{"id":16442,"date":"2013-06-07T08:21:32","date_gmt":"2013-06-07T08:21:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=16442"},"modified":"2013-06-07T08:21:32","modified_gmt":"2013-06-07T08:21:32","slug":"dirigentes-e-trabalhadores-participam-de-debate-com-poschmann","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=16442","title":{"rendered":"Dirigentes e trabalhadores participam de debate com Pochmann"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><strong><em>Economista fala sobre transforma\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho na abertura da Reuni\u00e3o Colegiada Ampliada<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com uma plat\u00e9ia de mais de 90 dirigentes sindicais, o economista M\u00e1rcio Pochmann abriu a 4\u00aa Reuni\u00e3o de Diretoria Colegiada Ampliada do Sinergia CUT na tarde desta quinta-feira (06), em Campinas. Doutor em Economia, professor da Unicamp, pesquisador do Cesit e presidente da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo, Pochmann abordou o tema Transforma\u00e7\u00f5es no Mundo do Trabalho, com foco \u201cprincipalmente na conjuntura atual, n\u00e3o com a preocupa\u00e7\u00e3o de ordem estrutural, mas a partir de uma estrat\u00e9gia que tem reflexos\u00a0 na vida dos trabalhadores e do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Assim, o economista abordou quest\u00f5es como a crise do capitalismo e seus impactos no dia-a-dia dos trabalhadores e do movimento sindical, a necessidade de entender e enfrentar os desafios colocados atualmente para o Brasil, al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o de olhar sempre para o futuro e as oportunidades a partir de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><strong>Crise do capitalismo<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, vivemos uma reestrutura\u00e7\u00e3o profunda do capitalismo, com uma satura\u00e7\u00e3o e uma crise mundial que apontam para o fim da bipolaridade e da guerra fria. Desde a queda do muro (de Berlim), essa nova era de reestrutura\u00e7\u00e3o aponta mudan\u00e7as como a consolida\u00e7\u00e3o de empresas transnacionais e uma l\u00f3gica perversa. N\u00e3o s\u00e3o mais os pa\u00edses que t\u00eam empresas, mas s\u00e3o as empresas que t\u00eam pa\u00edses\u201d, alertou o economista logo no in\u00edcio da palestra.<\/p>\n<p>E completou: \u201cIsso mudou toda a estrutura de competi\u00e7\u00e3o mundial, a partir do momento em que poucas grandes corpora\u00e7\u00f5es fazem investimentos em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e dominam as cadeias produtivas globais, colocando em xeque ainda o Estado democr\u00e1tico, j\u00e1 que tamb\u00e9m financiam elei\u00e7\u00f5es e influenciam governos em v\u00e1rios pa\u00edses. Cria-se assim, um verdadeiro cen\u00e1rio de desgovernan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Depois de abordar v\u00e1rios momentos que transformaram a economia mundial, impactando trabalhadores e mercado de trabalho, Pochmann analisou a crise de 2008 que \u201cpegou o capitalismo sem nenhuma capacidade para formular um modelo alternativo\u201d.<\/p>\n<p>Explicou a crise que abateu os pa\u00edses da Europa e principalmente os Estados Unidos, que vivem um momento de grande desigualdade e desemprego,\u00a0 destacando que mesmo pa\u00edses governados por partidos de esquerda repetem atualmente o receitu\u00e1rio neoliberal. \u201cOs chamados grandes pa\u00edses agora apostam nas exporta\u00e7\u00f5es e reduziram as importa\u00e7\u00f5es e isso tem reflexos nos pa\u00edses em desenvolvimento, chamados de pa\u00edses baleias, incluindo o Brasil\u201d.<br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Investir em infraestrutura<\/strong><br \/>\nEm seguida, abordou os atuais cen\u00e1rios econ\u00f4mico e social brasileiros que, depois de tr\u00eas d\u00e9cadas sem nenhum sinal de desenvolvimento sustent\u00e1vel, alcan\u00e7ou um n\u00edvel de expans\u00e3o que animou a economia entre 2004 e 2010, com reserva de d\u00f3lares e pagamento da d\u00edvida externa hist\u00f3rica. \u201cViramos at\u00e9 credores do FMI e isso deu uma certa tranquilidade ao pa\u00eds\u201d, destacou. \u201cAl\u00e9m disso, houve eleva\u00e7\u00e3o da renda da base da pir\u00e2mide social, com aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo, amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito popular e redu\u00e7\u00e3o de impostos, entre outras iniciativas do governo que estimularam a distribui\u00e7\u00e3o de renda e o aumento de consumo, o que fez girar a economia, com aumento da produ\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de empregos\u201d, concluiu Pochmann.<\/p>\n<p>Um ciclo importante, mas n\u00e3o de longo prazo. \u201cPor isso \u00e9 preciso investimento no que sustenta o crescimento brasileiro para os pr\u00f3ximos dez e vinte anos. Sem d\u00favida, s\u00e3o investimentos em infraestrutura, repensando o papel estrat\u00e9gico do Estado na sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, energia. Tudo de olho no futuro, j\u00e1 que temos mais de 500 anos de hist\u00f3ria e menos de 50 anos de democracia, o que historicamente \u00e9 muito pouco\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sindicatos para o futuro<\/strong><br \/>\nDiante de tantos novos desafios nas rela\u00e7\u00f5es dentro das empresas, com v\u00e1rias e modernas artimanhas para envolver os \u201ccolaboradores\u201d, o economista destacou a import\u00e2ncia de refletir e de repensar tamb\u00e9m o papel dos sindicatos nesse momento, para a defini\u00e7\u00e3o de uma nova agenda que considere as transforma\u00e7\u00f5es do mundo do trabalho e atraia mais trabalhadores para a luta sindical.<\/p>\n<p>\u201cVivemos o fim da era do novo sindicalismo. Estamos em uma fase de experimentalismo. O que n\u00e3o podemos fazer \u00e9 ficar na zona de conforto. \u00c9 preciso diagnosticar e redescobrir o elemento de liga\u00e7\u00e3o com os trabalhadores nos locais de trabalho. \u00c9 preciso agir e organizar a classe trabalhadora para o futuro. E isso \u00e9 uma quest\u00e3o de tomar decis\u00f5es\u201d, concluiu para, em seguida, responder \u00e0s in\u00fameras perguntas dos dirigentes e militantes do Sinergia CUT.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economista fala sobre transforma\u00e7\u00f5es no mundo do trabalho na abertura da Reuni\u00e3o Colegiada Ampliada Com uma plat\u00e9ia de mais de 90 dirigentes sindicais, o economista M\u00e1rcio Pochmann abriu a 4\u00aa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":33604,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16442"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16442\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/33604"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}