{"id":12942,"date":"2012-03-26T10:00:17","date_gmt":"2012-03-26T10:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=12942"},"modified":"2012-03-26T10:00:17","modified_gmt":"2012-03-26T10:00:17","slug":"pesquisa-do-ipea-revela-brasileiro-leva-cada-vez-mais-trabalho-para-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=12942","title":{"rendered":"Pesquisa do Ipea revela: brasileiro leva cada vez mais trabalho para casa"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><strong>Reduzir a jornada de trabalho \u00e9 vital para amortiza\u00e7\u00e3o do problema<\/strong><br \/>\n\u00a0<br \/>\nEstabelecer limites entre a jornada de trabalho e o tempo livre \u00e9 uma tarefa cada vez mais dif\u00edcil para os brasileiros. Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA), nesta quarta (21), mostra que, apesar da anunciada pujan\u00e7a da economia, da redu\u00e7\u00e3o do desemprego e do aumento da contrata\u00e7\u00e3o de trabalhadores formais, o brasileiro trabalha cada vez mais e com maior intensidade.<\/p>\n<p>\u201cParte desta contradi\u00e7\u00e3o pode ser explicada porque as fronteiras entre o tempo de trabalho e o tempo livre est\u00e3o se diluindo. Mesmo ap\u00f3s completar a jornada formal, o trabalhador n\u00e3o consegue se desligar e acaba levando trabalho para casa, para o transporte coletivo, enfim, para seu per\u00edodo de descanso\u201d, afirma o t\u00e9cnico em Planejamento e Pesquisa do Ipea, And\u00e9 Gambier Campos.<\/p>\n<p>Foram entrevistadas 3.796 pessoas, em \u00e1reas urbanas das cinco regi\u00f5es do pa\u00eds. Assalariados e aut\u00f4nomos apresentaram percep\u00e7\u00f5es bastante diversas. \u201cOs trabalhadores subordinados, os assalariados, vivem uma realidade muito espec\u00edfica, diferente dos aut\u00f4nomos. Os assalariados enxergam com muita clareza a diferen\u00e7a entre tempo livre e tempo de trabalho. J\u00e1 os aut\u00f4nomos, n\u00e3o\u201d, esclarece o t\u00e9cnico do IPEA.<\/p>\n<p>Quase metade dos entrevistados (45,4%) disse que n\u00e3o se desliga totalmente<br \/>\ndo trabalho ap\u00f3s o t\u00e9rmino da jornada formal. As novas tecnologias t\u00eam impacto preponderante na redu\u00e7\u00e3o do tempo livre. Por meio delas, s\u00e3o acionados e monitorados os 26% dos entrevistados obrigados a ficarem de prontid\u00e3o pelos seus superiores. Outros 8% precisam desenvolver alguma atividade extra, por meio de celular ou internet.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 37,7% sentem que o tempo livre vem diminuindo por causa do trabalho e 39,5% acreditam que o tempo dedicado ao trabalho j\u00e1 compromete sua qualidade de vida. Desses \u00faltimos, 13% alegam que o trabalho extra gera cansa\u00e7o e estresse. Para 9,8%, compromete suas rela\u00e7\u00f5es com a fam\u00edlia; para 7,2%, prejudica o tempo para estudo, lazer e pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas; para 5,8%, dificulta as rela\u00e7\u00f5es de amizade e, para 2,9%, causa falta de motiva\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio trabalho.<\/p>\n<p>Quase metade dos entrevistados (48,8%) apresenta rea\u00e7\u00f5es negativas quando precisa dedicar seu tempo livre \u00e0s atividades laborais. Entretanto, esses trabalhadores n\u00e3o conseguem se organizar coletivamente para reagir \u00e0 press\u00e3o excessiva, por medo de perderem o emprego. A rea\u00e7\u00e3o mais comum, que atinge 36,7% deles, \u00e9 a conforma\u00e7\u00e3o individual. Outros 5,1% ficam tristes por n\u00e3o sentirem prazer no trabalho e 7% se revoltam por n\u00e3o terem tempo para se dedicar a outras atividades.<\/p>\n<p>Apesar de todos os problemas, 78,5% dos entrevistados n\u00e3o pensam em mudar de emprego. \u201cTrocar de trabalho ainda \u00e9 um fen\u00f4meno muito impactante na vida das pessoas\u201d afirma Campos.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o da jornada<\/strong><br \/>\n\u00a0<br \/>\nPara o t\u00e9cnico do Ipea, a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, associada \u00e0 uma normatiza\u00e7\u00e3o do trabalho telem\u00e1tico, ou seja, em redes de computadores, pode impactar positivamente neste quadro. Segundo ele, a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) preconiza como jornada adequada 40 horas semanais. Como a jornada brasileira ainda \u00e9 de 44 horas, h\u00e1 margem para redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, afirma que tramita na C\u00e2mara, desde 1995, Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que prop\u00f5e a redu\u00e7\u00e3o da jornada brasileira de 44 para 40 anos, uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga do movimento sindical.<\/p>\n<p>Em 2009, a proposta foi aprovada pela comiss\u00e3o especial institu\u00edda pela casa para avali\u00e1-la. Desde ent\u00e3o, encontra-se engavetada. \u201cDepois que inventaram essa hist\u00f3ria de que um projeto s\u00f3 vai \u00e0 vota\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio por consenso dos l\u00edderes das bancadas, ficou ainda mais dif\u00edcil para n\u00f3s\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O dirigente aponta que a redu\u00e7\u00e3o da jornada ir\u00e1 gerar mais empregos e proporcionar mais qualidade de vida ao trabalhador. Por isso, a central mant\u00e9m uma campanha permanente para que o projeto seja aprovado pelo parlamento. No dia 18\/5, haver\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds a favor da pauta.<\/p>\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho telem\u00e1tico, que engloba as novas tecnologias, \u00e9 objeto de uma proposta de projeto de lei em gesta\u00e7\u00e3o na Casa Civil. O governo ainda n\u00e3o informou quando ela ser\u00e1 conclu\u00edda e encaminhada ao Congresso Nacional. <em>(Najla Passos &#8211; Carta Maior)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reduzir a jornada de trabalho \u00e9 vital para amortiza\u00e7\u00e3o do problema \u00a0 Estabelecer limites entre a jornada de trabalho e o tempo livre \u00e9 uma tarefa cada vez mais dif\u00edcil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12942"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12942"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12942\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}