{"id":31136,"date":"2017-11-24T09:40:31","date_gmt":"2017-11-24T09:40:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=31136"},"modified":"2017-11-24T09:40:31","modified_gmt":"2017-11-24T09:40:31","slug":"saiu-na-imprensa-conselho-da-eletrobras-adia-decisao-sobre-privatizacao-das-distribuidoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=31136","title":{"rendered":"Saiu na Imprensa: Conselho da Eletrobras adia decis\u00e3o sobre privatiza\u00e7\u00e3o das distribuidoras"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><em>Por Rodrigo Polito e Camila Maia | Do Rio e de S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<p>O conselho de administra\u00e7\u00e3o da Eletrobras pediu mais prazo para avaliar o modelo proposto pelo BNDES na privatiza\u00e7\u00e3o das suas seis distribuidoras de energia, depois de considerar que a opera\u00e7\u00e3o pode resultar, ao final, na assun\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas da ordem de R$ 19,7 bilh\u00f5es pela companhia. Pelo modelo proposto, a Eletrobras iria assumir d\u00edvidas da ordem de R$ 11,2 bilh\u00f5es das concession\u00e1rias. Al\u00e9m disso, foi proposto que a estatal assumisse cr\u00e9ditos e obriga\u00e7\u00f5es das distribuidoras junto aos fundos setoriais Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE) e Conta de Consumo de Combust\u00edveis (CCC). At\u00e9 junho, a el\u00e9trica contabilizava que as distribuidoras tinham cr\u00e9ditos da ordem de R$ 8,4 bilh\u00f5es a receber, o que ajudaria a equilibrar, no balan\u00e7o, as d\u00edvidas que ser\u00e3o assumidas.<\/p>\n<p>No entanto, esses valores est\u00e3o sendo questionados pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), no contexto da fiscaliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos das distribuidoras junto aos fundos CCC e CDE. Como a resolu\u00e7\u00e3o do Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (CPPI) prev\u00ea que a Eletrobras assuma direitos e obriga\u00e7\u00f5es em valores equivalentes isso poderia resultar nos R$ 19,7 bilh\u00f5es em d\u00edvidas para a estatal, que j\u00e1 tem uma condi\u00e7\u00e3o complicada de endividamento.<\/p>\n<p>Por isso, o conselho de administra\u00e7\u00e3o pediu ontem o prazo adicional para avaliar a capacidade econ\u00f4mico-financeira da companhia de suportar essas obriga\u00e7\u00f5es &#8220;e ponderar as consequ\u00eancias da eventual liquida\u00e7\u00e3o das distribuidoras&#8221;.<\/p>\n<p>Para 28 de dezembro, foi convocada uma assembleia geral extraordin\u00e1ria (AGE) que vai deliberar sobre o adiamento do prazo final para venda das companhias. Antes, ele acabaria em 31 de dezembro, mas a proposta visa mudar para 31 de julho de 2018. A expectativa do governo \u00e9 que o leil\u00e3o de privatiza\u00e7\u00e3o seja realizado em abril.<\/p>\n<p>Uma nova AGE, desta vez para votar sobre a modelagem proposta, poder\u00e1 acontecer at\u00e9 fevereiro. At\u00e9 l\u00e1, o conselho da estatal dever\u00e1 avaliar o modelo e recomendar ou n\u00e3o a sua aprova\u00e7\u00e3o pelos acionistas.<\/p>\n<p>O aval do conselho, assim como a aprova\u00e7\u00e3o na AGE, \u00e9 uma das etapas previstas no modelo de venda das empresas, conforme resolu\u00e7\u00e3o do CPPI. Publicada ontem, a resolu\u00e7\u00e3o prorrogou, de 29 de dezembro para 1\u00ba de fevereiro o prazo para que o tema seja aprovado pelos acionistas da Eletrobras, em assembleia que ainda ser\u00e1 convocada.<\/p>\n<p>A expectativa do governo \u00e9 que as distribuidoras sejam licitadas em leil\u00e3o previsto para ser realizado em abril. Na quarta-feira, o BNDES abriu os &#8220;data-rooms&#8221; com informa\u00e7\u00f5es sobre as seis distribuidoras.<\/p>\n<p>De acordo com a modelagem de privatiza\u00e7\u00e3o, vencer\u00e1 o leil\u00e3o de cada usina aquele que ofertar o menor valor de tarifa de energia adicional para gerir a companhia. As distribuidoras ser\u00e3o vendidas pelo valor simb\u00f3lico de R$ 50 mil cada, com uma exig\u00eancia de aporte imediato de recursos de R$ 2,4 bilh\u00f5es. O valor representa 30% do total de investimento previstos nos cinco primeiros anos de opera\u00e7\u00e3o, que totalizam R$ 7,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A Eletrobras poder\u00e1 exercer o direito de permanecer como acionista minorit\u00e1ria nas distribuidoras, no limite de participa\u00e7\u00e3o m\u00e1ximo de 30%, ao converter a d\u00edvida das empresas com a holding em a\u00e7\u00f5es. As distribuidoras que dever\u00e3o ser privatizadas s\u00e3o Amazonas Distribuidora (AM), Eletroacre (AC), Ceron (RO), Boa Vista Energia (RR), Ceal (AL) e Cepisa (PI).<\/p>\n<p>Entre os potenciais candidatos para adquiri-las est\u00e3o a Equatorial Energia e a italiana Enel. O diretor financeiro e de rela\u00e7\u00f5es com investidores da Equatorial, Eduardo Haiama, afirmou recentemente que a companhia estuda todas as oportunidades de neg\u00f3cios, mas, no caso das distribuidoras da Eletrobras, ainda faltavam informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto. J\u00e1 o presidente mundial da Enel, Francesco Starace, sinalizou esta semana que a companhia tem prefer\u00eancia por Ceal e Cepisa, que est\u00e3o situadas pr\u00f3ximas da Enel Distribui\u00e7\u00e3o Cear\u00e1 (antiga Coelce).<\/p>\n<p>Em teleconfer\u00eancia realizada em 14 de novembro, para comentar os resultados do terceiro trimestre, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, destacou que a assun\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas pela companhia \u00e9 fundamental para que a venda das concession\u00e1rias de distribui\u00e7\u00e3o possa acontecer. &#8220;Se n\u00f3s n\u00e3o fizermos isso, praticamente n\u00e3o vamos conseguir vender&#8221;, disse Ferreira. Assim, as concession\u00e1rias ser\u00e3o vendidas &#8220;praticamente sem d\u00edvidas&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>O conselho de administra\u00e7\u00e3o da Eletrobras deve se reunir novamente hoje. Desta vez, em reuni\u00e3o ordin\u00e1ria, dever\u00e1 ser deliberada a modelagem de venda das participa\u00e7\u00f5es sem sociedades de prop\u00f3sito espec\u00edfico (SPEs) de parques e\u00f3licos e linhas de transmiss\u00e3o. A modelagem foi preparada pelo BTG Pactual e o escrit\u00f3rio Souza Cescon.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Rodrigo Polito e Camila Maia | Do Rio e de S\u00e3o Paulo O conselho de administra\u00e7\u00e3o da Eletrobras pediu mais prazo para avaliar o modelo proposto pelo BNDES na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34576,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31136"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=31136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/31136\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=31136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=31136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=31136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}