{"id":31415,"date":"2018-01-11T17:03:55","date_gmt":"2018-01-11T17:03:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=31415"},"modified":"2018-01-11T17:03:55","modified_gmt":"2018-01-11T17:03:55","slug":"temer-nao-repoe-inflacao-do-salario-minimo-e-derruba-poder-de-compra-dos-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=31415","title":{"rendered":"Temer n\u00e3o rep\u00f5e infla\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo e derruba poder de compra dos trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><em><strong>Apesar da infla\u00e7\u00e3o acumulada de quase 9% e pre\u00e7os de servi\u00e7os b\u00e1sicos, como luz e g\u00e1s, corroerem os sal\u00e1rios dos trabalhadores, h\u00e1 dois anos Temer n\u00e3o rep\u00f5e infla\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A argumenta\u00e7\u00e3o do governo golpista e ileg\u00edtimo de Michel Temer (MDB-SP) para justificar o p\u00edfio aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo (SM) \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o baixa. O problema \u00e9 que, na hora de pagar as contas, os trabalhadores e as trabalhadoras acham que o custo de vida est\u00e1 cada vez mais alto e, com um reajuste menor do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que atinge a maioria dos trabalhadores e dos aposentados, os mais pobres s\u00e3o os mais sofrem as consequ\u00eancias reais dessa sopa desses n\u00fameros t\u00e3o exaltados pela m\u00eddia.<\/p>\n<p>A Subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT fez um estudo sobre o impacto dos aumentos de pre\u00e7os no or\u00e7amento das fam\u00edlias que sobrevivem com apenas um sal\u00e1rio m\u00ednimo para ajudar a entender o que est\u00e1 acontecendo com o poder de compra da classe trabalhadora. Os dados derrubam a justificativa do governo para um aumento do SM menor do que os R$ 965 que o Congresso havia aprovado dentro no Or\u00e7amento da Uni\u00e3o para 2018.<\/p>\n<p>\u201cA sensa\u00e7\u00e3o de que o gasto no supermercado e com as contas dos servi\u00e7os p\u00fablicos est\u00e1 pesando muito mais do que expressa a infla\u00e7\u00e3o total \u00e9 real porque esses pre\u00e7os, que t\u00eam um impacto maior na renda dos trabalhadores que ganham sal\u00e1rio m\u00ednimo, subiram muito nos \u00faltimos anos e a queda de alguns pre\u00e7os em 2017 n\u00e3o foi suficiente para aliviar o bolso\u201d, diz a t\u00e9cnica do Dieese, Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC, usado como base para o reajuste do SM) foi de 2,07% em 2017. Mas, o acumulado 2016\/2017 \u00e9 de 8,79%), o que vem derrubando o poder de compra da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Enquanto o sal\u00e1rio m\u00ednimo teve reajuste de 1,81%, o menor dos \u00faltimos 24 anos \u2013 R$ 954, a partir de 1\u00ba de janeiro deste ano \u2013, os brasileiros que ganham o piso viram os gastos com servi\u00e7os p\u00fablicos, como \u00e1gua, luz e g\u00e1s, explodirem na gest\u00e3o Temer.<\/p>\n<p>Em 2014, os gastos com servi\u00e7os p\u00fablicos representavam 26,1% do sal\u00e1rio m\u00ednimo que na \u00e9poca era de R$ 724,00. Em 2017, esses gastos aumentaram para 31,4%.<\/p>\n<p>Mas, a corros\u00e3o do poder de compra da classe trabalhadora n\u00e3o parou com os pre\u00e7os abusivos cobrados pelo governo. As despesas b\u00e1sicas e essenciais, como alimenta\u00e7\u00e3o e moradia, tamb\u00e9m est\u00e3o pesando no bolso dos trabalhadores. Segundo o \u00cdndice do Custo de Vida (IVC-Dieese), a infla\u00e7\u00e3o acumulada da cesta b\u00e1sica de 2016\/2017 foi de 8,03% e o da habita\u00e7\u00e3o, 8,39%. S\u00f3 o botij\u00e3o de g\u00e1s aumentou 37,65% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Segundo a t\u00e9cnica do Dieese, em janeiro de 2014, os trabalhadores que ganham o sal\u00e1rio m\u00ednimo gastavam R$ 354,19 do sal\u00e1rio mensal (na \u00e9poca R$ 724) com alimenta\u00e7\u00e3o; mais R$ 71 com luz; R$ 16,82 com \u00e1gua; e R$ 50 com botij\u00e3o de g\u00e1s. J\u00e1 em dezembro do ano passado, passaram a gastar R$ 424,36 com alimenta\u00e7\u00e3o, R$ 127,88 com luz, R$ 24,15 com \u00e1gua e R$ 89 com g\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>O governo Temer n\u00e3o reajustou o sal\u00e1rio m\u00ednimo pela infla\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dois anos, como manda a Lei 13.152, de 2015. O INPC divulgado nesta quarta-feira (10) chegou a 2,07%. Isso j\u00e1 havia acontecido em 2017, quando o m\u00ednimo havia sido reajustado em 6,48%, para um INPC de 6,58%.<\/p>\n<p>De 2003, no primeiro ano do governo Lula, at\u00e9 2016, o sal\u00e1rio m\u00ednimo acumulou aumento real de 77%. Come\u00e7ou a perder para a infla\u00e7\u00e3o exatamente nestes dois \u00faltimos anos, a partir da gest\u00e3o do golpista Temer.<\/p>\n<p>A Lei 13.152, que implementou a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, estipula reajuste com base no Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que valeria como aumento real, e pelo INPC do ano anterior. O PIB, de fato, n\u00e3o cresceu, deixando o m\u00ednimo sem ganho real. Mas o governo descumpriu a segunda parte, ao n\u00e3o aplicar o INPC.<\/p>\n<p>\u201cO principal objetivo da Pol\u00edtica de Valoriza\u00e7\u00e3o do Sal\u00e1rio M\u00ednimo, uma conquista da CUT e das demais centrais sindicais durante o governo Lula, \u00e9 recuperar o valor do piso nacional para melhorar a vida das pessoas\u201d, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.<\/p>\n<p>\u201cO problema \u00e9 que Temer n\u00e3o entende de pessoas\u201d, completa Vagner.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da infla\u00e7\u00e3o acumulada de quase 9% e pre\u00e7os de servi\u00e7os b\u00e1sicos, como luz e g\u00e1s, corroerem os sal\u00e1rios dos trabalhadores, h\u00e1 dois anos Temer n\u00e3o rep\u00f5e infla\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34614,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31415"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31415\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}