O delegado seccional de Polícia Civil de Campinas afimou que apuração será feita pelo Setor de Homicídios da DIG
O delegado seccional da Polícia Civil de Campinas, José Carneiro Rolim Neto, informou nesta terça-feira (25/01) que as investigações sobre o assassinato do prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho, estão sob sigilo. Ele reafirmou que a apuração está aos cuidados do Setor de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP) da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas.
O crime ocorreu na noite de 10 de setembro de 2001. Apurações da Polícia Civil, efetuadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, apontaram o assassinato como sendo praticado pela quadrilha do sequestrador Andinho (Wanderson Nilton de Paula Lima). O juiz da Vara de Execuções de Campinas, José Henrique Rodrigues Torres, não se contentou com as apurações e pediu reabertura do caso pela Polícia Civil.
Segundo apuração do portal RAC, as primeiras pessoas a serem ouvidas devem ser familiares do ex-prefeito, como sua mulher Roseana Garcia e o irmão dele. O inquérito tem 27 volumes, com depoimentos de parentes, amigos, pessoas ligadas ao prefeito por intermédio do partido político dele (PT) e ainda de outras testemunhas que afirmaram ter informações sobre o caso.
Antes de o DHPP da Capital apontar a gangue de Andinho como autora dos disparos que mataram o prefeito, policiais de Campinas detiveram quatro rapazes, com ficha criminal, como suspeitos do crime, que teria ocorrido por motivo fútil. Os quatro foram detidos, prestaram depoimentos e depois de alguns dias liberados. (Adagoberto Baptista)