{"id":18543,"date":"2014-03-06T17:06:17","date_gmt":"2014-03-06T17:06:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=18543"},"modified":"2014-03-06T17:06:17","modified_gmt":"2014-03-06T17:06:17","slug":"imposto-sindical-2014-mantendo-a-coerencia-na-pratica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=18543","title":{"rendered":"Imposto sindical 2014: mantendo a coer\u00eancia na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\">Diferentemente de 2013, este ano faz-se necess\u00e1rio entrar novamente com a a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a para tentar barrar o desconto do imposto sindical. O Sindicato, a exemplo dos anos anteriores e exercendo a liberdade e autonomia na pr\u00e1tica, entrou, no \u00faltimo dia 04, com a\u00e7\u00e3o judicial contra o desconto do famigerado imposto sindical.<\/p>\n<p>Em 2013, a Justi\u00e7a reconheceu o pedido do Sindicato feito em 2012 e ampliou para os anos subsequentes o n\u00e3o desconto do imposto sindical. Os trabalhadores das empresas na base do Sindicato dos Eletricit\u00e1rios de Campinas (Stieec) n\u00e3o tiveram um dia de sua jornada de trabalho descontado a t\u00edtulo de Imposto Sindical. Tudo por conta da decis\u00e3o judicial proferida em 2012 pelo juiz Carlos Eduardo Oliveira Dias, da 1\u00aa Vara do Trabalho de Campinas.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o de 2012 refletiu em 2013<\/strong><\/p>\n<p>O juiz Carlos Eduardo Oliveira Dias, do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o, concedeu liminar que proibiu, em 2012, a cobran\u00e7a de imposto sindical de cerca de 20 mil trabalhadores de 69 empresas do setor de energia no interior do Estado de S\u00e3o Paulo. A decis\u00e3o ocorreu dois dias antes de a CUT lan\u00e7ar campanha nacional e plebiscito contra o imposto, que \u00e9 defendido pelas outras cinco centrais e pelos sindicatos de empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>O magistrado descreveu na decis\u00e3o que o imposto &#8220;refor\u00e7a um padr\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o sindical completamente dependente do Estado&#8221;. Ele determinou multa de R$ 500 por funcion\u00e1rio que sofresse a cobran\u00e7a do imposto, que equivale a um dia de trabalho por ano, descontado da folha. &#8220;A realidade demonstra a cont\u00ednua cria\u00e7\u00e3o dos chamados &#8220;sindicatos de carimbo&#8221;, cujo objetivo \u00e9, essencialmente, obter a parcela da contribui\u00e7\u00e3o, sem que tenham qualquer representatividade junto \u00e0 categoria&#8221;, afirmou Dias.<\/p>\n<p><strong>Luta e vit\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante trazer \u00e0 mem\u00f3ria a hist\u00f3ria dessa luta, j\u00e1 que o Stieec foi o primeiro sindicato brasileiro a abolir a cobran\u00e7a do imposto.<\/p>\n<p>De 1989 a 1990, o Sindicato devolveu os 60% (percentual destinado \u00e0 entidade) do Imposto Sindical aos sindicalizados. O m\u00e9rito das a\u00e7\u00f5es com liminares concedidas entre 1991 a<br \/>\n 1994 foi julgado na Justi\u00e7a comum e as senten\u00e7as determinaram a n\u00e3o cobran\u00e7a do imposto sindical. Portanto, o pedido do Sindicato era leg\u00edtimo.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es de 1995 a 2004 foram julgadas na 7\u00aa Vara do Trabalho em Campinas, onde o juiz decidiu pela legalidade da cobran\u00e7a do imposto, por\u00e9m n\u00e3o deveria ter cobran\u00e7a do imposto retroativo.<\/p>\n<p>As senten\u00e7as referentes a 2005 e 2006 foram deferidas pela legalidade da cobran\u00e7a do imposto. O Sindicato entrou com recurso no TRT referente \u00e0 decis\u00e3o do juiz. Tal recurso j\u00e1 foi julgado e manteve a decis\u00e3o de 1\u00aa inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Nos anos de 2009 a 2011, a exemplo dos anteriores, o Sindicato entrou com pedido de liminar que foi novamente indeferido. Depois, veio a a\u00e7\u00e3o de 2012, que concedeu o pedido de n\u00e3o desconto e estendeu para 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentemente de 2013, este ano faz-se necess\u00e1rio entrar novamente com a a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a para tentar barrar o desconto do imposto sindical. 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