.<\/p>\n<p>No caso do servi\u00e7o p\u00fablico, das 718 greves nos tr\u00eas n\u00edveis administrativos do funcionalismo, os servidores municipais deflagraram 74% das paralisa\u00e7\u00f5es. A maioria (56%) das greves reivindicava direitos relacionados ao reajuste dos sal\u00e1rios e dos pisos salariais.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso do setor privado, o Dieese registrou 655 paralisa\u00e7\u00f5es realizadas pelos trabalhadores, sendo que 75% do total correspondiam ao setor de servi\u00e7os, cuja terceiriza\u00e7\u00e3o e a precariza\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o s\u00e3o maiores.<\/p>\n<p>Entre as pautas de reivindica\u00e7\u00e3o, a exig\u00eancia de pagamentos atrasados correspondeu 58% das greves deflagradas. Pautas relativas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e assist\u00eancia m\u00e9dica foram inclu\u00eddas em 29% dessas greves. J\u00e1 a reivindica\u00e7\u00e3o por reajuste dos sal\u00e1rios ocupou o terceiro lugar de import\u00e2ncia nessas paralisa\u00e7\u00f5es (16%).<\/p>\n<p><strong>Resultado das greves<\/strong><\/p>\n<p>A maioria das paralisa\u00e7\u00f5es deflagradas pelos trabalhadores foi solucionada por meio da negocia\u00e7\u00e3o direta. Em 34% dos casos foi necess\u00e1rio o envolvimento do poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Das 456 greves (31% do total anual) que o Dieese conseguiu ter informa\u00e7\u00f5es sobre o desfecho, 76% tiveram o atendimento das reivindica\u00e7\u00f5es \u2013 40,8% atendimento integral e 35,3% parcial.<\/p>\n<p><strong>Greves nas estatais<\/strong><\/p>\n<p>No caso das empresas estatais, o sistema do Dieese cadastrou 73 greves, que paralisaram por 2.249 horas as atividades. Aproximadamente 69% das greves realizadas nas estatais inclu\u00edram pautas de car\u00e1ter defensivo, relacionadas especialmente \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 vigentes.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas temas mais frequentes na pauta foram: protestos contra privatiza\u00e7\u00f5es, reforma Trabalhista e reforma da Previd\u00eancia (36%); reajuste dos sal\u00e1rios (32%); e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho (25%).<\/p>\n<p>Das 23 greves de trabalhadores de empresas estatais com informa\u00e7\u00f5es sobre o desfecho, 78% tiveram alguma das reivindica\u00e7\u00f5es atendidas, sendo 30,4% de forma integral e 47,8% parcial.<\/p>\n<p><strong>&gt; Acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/CUT_Brasil\/DIEESE%20EST%20PES%2089%20balanco%20greves%202018.pdf\">a \u00edntegra<\/a>&nbsp;do estudo do Dieese<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria das paralisa\u00e7\u00f5es tinha o objetivo de preservar direitos e receber pagamentos atrasados. 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