MP 515 direciona R$ 2 bilhões a empresas e projetos de energia elétrica. Furnas e Eletrosul têm liberação de mais de R$ 800 milhões
A Medida Provisória 515, que está em análise na Câmara dos Deputados, abre crédito extraordinário de R$ 26,673 bilhões para diversos órgãos do poder executivo e Justiça do Trabalho. A maior parte dos recursos, R$ 22,3 bilhões, vai para projetos e empresas ligados ao Ministério de Minas e Energia. Somente a Petrobras receberá R$ 12,565 bilhões. O segmento de energia elétrica terá R$ 2 bilhões. Os recursos proveem de cancelamento parcial de dotações orçamentárias e de outras fontes, de acordo com o texto da MP publicada no último dia 28 de dezembro.
Entre as empresas do setor, a Eletrobras teve direito a R$ 64 milhões dos quais R$ 57 milhões serão usados para aquisição de imóvel para a construção da sede da companhia. A Eletrosul poderá aplicar mais R$ 272,117 milhões em projetos como a construção da hidrelétrica Passo São João (RS-77 MW), que ficou com R$ 82,2 milhões, e a UHE Mauá (PR-361 MW) com R$ 115,637 milhões. Para a Chesf, foi aprovado uso de R$ 80 milhões para implantação do parque eólico Casa Nova na Bahia.
Furnas, por sua vez, terá direito a usar R$ 532,953 milhões, sendo R$ 276,620 milhões para a implantação do complexo hidrelétrico de Simplício (MG/RJ-333,1 MW) e outros R$ 170,597 milhões para a usina de Batalha (MG/GO-52,5 MW). A Petrobras vai aplicar R$ 219,211 milhões na construção da termelétrica de Cubatão (SP-216 MW). A CGTEE recebeu créditos de R$ 167,463 milhões para a construção da termelétrica a carvão Candiota III (RS-350 MW) e revitalização da usina Presidente Médici (RS-446 MW).
A MP 515 passará por votação na Câmara dos Deputados, onde poderá receber emendas na primeira semana de fevereiro, indo para o Senado em março. Se a votação não for realizada nos prazos a MP passa a ter prioridade sobre a pauta em 19 de março. (Alexandre Canazio)