{"id":12809,"date":"2012-03-16T11:19:10","date_gmt":"2012-03-16T11:19:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=12809"},"modified":"2012-03-16T11:19:10","modified_gmt":"2012-03-16T11:19:10","slug":"dilma-exige-tarifa-menor-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=12809","title":{"rendered":"Dilma exige tarifa menor de energia"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\">Uma grande disputa no governo em torno da renova\u00e7\u00e3o dos contratos de concess\u00e3o de energia que vencem a partir de 2015 est\u00e1 pr\u00f3xima de um desfecho. A presidente Dilma Rousseff est\u00e1 para bater o martelo sobre o percentual de redu\u00e7\u00e3o das tarifas que exigir\u00e1 das concession\u00e1rias para renovar os contratos. Se seguir a recomenda\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos do governo, a redu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 8%. Este \u00e9 o percentual sugerido em estudo detalhado sobre o setor, feito \u00e0 pedido da presidente.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nA presidente se reuniu ontem com o ministro das Minas e Energia, Edison Lob\u00e3o, e com o presidente da Aneel, Nelson Hubner, para tratar do assunto. Dilma s\u00f3 aceita renovar as concess\u00f5es, se as empresas reduzirem as tarifas de energia para os consumidores. Pediu um estudo t\u00e9cnico para saber qual a margem que essas empresas poderiam abrir m\u00e3o, sem preju\u00edzos aos investimentos. A presidente Dilma Rousseff quer uma queda maior nas tarifas, porque a redu\u00e7\u00e3o teria um impacto positivo no controle da infla\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nO percentual de 8% considera que investimentos feitos pelas empresas ao construir as usinas j\u00e1 foram pagos e, portanto, n\u00e3o haveria preju\u00edzo \u00e0s companhias do setor. Mas a presidente est\u00e1 tendo que administrar tamb\u00e9m a press\u00e3o da Eletrobr\u00e1s &#8211; principal atingida pela queda das tarifas &#8211; que n\u00e3o quer o desconto, temendo perda de receita.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nOs contratos que v\u00e3o vencer em 2015 asseguram o fornecimento de energia a 40% dos brasileiros. No total, essas usinas representam 28% da receita da energia produzida no pa\u00eds e 22% da receita do setor el\u00e9trico brasileiro. Essas concess\u00f5es venceram em 1995, mas, como a legisla\u00e7\u00e3o previa, foram renovadas por 20 anos. Por isso, deveriam ir a leil\u00e3o em 2015.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nA renova\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser definida preservando algumas condi\u00e7\u00f5es. Por exemplo, se empresa do setor el\u00e9trico n\u00e3o aceitar a redu\u00e7\u00e3o na receita, a concess\u00e3o poder\u00e1 ir a uma nova licita\u00e7\u00e3o. Outro fator t\u00e9cnico a ser definido s\u00e3o os prazos dos novos contratos. Eles dever\u00e3o ser ter novos prazos escalonados, para que n\u00e3o ven\u00e7am de uma s\u00f3 vez e causem novo problema como o atual.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n<strong>Tempo m\u00e9dio de apag\u00e3o ficou maior em 2011<\/strong><br \/>\n\u00a0<br \/>\nO brasileiro ficou mais tempo sem luz em 2011, em compara\u00e7\u00e3o a 2010. Segundo a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), o tempo m\u00e9dio sem energia el\u00e9trica subiu de 18,38 horas para 18,48 horas no ano passado. Mas o n\u00famero de interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento caiu, de 11,31 vezes em m\u00e9dia em 2010 para 11,18 em 2011. Isso significa que, a cada interrup\u00e7\u00e3o, demorou mais tempo para o fornecimento de luz ser retomado.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nNa compara\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos dez anos, o n\u00famero de horas sem fornecimento de energia s\u00f3 ficou abaixo de 2009, quando houve um grande apag\u00e3o motivado por falha na linha de transmiss\u00e3o que liga Itaipu ao resto do pa\u00eds. Nos tr\u00eas \u00faltimos anos, por\u00e9m, esse indicador supera a meta geral dada pela Aneel.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nOs quatro milh\u00f5es de clientes da Light tiveram um forte aumento no n\u00famero de interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento de energia, de 5,76 vezes em 2010 para 7,76 em 2011. Esse \u00edndice, por\u00e9m, ficou abaixo do limite estabelecido pela Aneel para a distribuidora, de 8,15. J\u00e1 o n\u00famero de horas sem luz na \u00e1rea da Light estourou o teto de 9,68 horas e chegou ao recorde de 16,73 horas, com alta de quase 50% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nNa \u00e1rea da Ampla, com 2,6 milh\u00f5es de clientes ao fim de 2011, melhorou a qualidade do fornecimento de energia. O n\u00famero m\u00e9dio de interrup\u00e7\u00f5es no ano passado foi de 9,83, sendo que no ano anterior esse \u00edndice fora de 12,74. O n\u00famero de horas sem luz tamb\u00e9m caiu, de 23,81 horas para 19,24 horas, embora esse indicador ainda esteja acima do limite definido pela Aneel, de 14,51 horas.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nNo ano passado, foram conectados ao sistema el\u00e9trico mais de dois milh\u00f5es de novos clientes, chegando ao total de 69 milh\u00f5es de resid\u00eancias e empresas com acesso a energia el\u00e9trica do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Danilo Fariello e Monica Tavares<\/em><br \/>\n\u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma grande disputa no governo em torno da renova\u00e7\u00e3o dos contratos de concess\u00e3o de energia que vencem a partir de 2015 est\u00e1 pr\u00f3xima de um desfecho. 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