Políticas governamentais e ações pontuais demonstram que o empreendedorismo deve crescer no País ao longo do ano
Notícias relativas às boas perspectivas de desenvolvimento da sociedade abrem bem o ano. Quando se fala em empreendedorismo, podemos considerar que o Brasil está caminhando a passos largos e assume novos paradigmas. No discurso de posse de Tereza Campelo, Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, foram citadas metas de desenvolvimento das famílias, por meio de programas complementares do Bolsa Família. O objetivo é que as pessoas consigam superar sua situação de vulnerabilidade e atingir um desenvolvimento mais sustentável, deixando de precisar do auxílio federal. Primeiro foi dado o peixe e agora já se começa a pensar e agir para ensinar as pessoas a pescar. Em muitos casos, o caminho para a autossustentação será por meio de ações empreendedoras.
Na linha do empreendedorismo formal, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa) espera receber no mês de janeiro volume 10% maior de pedidos de informação sobre a abertura de empresas. Nesse contexto, as mulheres, importantes chefes de família, investidoras e gestoras competentes das despesas da casa, são as mais interessadas em abrir o próprio negócio, representando 55% das solicitações. Há enorme estímulo para que as oportunidades sejam bem aproveitadas e a orientação principal para evitar desapontamentos é cuidar com carinho do planejamento do novo negócio. Das empresas abertas, 25% ainda fecham no primeiro ano de vida.
Outra boa notícia dá conta de que, a partir de janeiro, os chamados sacoleiros, comerciantes informais que adquirem mercadorias no Paraguai para revendê-las no Brasil, poderão trabalhar legalmente tornando-se formalmente importadores. Não é bárbaro esse salto de sacoleiro informal para importador formal? A regulamentação da nova lei permitirá a importação anual, via terrestre, de até R$ 110 mil em produtos que constem de uma lista autorizada. Os sacoleiros poderão abrir uma microempresa e optar pelo regime de tributação do simples nacional que dará a vantagem de alíquota de 25% para pagamento dos tributos federais, bem menores do que os 42,5% pagos pelos importadores fora desse regime.
Devemos nos alegrar e comemorar todas essas importantes vitórias para a sociedade brasileira. Enquanto o governo faz sua parte fomentando o espírito empreendedor que existe em cada cidadão, as pessoas têm a oportunidade de cultivar uma nova atitude diante de um mundo sem fronteiras.(Marlene Ortega)