{"id":18467,"date":"2014-02-12T11:30:16","date_gmt":"2014-02-12T11:30:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=18467"},"modified":"2014-02-12T11:30:16","modified_gmt":"2014-02-12T11:30:16","slug":"oficina-da-o-pontape-inicial-na-luta-da-campanha-salarial-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=18467","title":{"rendered":"Oficina d\u00e1 o pontap\u00e9 inicial na luta da Campanha Salarial 2014"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><strong>Dirigentes do Sinergia CUT est\u00e3o reunidos para discutir e planejar a luta dos trabalhadores do setor energ\u00e9tico. Oficina ocorre at\u00e9 amanh\u00e3 (13)<br \/>\n <\/strong><\/p>\n<p>Com o objetivo de discutir e tra\u00e7ar a estrat\u00e9gia de luta da categoria energ\u00e9tica para este ano de 2014, a dire\u00e7\u00e3o do Sinergia CUT est\u00e1 toda reunida no hotel Nacional Inn em Campinas desde o in\u00edcio da manh\u00e3\u00a0 desta quarta (12).<\/p>\n<p>O economista Airton dos Santos, coordenador de Atendimento T\u00e9cnico do Dieese, abriu os debates apresentando uma an\u00e1lise do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico. As consequ\u00eancias da crise econ\u00f4mica internacional de 2008 foram pontuadas, j\u00e1 que nosso Brasil tem rela\u00e7\u00f5es exteriores. \u201cO nosso pa\u00eds est\u00e1 inclu\u00eddo no cen\u00e1rio global. Dessa forma, a economia brasileira n\u00e3o est\u00e1 como desejar\u00edamos, mas tamb\u00e9m, est\u00e1 longe da crise que muitas outras est\u00e3o enfrentando\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ele, o Brasil continua crescendo. O ideal seria que o PIB (Produto Interno Bruto) crescesse entre 5% e 6%. Por\u00e9m, esse percentual est\u00e1 longe disso. \u201cCrescemos 2,7% em 2011 e 0,92% em 2012. Para 2013 a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de 2,3% e para 2014, 2,7%. Nosso d\u00e9ficit externo n\u00e3o est\u00e1 descontrolado, por\u00e9m, est\u00e1 subindo. Mas o desemprego aqui \u00e9 dos mais baixos\u201d, contextualiza Santos.<\/p>\n<p>O economista afirma que o problema central ainda \u00e9 o crescimento econ\u00f4mico. Fazer a ind\u00fastria voltar a crescer \u00e9 fundamental para melhorar bastante. \u201cO pa\u00eds n\u00e3o dar\u00e1 o salto necess\u00e1rio para melhorar, definitivamente, o padr\u00e3o de vida de todos, se a m\u00e9dia de crescimento n\u00e3o atingir em torno de 5% ao ano, por um longo per\u00edodo. \u00c9 isso que temos que buscar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ele lembra, no entanto, que existem alguns empecilhos que v\u00eam atrapalhando essa caminhada, entre eles: a taxa de juros, o c\u00e2mbio, a estrutura tribut\u00e1ria, a infraestrutura, a educa\u00e7\u00e3o, a qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra e a insuficiente taxa de crescimento.<\/p>\n<p><strong>Desafios &#8211; <\/strong>Por tudo isso, a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo e os ganhos reais de sal\u00e1rio nas negocia\u00e7\u00f5es s\u00e3o desafios para este ano nas negocia\u00e7\u00f5es salariais. \u201cOs aumentos reais de sal\u00e1rios conquistados pelos sindicatos as pol\u00edticas de renda do governo e a facilidade de cr\u00e9dito, t\u00eam dinamizado o mercado interno. H\u00e1 que se atentar, tamb\u00e9m, para a melhoria da qualidade do emprego, com aten\u00e7\u00e3o \u00e0 rotatividade, \u00e0 terceiriza\u00e7\u00e3o e as quest\u00f5es relativas \u00e0 sa\u00fade do trabalho\u201d, finaliza o economista.<\/p>\n<p><strong>O setor el\u00e9trico e o g\u00e1s natural brasileiro<br \/>\n <\/strong>A segunda mesa de debates da manh\u00e3 desta quarta-feira (12) trata sobre O Cen\u00e1rio do Setor El\u00e9trico e do G\u00e1s Natural Brasileiro. A exposi\u00e7\u00e3o e o debate est\u00e3o sendo conduzidos por Nivade Castro, que \u00e9 coordenador do Gesel (Grupo de Estudos de Energia El\u00e9trica) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e por Artur Risso Neto, vice-presidente do Sinergia CUT e do Sindgasista.<\/p>\n<p>Nivaldi Castro iniciou sua exposi\u00e7\u00e3o afirmando que o setor el\u00e9trico brasileiro tem planejamento e tem investimento. \u201cFalar o contr\u00e1rio disso \u00e9 piada, \u00e9 mentira. O setor tem mais oferta que demanda\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O modelo do setor \u00e9 bem visto entre t\u00e9cnicos e especialistas. \u201cSe as distribuidoras est\u00e3o em crise financeira, a crise \u00e9 conjuntural e n\u00e3o estrutural. Fruto dos menores \u00edndices pluviom\u00e9tricos dos \u00faltimos 60 anos, do calor intenso e de outros fatores. Mas, essa crise n\u00e3o tem nada a ver com as negocia\u00e7\u00f5es salariais, pois diz respeito \u00e0 parcela A. A negocia\u00e7\u00e3o dos trabalhadores diz respeito \u00e0 parcela B\u201d, diz.<\/p>\n<p>Sobre o cen\u00e1rio do g\u00e1s, Artur Risso observou que, no Brasil, o setor passa por algumas dificuldades e precisa de investimentos. &#8220;O transporte do g\u00e1s est\u00e1 prejudicada em diversas regi\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo&#8221;, afirma o sindicalista. Outro assunto abordado por ele foi sobre\u00a0 a diminui\u00e7\u00e3o da tarifa de energia el\u00e9trica impulsionada pela lei 12.783 de 2013: &#8220;Esse fato impactou diretamente o consumo do g\u00e1s natural\u00a0 no pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>A Oficina de Planejamento vai at\u00e9 a tarde de quinta (13). Nesses dois dias, as discuss\u00f5es abordar\u00e3o outros temas importantes como os eixos e prioridades da categoria para esta Campanha Salarial, os resultados da pesquisa de base aplicada pelo Sinergia CUT, a defini\u00e7\u00e3o do mote desta CS,\u00a0 entre outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigentes do Sinergia CUT est\u00e3o reunidos para discutir e planejar a luta dos trabalhadores do setor energ\u00e9tico. 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