Eletricitários de Araraquara definiram em democrática votação a diretoria que estará à frente do Sindicato no próximo mandato
Aconteceu na segunda, dia 17, a votação e a apuração da eleição que definiu a diretoria do Sindicato para o triênio 2011/2014. Vitória para a Chapa 1, que obteve 65% dos votos válidos. A chapa 2 ficou com 35%. Os eletricitários, ativos e aposentados deram um show de cidadania, comparecendo às urnas para, democraticamente, escolher seus representantes.
‘Todo o trabalho realizado valeu a pena. O resultado da eleição é a prova de que agir com verdade e transparência é sempre a melhor opção’, afirmou Jesus Francisco Garcia, presidente do Sinergia CUT, entidade que apoiou a Chapa 1 desde o ínício do processo eleitoral. “A participação dos trabalhadores foi fundamental para engrandecer o processo democrático e reforçar a representatividade do Sindicato’, disse o presidente dos Eletricitários de Campinas, Gentil Teixeira de Freitas.
O Sinergia CUT parabeniza os companheiros da Chapa 1, “pelo compromisso assumido com a categoria e pela transparência e retidão com a qual pautou sua vitoriosa campanha”.
Vale ressaltar que no próximo dia 27 haverá uma audiência na 3ª Vara de Araraquara, quando a vencedora Chapa 1 apresentará ao juiz os documentos necessários para provar a seriedade e a democracia no processo eleitoral. Isso se faz necessário devido a um requerimento entregue à justiça pela outra chapa alegando que o processo teria irregularidades. Mas isso não muda o resultado do pleito. Chapa 1 é a vitoriosa!
CPFL: prática antissindical Enquanto os trabalhadores das empresas Furnas, CTEEP, B.Tobace e Vitória puderam cumprir com o exercício de cidania e democracia sem qualquer problema, colocando os votos nas urnas instaladas nas dependências das empresas em Araraquara, os eleitores da CPFL tiveram que votar na rua. A empresa proibiu o uso do seu prédio para realizar a votação. Com isso, foi improvisada uma tenda do lado de fora da distribuidora de energia. Apesar dessa prática antissindical , a maioria dos trabalhadores não se intimidou.
‘Enquanto todas as outras empresas foram exemplares, respeitando um direito da categoria, a CPFL tentou impedir que os trabalhadores escolhessem seus representantes. Não conseguiu. O pessoal compareceu à urna”, disse Jesus Francisco Garcia.
Para ele, essa atitude da CPFL é um crime contra a organização do trabalho. “Me admira que isso venha de uma empresa que se diz tão preocupada com meio ambiente, sustentabilidade e responsabilidade social’, afirmou.