{"id":14840,"date":"2012-09-21T08:42:48","date_gmt":"2012-09-21T08:42:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=14840"},"modified":"2012-09-21T08:42:48","modified_gmt":"2012-09-21T08:42:48","slug":"em-ato-unificado-na-capital-paulista-trabalhadores-apontam-que-nao-falta-dinheiro-mas-responsabilidade-aos-empresarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=14840","title":{"rendered":"Em ato unificado na capital paulista, trabalhadores apontam que n\u00e3o falta dinheiro, mas responsabilidade aos empres\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><strong>Vamos transformar a luta das categorias em luta de classes, afirma presidente da CUT<\/strong><\/p>\n<p>Desde as primeiras horas da manh\u00e3 desta quinta-feira (20), cerca de dois mil trabalhadores ocuparam a Avenida Paulista, principal centro econ\u00f4mico do pa\u00eds, para um ato unificado convocado pela CUT e com a participa\u00e7\u00e3o de representantes de outras centrais sindicais.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o diante de umas ag\u00eancias do Bradesco reuniu categorias em campanha salarial neste segundo semestre. Lideran\u00e7as dos banc\u00e1rios, metal\u00fargicos, petroleiros, e funcion\u00e1rios dos Correios foram un\u00e2nimes em destacar que n\u00e3o faltam recursos, mas comprometimento dos patr\u00f5es para oferecer condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho.<\/p>\n<p>Presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou que esse foi o primeiro de diversos atos que marcar\u00e3o a unidade do movimento sindical pela distribui\u00e7\u00e3o dos lucros.<\/p>\n<p>\u201cO inimigo \u00e9 o patr\u00e3o e as centrais tem que estar fortes neste sentido. Hoje come\u00e7amos a transformar a luta das categorias em luta de classes\u201d, definiu.<\/p>\n<p>O dirigente alertou ainda que o aumento salarial \u00e9 um dos pilares para o Brasil sair da crise e que a Central cobrar\u00e1 do governo contrapartidas sociais diante das isen\u00e7\u00f5es e desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias oferecidas aos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;A isen\u00e7\u00e3o de impostos deve servir para manter o n\u00edvel de emprego e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e n\u00e3o para aumentar o lucro do empres\u00e1rio. No Brasil, a participa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio no PIB (Produto Interno Bruto) \u00e9 muito menor do que em outros pa\u00edses\u201d, destacou Vagner.<\/p>\n<p>Ao final, o presidente da CUT alertou a classe trabalhadora para que esteja atenta \u00e0s elei\u00e7\u00f5es municipais e acompanhe de perto a forma como o julgamento do &#8216;mensal\u00e3o&#8217; tem sido tratado pela velha m\u00eddia. Para ele, uma oportunidade que a imprensa golpista encontrou para atacar o PT e o ex-presidente Lula.<\/p>\n<p>\u201cContinuaremos apontando os equ\u00edvocos como sempre fizemos. Prova disso \u00e9 que nos governos de Lula e Dilma fizemos mais greves do que em qualquer outro. Acreditamos que o governo atende mais as reivindica\u00e7\u00f5es dos empres\u00e1rios do que dos trabalhadores, mas temos lado e vamos sempre defender aqueles que s\u00e3o mais salutares \u00e0 classe trabalhadora\u201d, decretou.<\/p>\n<p><strong>De olho nos patr\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Segundo dados do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), dos 370 reajustes analisados no primeiro semestre deste ano, 96,5% tiveram aumento acima da infla\u00e7\u00e3o, 3% apresentaram \u00edndice igual \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e 0,5% abaixo.<\/p>\n<p>No segundo semestre, por\u00e9m, os patr\u00f5es t\u00eam dificultado as negocia\u00e7\u00f5es. Secret\u00e1rio de Finan\u00e7as da CUT, Quintino Severo, tamb\u00e9m citou em seu discurso a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o para ampliar as conquistas.<\/p>\n<p>\u201cTemos consci\u00eancia de que a melhor sa\u00edda para combater os impactos negativos da crise \u00e9 valorizando os sal\u00e1rios, gerando empregos e garantindo os direitos da classe trabalhadora\u201d, disse.<\/p>\n<p>Secret\u00e1ria Geral Adjunta da CUT, Maria Faria destacou que a greve \u00e9 fundamental para ampliar direitos de todos os trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201c A greve \u00e9, sim, um instrumento para melhorar a vida dos trabalhadores, mas serve tamb\u00e9m para melhorar o desenvolvimento do pa\u00eds. N\u00e3o \u00e9 uma luta exclusiva de uma categoria, mas de um conjunto de atores que querem um pa\u00eds mais justo, solid\u00e1rio, com distribui\u00e7\u00e3o de renda e desenvolvimento social, que valorize os aposentados e respeite os jovens e crian\u00e7as.\u201c<\/p>\n<p><strong>Banc\u00e1rios \u2013<\/strong> a greve dos banc\u00e1rios chegou nesta quinta-feira (20) ao seu terceiro dia, com cerca de 8 mil ag\u00eancias paralisadas em todo o pa\u00eds. Na Avenida Paulista, o Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo ocupou nesta manh\u00e3 todos os bancos da regi\u00e3o, com os trabalhadores se somando as categorias presentes ao ato unificado para cobrar da Fenaban uma proposta decente que contemple todas as reivindica\u00e7\u00f5es da categoria, entre elas 5% de aumento real.<\/p>\n<p>A pauta de reivindica\u00e7\u00f5es foi entregue \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o dos Bancos no dia 1\u00ba de agosto. O patronato apresentou uma \u00fanica proposta no dia 28 com um \u00edndice irris\u00f3rio de 0,58% de aumento real. \u201c\u00c9 inadmiss\u00edvel que o setor que obt\u00e9m os maiores lucros, que utiliza as maiores taxas de juros e outros artif\u00edcios para engordar seus ganhos, apresente uma proposta de 0,58% de aumento real para os trabalhadores, ao mesmo tempo que remunera em 9,7% os seus executivos\u201d, repudiou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).<\/p>\n<p>A Contraf encaminhou cartas \u00e0 Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar sua disposi\u00e7\u00e3o em negociar, mas sem resposta, a alternativa foi o iniciar uma greve nacional por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>A presidenta do Sindicato dos Banc\u00e1rios de S\u00e3o Paulo, Juvandia Moreira Leite, passou durante o ato algumas informa\u00e7\u00f5es que comprovam a gan\u00e2ncia dos banqueiros. As seis maiores institui\u00e7\u00f5es financeiras lucraram R$25 bilh\u00f5es somente no primeiro semestre. O HSBC (banco ingl\u00eas) e o Santander (banco espanhol) cobram 7% de juros na Europa, enquanto que no Brasil cobram um valor 10 vezes maior. Sem contar que o Brasil possui o maior spread banc\u00e1rio (diferen\u00e7a entre o que o banco paga para captar dinheiro de investidores e o que cobra de juros dos tomadores de empr\u00e9stimos).<\/p>\n<p>\u201cNada mais justo do que divis\u00e3o dos lucros com quem ajuda a construir toda essa riqueza. H\u00e1 executivos no Ita\u00fa que ganharam R$ 8 milh\u00f5es, enquanto o piso do banc\u00e1rio \u00e9 de R$ 1.400. E mesmo assim os banqueiros mant\u00e9m a postura intransigente. A \u00fanica forma de dobr\u00e1-los \u00e9 com a greve\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o econ\u00f4mica, incluindo um reajuste acima da infla\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o do piso salarial e PLR maior, os banc\u00e1rios querem tamb\u00e9m mais empregos e fim da rotatividade, fim das metas abusivas e do ass\u00e9dio moral, mais seguran\u00e7a nas ag\u00eancias e igualdade de oportunidades.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n<strong>\u00a0Metal\u00fargicos &#8211;<\/strong> os metal\u00fargicos da base da FEM-CUT\/SP em todo o estado de S\u00e3o Paulo (ABC, Cajamar, Itu, Salto, Sorocaba, S\u00e3o Carlos, Taubat\u00e9 e Sorocaba) iniciaram na semana passada greves, paralisa\u00e7\u00f5es de advert\u00eancias e atrasos nos turnos nas empresas onde o setor patronal ainda n\u00e3o avan\u00e7ou na proposta de reajuste salarial de 8%.<\/p>\n<p>Presente ao ato unificado, Valmir Marques, o Biro Biro, presidente da FEM, reiterou que a categoria fortalecer\u00e1 os atos e paralisa\u00e7\u00f5es nas pr\u00f3ximas semanas. \u201cS\u00f3 a nossa organiza\u00e7\u00e3o e unidade para quebrar a resist\u00eancia do setor patronal\u201d, exalta.<\/p>\n<p>Para o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Metal\u00fargicos (CNM), Paulo Cayres, o governo tem feito a sua parte, ao diminuir os impostos. E apontou que agora cabe \u00e0s categorias pressionar os patr\u00f5es para que n\u00e3o transformem esse benef\u00edcio em concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>\u201cCrescer n\u00e3o \u00e9 errado, errado \u00e9 n\u00e3o dividir. Os empres\u00e1rios j\u00e1 receberam mais de R$ 1 bilh\u00e3o em isen\u00e7\u00f5es. S\u00f3 de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) foram R$ 800 milh\u00f5es\u201d, citou.<\/p>\n<p><strong>Petroleiros \u2013<\/strong> com data base em setembro, os petroleiros intensificaram nesta semana suas mobiliza\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s recusa da Petrobr\u00e1s em atender as reivindica\u00e7\u00f5es da categoria. A empresa prop\u00f4s \u00e0 categoria 6,5% de reajuste salarial, o que representa ganho real entre 0,9% e 1,2%, dependendo do n\u00edvel salarial da cada trabalhador.\u00a0 Os petroleiros reivindicam 10% de ganho real.<\/p>\n<p>Reunidos em frente \u00e0 sede da Petrobras na Avenida Paulista na manh\u00e3 desta quinta (20), os petroleiros repudiaram a proposta apresentada pela empresa e reafirmaram sua disposi\u00e7\u00e3o de luta.<\/p>\n<p>\u201cSe nos curvarmos, a crise vai aumentar e chegar aqui. A sa\u00edda \u00e9 fortalecer o mercado interno e isso n\u00e3o acontecer\u00e1 se aceitarmos propostas vergonhosas como a da Petrobr\u00e1s, que ofereceu entre 0,9% a 1,2% de ganho real\u201d, afirmou Jo\u00e3o Moraes, coordenador reral da Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP).<\/p>\n<p>O dirigente aproveitou para convocar os trabalhadores a integrarem uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o que a Federa\u00e7\u00e3o promover\u00e1 no dia 17 de outubro, no Minist\u00e9rio do Planejamento. No pr\u00f3ximo dia 26, os petroleiros tamb\u00e9m far\u00e3o uma paralisa\u00e7\u00e3o de 24 horas como forma de advert\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmicos \u2013<\/strong> A categoria qu\u00edmica no estado de S\u00e3o Paulo dar\u00e1 a largada na campanha salarial nesta sexta (21) com assembleias em todo o Estado para a aprova\u00e7\u00e3o da pauta de reivindica\u00e7\u00f5es. O calend\u00e1rio inclui ainda a apresenta\u00e7\u00e3o da pauta ao setor patronal na pr\u00f3xima semana e o in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es no come\u00e7o de outubro.<\/p>\n<p>\u201cReivindicamos 12% de reajuste salarial, piso de R$ 1.400,00, redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, entre outros pontos. Se as nossas reivindica\u00e7\u00f5es n\u00e3o forem atendidas pelo setor patronal, vamos fazer igual aos companheiros e companheiras que est\u00e3o em greve por aumento real e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, afirmou Carlos Eduardo de Brito, o Carioca, dirigente do Sindicato dos Qu\u00edmicos de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Trabalhadores nos Correios &#8211;<\/strong> Como no ano passado, a dire\u00e7\u00e3o dos Correios abandonou o processo de negocia\u00e7\u00e3o, apostando na judicializa\u00e7\u00e3o da greve dos trabalhadores, iniciada nesta semana em 23 regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A categoria reivindica um aumento de 43,7% e R$ 200 linear, ticket de R$ 35, a contrata\u00e7\u00e3o imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceiriza\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de outros pontos para garantia de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Aerovi\u00e1rios, aeronautas e vidreiros \u2013<\/strong> No dia 28 de setembro, os trabalhadores aerovi\u00e1rios e aeronautas entregar\u00e3o sua pauta de reivindica\u00e7\u00f5es ao setor patronal. \u201cExpectativa \u00e9 de uma campanha muita dura e dif\u00edcil, mas faremos todos os esfor\u00e7os para que as demandas da categoria sejam atendidas. Se for preciso, vamos \u00e0 greve\u201d, enfatizou Celso Klafke, presidente da Fentac\/CUT (Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Avia\u00e7\u00e3o Civil).<\/p>\n<p>Com data-base em dezembro, os vidreiros de S\u00e3o Paulo est\u00e3o discutindo ainda a sua pauta de reivindica\u00e7\u00f5es. Jos\u00e9 Fernando da Silva, o Cabe\u00e7\u00e3o, dirigente do Sindicato que representa a categoria,adianta que uma das demandas da categoria \u00e9 a mudan\u00e7a do m\u00eas da data-base.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(Luiz Carvalho e William Pedreira)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos transformar a luta das categorias em luta de classes, afirma presidente da CUT Desde as primeiras horas da manh\u00e3 desta quinta-feira (20), cerca de dois mil trabalhadores ocuparam a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":33506,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14840"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/33506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}