{"id":31399,"date":"2018-01-09T17:57:20","date_gmt":"2018-01-09T17:57:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=31399"},"modified":"2018-01-09T17:57:20","modified_gmt":"2018-01-09T17:57:20","slug":"economia-em-crise-prejudica-negociacoes-coletivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=31399","title":{"rendered":"Economia em crise prejudica negocia\u00e7\u00f5es coletivas"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><em><strong>Infla\u00e7\u00e3o baixa \u00e9 elemento positivo nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas para conquista de aumentos mais consistentes mas, em 2017, trabalhadores n\u00e3o viram isso acontecer<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">A subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT fez uma an\u00e1lise dos reajustes salariais conquistados em 2017, ano em que o Brasil registrou baixo crescimento econ\u00f4mico, incertezas e instabilidades que impactaram nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas e concluiu que, para a classe trabalhadora, n\u00e3o h\u00e1 sinal da tal recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica t\u00e3o festejada pela m\u00eddia conservadora.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Sem crescimento econ\u00f4mico, com altas taxas de desemprego e aumento da informalidade \u00e9 muito pequena a margem para aumentos reais nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas e, apesar da infla\u00e7\u00e3o baixa, muitas categorias n\u00e3o conseguiram conquistar aumentos reais nos sal\u00e1rios.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Confira a \u00edntegra do artigo:<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Negocia\u00e7\u00f5es coletivas em 2017: \u00e0 espera da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Por Adriana Marcolino, t\u00e9cnica da subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT Nacional<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O ano de 2017, diferente do que argumenta o governo Temer, terminou com baixo crescimento, incertezas e instabilidade, com alguns resultados econ\u00f4micos pouco relevantes frente ao tamanho da crise que vivemos no pa\u00eds (como a pequena redu\u00e7\u00e3o do desemprego) e com outros bastante desastrosos (como o grande d\u00e9ficit fiscal).<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es coletivas nesse cen\u00e1rio tamb\u00e9m apresentaram dados pouco expressivos, ainda que mais positivos do que o observado em 2016 e 2015. Quest\u00f5es como desempenho da economia, infla\u00e7\u00e3o e taxa de desemprego s\u00e3o componentes que t\u00eam forte impacto nas negocia\u00e7\u00f5es das datas-bases.<\/p>\n<p>Com o fraco crescimento no terceiro trimestre de 2017 e ainda, em desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos anteriores, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que exista uma base econ\u00f4mica din\u00e2mica e sustent\u00e1vel que possibilite crescimento em patamares maiores, com maior estabilidade e vigor &#8211; e sem crescimento econ\u00f4mico, h\u00e1 pouca margem para aumentos reais nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego, al\u00e9m de se manter em patamares elevados, registrou recuo de 13,7% para 12,4% entre o primeiro trimestre e o terceiro trimestre de 2017 por meio da cria\u00e7\u00e3o de empregos prec\u00e1rios, sem carteira assinada. Essas altas taxas de desemprego e crescimento da informalidade s\u00e3o um elemento que dificulta a mobiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em processos de negocia\u00e7\u00e3o coletiva ou de busca de novos direitos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infla\u00e7\u00e3o houve uma redu\u00e7\u00e3o expressiva desse indicador em 2017. O INPC (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor), indicador utilizado nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas, registrou infla\u00e7\u00e3o de 1,95% em 12 meses terminados em novembro.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o baixa \u00e9 importante para o trabalhador porque evita perdas reais e constantes em seus rendimentos, mas os fen\u00f4menos relacionados a essa baixa em 2017 tem caracter\u00edsticas que podem penalizar os trabalhadores, em especial, os de menores sal\u00e1rios. Apesar da importante queda nos pre\u00e7os dos alimentos, esse movimento ainda n\u00e3o foi suficiente para fazer frente ao processo inflacion\u00e1rio de 2015 e 2016, e por outro lado, os pre\u00e7os administrados pelos governos (\u00e1gua, luz, g\u00e1s de cozinha, combust\u00edveis, rem\u00e9dios) t\u00eam apresentado forte alta, pesando principalmente nas rendas menores.<\/p>\n<p>Mesmo com a queda da infla\u00e7\u00e3o, muitas categorias ainda n\u00e3o conseguiram conquistar aumentos reais nos sal\u00e1rios e o resultado parcial das negocia\u00e7\u00f5es de 2017 at\u00e9 novembro demonstra que 59,4% conseguiram reajustes acima da infla\u00e7\u00e3o (vide tabela abaixo). No entanto, a m\u00e9dia desses aumentos reais \u00e9 de apenas 0,31%. Em momentos de crescimento econ\u00f4mico, a infla\u00e7\u00e3o em baixa \u00e9 um elemento positivo nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas para a conquista de aumentos reais mais consistentes \u2013 2017 n\u00e3o viu isso acontecer.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, em 2012 &#8211; melhor ano da s\u00e9rie hist\u00f3rica acompanhada pelo DIEESE \u2013 o numero de acordos com aumento real ficou em 93,6% com um aumento real m\u00e9dio de 1,90%. Entre 2006 e 2014 as propor\u00e7\u00f5es de reajustes acima da infla\u00e7\u00e3o se mantiveram em patamares altos, variando entre 80% e 90%. Com o aprofundamento da crise e aumento das taxas inflacion\u00e1rias, os reajustes acima da infla\u00e7\u00e3o tiveram forte queda em 2015 e 2016, ano em que os acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas com aumentos reais corresponderam a apenas 19% do total.<\/p>\n<p>No segundo semestre de 2017, por exemplo, o setor metal\u00fargico registrou 18 importantes negocia\u00e7\u00f5es coletivas, 12 delas conseguiram apenas repor a infla\u00e7\u00e3o, apenas cinco conquistaram ganhos reais e uma registrou reajuste abaixo da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar da analise dos reajustes de 2017 sugerir um desempenho pouco promissor quanto aos aumentos reais para 2018, mesmo com a infla\u00e7\u00e3o em patamares baix\u00edssimos, o ponto positivo que se vislumbra para o pr\u00f3ximo per\u00edodo \u00e9 o fim do ciclo dos reajustes abaixo da infla\u00e7\u00e3o: em 2016 cerca de 36,7% dos acordos ficaram abaixo da infla\u00e7\u00e3o e em 2017, segundo os dados preliminares, apenas 8,9% de acordos registraram reajustes abaixo da infla\u00e7\u00e3o, em que pese, os impactos variados dos pre\u00e7os sobre as fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Por fim, outro elemento que pode dificultar as negocia\u00e7\u00f5es coletivas em 2018 \u00e9 a tentativa de retirada de garantias previstas nos acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas com a entrada em vigor da Reforma Trabalhista.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/tabela_dieese.jpg\"><img class=\"aligncenter size-full wp-image-31400\" src=\"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/tabela_dieese.jpg\" alt=\"\" width=\"733\" height=\"676\" srcset=\"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/tabela_dieese.jpg 733w, https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/tabela_dieese-300x277.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 733px) 100vw, 733px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infla\u00e7\u00e3o baixa \u00e9 elemento positivo nas negocia\u00e7\u00f5es coletivas para conquista de aumentos mais consistentes mas, em 2017, trabalhadores n\u00e3o viram isso acontecer &nbsp; A subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT fez<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34611,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31399"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31399"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31399\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31399"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31399"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31399"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}