{"id":11607,"date":"2011-11-11T08:41:19","date_gmt":"2011-11-11T08:41:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sinergiacut.org.br\/?p=11607"},"modified":"2011-11-11T08:41:19","modified_gmt":"2011-11-11T08:41:19","slug":"movimentos-sociais-se-unem-para-garantir-agua-e-energia-eletrica-barata-para-todos-os-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/?p=11607","title":{"rendered":"Movimentos sociais se unem para garantir \u00e1gua e energia el\u00e9trica barata para todos os brasileiros"},"content":{"rendered":"<div id=\"ck\">\n<p class=\"caps\">Est\u00e3o em curso no Brasil duas tentativas muito bem orquestradas para privatizar o servi\u00e7o de \u00e1gua e saneamento e tamb\u00e9m o que resta de controle p\u00fablico no setor de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Para se contrapor a esses dois movimentos, a CUT, a FNU-CUT (Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Urbanit\u00e1rios) e movimentos sociais organizaram e j\u00e1 colocaram nas ruas duas campanhas. Uma \u00e9 intitulada \u201c\u00c1gua para o Brasil \u2013 um Direito de Todos n\u00e3o Pode Virar Lucro de Alguns\u201d. A outra tem dois motes: \u201cTodos pela Energia. Privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a Solu\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cRenovar J\u00e1. O Brasil N\u00e3o Pode Parar\u201d.<\/p>\n<div id=\"lc2748\">\n<div id=\"c2748\">Dorival Elze<\/div>\n<\/div>\n<p>\u00a0As duas campanhas foram apresentadas na tarde de quinta, dia 10, em coletiva de imprensa da qual participaram jornalistas da imprensa sindical cutista e dos ve\u00edculos TV CUT, Rede Brasil Atual, TVT, Ag\u00eancia Brasil, R\u00e1dio Brasil Atual e ABCD Maior.<\/p>\n<p>O conceito b\u00e1sico da campanha \u201c\u00c1gua Para o Brasil\u201d \u00e9 o de que se as prefeituras decidirem convidar grupos privados para ampliar o servi\u00e7o de \u00e1gua e esgoto nas cidades, os empres\u00e1rios que atenderem ao apelo n\u00e3o v\u00e3o investir em redes para servir as parcelas mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, nem aquelas que moram distantes dos centros urbanos. Essas comunidades n\u00e3o s\u00e3o consideradas lucrativas pelos empres\u00e1rios: o volume de consumo que elas t\u00eam \u00e9 classificado como baixo e os recursos extras para construir obras em locais de dif\u00edcil acesso s\u00e3o tidos como de dif\u00edcil retorno.<\/p>\n<p><strong>Empreiteiras assediam prefeituras<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo assim, v\u00e1rias prefeituras v\u00eam sendo assediadas por grandes empreiteiras que querem convenc\u00ea-las a recorrer ao instrumento das parcerias p\u00fablico-privadas para construir e ampliar as redes de capta\u00e7\u00e3o, tratamento e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Quem faz o alerta \u00e9 o presidente da FNU, Franklin Moreira Gon\u00e7alves: \u201cA Odebrecht, por exemplo, j\u00e1 anunciou publicamente que quer dominar 30% do mercado de \u00e1gua e saneamento no Brasil\u201d. Franklin destaca que empresas como essas procuram apenas cidades com infraestrutura avan\u00e7ada, como Cachoeiro do Itapemirim, o segundo maior munic\u00edpio do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>E as condi\u00e7\u00f5es oferecidas a esses empres\u00e1rios, segundo o presidente da FNU, representam o melhor dos mundos para quem quer ganhar dinheiro sem correr riscos. \u201cOs investidores privados captam dinheiro com recurso subsidiado no BNDES e ainda t\u00eam uma cl\u00e1usula no contrato de que a prefeitura ou o Estado vai cobrir as perdas caso o lucro pretendido n\u00e3o seja alcan\u00e7ado\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto isso, os munic\u00edpios da zona rural ou do sert\u00e3o dificilmente s\u00e3o procurados por essas empresas. L\u00e1, quem vai ter de investir \u00e9 mesmo o Estado\u201d, completa o presidente da CUT, Artur Henrique. \u201cE a\u00ed vai faltar recurso, o BNDES n\u00e3o investe\u201d.<\/p>\n<p>Para ele, o melhor modelo para a sociedade brasileira ter servi\u00e7os de \u00e1gua e esgoto de qualidade, que atendam todos os cidad\u00e3os e a pre\u00e7os justos, \u00e9 a parceria p\u00fablico-p\u00fablica, ou seja, que empresas estaduais de saneamento fa\u00e7am projetos junto com as municipais. Neste ponto, ser\u00e1 preciso reestruturar diversas empresas p\u00fablicas do setor, para capacit\u00e1-las a obter financiamento e a gerir projetos com qualidade \u2013 o que \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel e vi\u00e1vel economicamente, na vis\u00e3o das entidades que promovem a campanha \u201c\u00c1gua para o Brasil\u201d.<\/p>\n<p><strong>Energia barata para empresas \u00e0s custas do povo<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 no setor de energia el\u00e9trica, o risco \u00e9 parecido, mas o formato da amea\u00e7a \u00e9 diferente. Pela legisla\u00e7\u00e3o vigente, elaborada na \u00e9poca das privatiza\u00e7\u00f5es, haver\u00e1 novas rodadas de licita\u00e7\u00e3o, a partir de 2014, que v\u00e3o privatizar empresas do setor que ainda permanecem sob controle estatal.<\/p>\n<p>Diversos setores empresariais est\u00e3o defendendo as licita\u00e7\u00f5es, notadamente a Fiesp, que inclusive veiculou comerciais na TV e no r\u00e1dio e an\u00fancios de jornal e revista em favor da ideia. Astutamente, a Fiesp veiculou a campanha afirmando que isso vai garantir tarifas mais baixas para a energia que o cidad\u00e3o consome em sua casa.<\/p>\n<p>Mas o que est\u00e1 de fato por tr\u00e1s dessa investida empresarial, na verdade, \u00e9 o desejo de adquirir empresas de energia e us\u00e1-las a seu pr\u00f3prio favor. O racioc\u00ednio \u00e9 simples: o dono da companhia de gera\u00e7\u00e3o de energia vai poder usar essa mesma energia em suas ind\u00fastrias por pre\u00e7o muito, muito baixo, e transferir os custos para o consumidor residencial, aumentando as tarifas.<\/p>\n<p>Isso j\u00e1 acontece desde as primeiras privatiza\u00e7\u00f5es. Hoje em dia, um cidad\u00e3o comum paga, em m\u00e9dia, R$ 200 por megawatt\/hora (sem contar os impostos). Uma fabricante de alum\u00ednio, por exemplo, paga pelo mesmo megawatt\/hora apenas R$ 50, em m\u00e9dia. \u201cIsso quer dizer que n\u00f3s, os trabalhadores, estamos pagando muito mais s\u00f3 para sustentar o grande desconto que os empres\u00e1rios desfrutam\u201d, traduz Gilberto Cervinski, da coordena\u00e7\u00e3o nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens. \u201cSem falar que muitas dessas empresas n\u00e3o geram empregos, tomam recursos p\u00fablicos subsidiados, s\u00e3o poluentes e ainda destinam a maior parte de sua produ\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Por conta desses e outros fatores, a CUT, a FNU e os movimentos sociais defendem a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es j\u00e1 existentes no setor el\u00e9trico e a suspens\u00e3o de todos os futuros leil\u00f5es de privatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, alerta Artur Henrique, n\u00e3o basta a renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es. \u00c9 preciso aproveitar esse debate para exigir que no processo das renova\u00e7\u00f5es se incluam novas exig\u00eancias sobre as empresas nos quesitos qualidade, pre\u00e7o de tarifa, investimentos em manuten\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o, treinamento e qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201cEssas regras podem ser estabelecidas nos editais que ser\u00e3o elaborados. Para isso, o movimento sindical e os movimentos sociais v\u00e3o ter de estar mobilizados para pressionar por essas mudan\u00e7as. Essa \u00e9 a raz\u00e3o de estarmos lan\u00e7ando essas duas campanhas\u201d, finaliza o presidente da CUT.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>(Isa\u00edas Dalle)<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e3o em curso no Brasil duas tentativas muito bem orquestradas para privatizar o servi\u00e7o de \u00e1gua e saneamento e tamb\u00e9m o que resta de controle p\u00fablico no setor de energia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0},"categories":[40],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11607"}],"collection":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sistema.sinergiacut.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}