{"id":12759,"date":"2012-03-09T15:54:29","date_gmt":"2012-03-09T15:54:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=12759"},"modified":"2012-03-09T15:54:29","modified_gmt":"2012-03-09T15:54:29","slug":"dia-internacional-da-mulher-mais-de-cinco-mil-tomam-as-ruas-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=12759","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher: mais de cinco mil tomam as ruas de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p class=\"caps\"><strong>Mulheres do Sinergia CUT participaram da marcha Nenhum Direito a Menos, Muitas Conquistas Mais<\/strong><\/p>\n<p>Dia 8 de mar\u00e7o \u00e9 dia de batalha. Mas, uma diferente, pac\u00edfica, sem invas\u00e3o de territ\u00f3rio ou etnoc\u00eddio. Por\u00e9m, fundamental para impedir que conquistas n\u00e3o se percam e para que a igualdade permane\u00e7a como reivindica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para todos aqueles que desejam uma sociedade justa.<\/p>\n<p>Desde a manh\u00e3, milhares de mulheres ocuparam as ruas de todo o pa\u00eds com gritos de ordem, batuques, cartazes, faixas e bandeiras. Na capital paulista, mais de 5000 marcharam pelo centro velho da cidade e unificaram reivindica\u00e7\u00f5es como pol\u00edticas p\u00fablicas capazes de permitir o acesso das fam\u00edlias \u00e0 habita\u00e7\u00e3o decente e vagas em creches, essenciais para que as trabalhadoras participar dos espa\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Na Pra\u00e7a da S\u00e9, um grande grupo de sindicalistas se reunia diante da Catedral da S\u00e9, sempre observadas de perto pela pol\u00edcia. O contingente de militares, por\u00e9m, era maior ali ao lado, onde camponesas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina ocupavam a entrada do Tribunal de Justi\u00e7a Do Estado. Denunciavam o descaso do poder p\u00fablico no avan\u00e7o da reforma agr\u00e1ria, a viol\u00eancia, a persegui\u00e7\u00e3o sofrida pelos trabalhadores rurais e a injusti\u00e7a hist\u00f3rica imposta pelo poder Judici\u00e1rio que, segundo as camponesas, s\u00f3 coloca na condi\u00e7\u00e3o de r\u00e9us os trabalhadores do campo e os oper\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Estado culpado<br \/>\n<\/strong>As vaias ao governo de S\u00e3o Paulo, entendido como repressor, sinalizava o ato simb\u00f3lico que iniciava no in\u00edcio da tarde: o j\u00fari popular, que colocou na condi\u00e7\u00e3o de r\u00e9us o Estado de S\u00e3o Paulo e o pr\u00f3prio poder Judici\u00e1rio.<br \/>\n\u201cMulheres do povo, mulheres guerreiras, na luta por justi\u00e7a n\u00f3s somos companheiras\u201d, assim entoavam elas ao dar o veredito que condenou a opress\u00e3o personificada, fundamentalmente, pelo modelo de governo impopular presente no Estado de S\u00e3o Paulo e no uso ilegal de decis\u00f5es judiciais para atender a interesses de uma minoria, como no caso recente do Pinheirinho.<\/p>\n<p>Antes de unirem for\u00e7a \u00e0s trabalhadoras da cidade, as camponesas lembravam ainda que a agilidade para criminalizar os movimentos sociais n\u00e3o se repete quando \u00e9 preciso assentar quem precisa de terra.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o problema n\u00e3o se restringe ao campo, como bem lembrou a lideran\u00e7a da Uni\u00e3o dos Movimentos de Moradia, Elisabete Silveira, que ocupou com mais de 250 mulheres um pr\u00e9dio na regi\u00e3o da rua Riachuelo na madrugada de 7 para 8 de mar\u00e7o. Como se tratou de um ato simb\u00f3lico, no in\u00edcio da tarde o local j\u00e1 estava pronto novamente para ficar abandonado. \u201cQueremos mostrar que os pr\u00e9dios est\u00e3o vazios, h\u00e1 lugar para colocar as fam\u00edlias, mas n\u00e3o h\u00e1 interesse pol\u00edtico. Estamos juntos nessa luta\u201d, comentou ela, que vestia uma faixa na cabe\u00e7a e uma saia lil\u00e1s, s\u00edmbolo do movimento feminista.<\/p>\n<p>Dirigentes cutistas tamb\u00e9m marcaram presen\u00e7a. Al\u00e9m da secret\u00e1ria Sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, o presidente Artur Henrique, o secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Jo\u00e3o Fel\u00edcio, e a secret\u00e1ria de Comunica\u00e7\u00e3o Rosane Bertotti, participaram da mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rosane Silva citou que o objetivo de as mulheres ocuparem as ruas era cobrar mais democracia, liberdade e autonomia, tamb\u00e9m no campo sindical. Nesse momento, ela lembrou que a Central realizar\u00e1 um plebiscito entre o final deste m\u00eas e durante todo o m\u00eas de abril para ouvir os trabalhadores sobre o imposto sindical. \u201cVamos todos dizer n\u00e3o a essa forma de cobran\u00e7a\u201d, afirmou. A proposta da Central \u00e9 substituir o imposto por uma contribui\u00e7\u00e3o negocial definida democraticamente em assembleia.<\/p>\n<p><strong>Atua\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico<\/strong><br \/>\nSecret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, S\u00f4nia Auxiliadora, ressaltou o papel essencial do Estado no combate \u00e0 desigualdade. \u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam a equipara\u00e7\u00e3o de direitos \u00e9 a nossa principal reivindica\u00e7\u00e3o. Para isso \u00e9 preciso investir em creche, habita\u00e7\u00e3o\u201d, lembrou.<\/p>\n<p>O tema tamb\u00e9m esteve presente na interven\u00e7\u00e3o da cantora e deputada estadual Leci Brand\u00e3o (PCdoB-SP). \u201cReclamamos da viol\u00eancia e a\u00ed veio o presidente Lula e assinou a Lei Maria da Penha. Mas, onde est\u00e3o as delegacias especializadas para atendimento \u00e0 mulher em S\u00e3o Paulo?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>J\u00e1 diante na Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, ponto final da marcha, Nalu Farias, da Marcha Mundial de Mulheres, relembrou porque elas estavam na rua e a import\u00e2ncia daquela manifesta\u00e7\u00e3o. \u201cAs mulheres sempre foram lembradas na hist\u00f3ria como amantes dos her\u00f3is. H\u00e1 200 anos, o movimento aut\u00f4nomo de mulheres come\u00e7ou a organizar essa luta. N\u00e3o estamos separadas do resto da sociedade, mas o 8 de mar\u00e7o \u00e9 um dia em que lutamos para sermos protagonistas e dizermos n\u00e3o ao patriarcado e \u00e1s rela\u00e7\u00f5es de poder entre homens e mulheres\u201d, finalizou.\u00a0<em>(Luiz Carvalho e Tatiana Melin)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres do Sinergia CUT participaram da marcha Nenhum Direito a Menos, Muitas Conquistas Mais Dia 8 de mar\u00e7o \u00e9 dia de batalha. 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