CUT nas Ruas do interior paulista

20 setembro 10:29 2010

Atividades continuam. Ontem (16), foi a vez de São José do Rio Preto receber a militância cutista que lançou oficialmente a plataforma da CUT  para as eleições 2010


Na manhã de ontem (16), militantes, filiados, dirigentes sindicais cutistas de São José do Rio Preto (SP) e trabalhadores sem-terra do acampamento São Vicente, da vizinha Guarani D’Oeste, realizaram caminhada e bandeiraço pelas ruas do centro e panfletagem no terminal rodoviário de Rio Preto, a partir das 11h.


Pouco antes, desde as 9h30, realizaram um debate e o lançamento oficial da Plataforma da CUT para as Eleições 2010 no Clube do Lago, um patrimônio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, filiado à CUT.


 As atividades fazem parte da campanha CUT nas Ruas, cujo objetivo é debater com as bases da Central, desde os sindicatos, a necessidade de votar em candidatos sintonizados com as propostas e reivindicações dos trabalhadores.


 CUT nas Ruas também tem entregado a diversos candidatos pelo Brasil as propostas da Central, ao mesmo tempo em que cobra comprometimento desses candidatos. 
   


“Queremos uma nova diretriz política para o Estado de São Paulo, que não tem acompanhado o desenvolvimento do País”, sintetizou, durante o debate, Paulo Franco, bancário de Catanduva e coordenador da subsede da CUT em São José do Rio Preto e Região.


A presidente do Sindicato dos Servidores, Celi Regina da Cruz, chamou a atenção para a importância de se envolver na política e nas eleições. “Costumam dizer que político não faz nada, que é tudo igual. Mas eles trabalham sim, eles fazem muitas coisas. Por exemplo: os deputados e senadores que representam os empresários não deixam aprovar a redução da jornada, o projeto do limite de propriedade da terra”, disse, com certa ironia, para defender a necessidade de escolher parlamentares de esquerda.


Artur Henrique afirmou que a eleição ainda não está decidida no Estado de São Paulo e que acredita no segundo turno para a disputa do governo paulista. E alertou que as “baixarias” da oposição devem se intensificar nos próximos dias.


Artur, Paulo e Celi durante debate“Estamos muito próximos da eleição e o desespero dos outros só aumenta”, disse. “Olha só a cara de pau de um candidato a presidente, que está fazendo propaganda na TV prometendo salário mínimo de R$ 600. É muita cara de pau mesmo.


Porque aqui no Estado de São Paulo esse piso salarial do PSDB só funciona para algumas categorias, não é para todos os trabalhadores. E principalmente porque eles passaram oito anos no governo federal arrochando o salário mínimo, dizendo que o aumento real ia causar inflação e ia quebrar a Previdência”, atacou Artur. “Salário mínimo tem de ser para todas as categorias e tem de ter política permanente de valorização, como o governo Lula e as centrais sindicais fizeram nos últimos anos”, completou.


O caráter restritivo do salário mínimo tucano pode ser conferido através da leitura do projeto que criou esse piso no Estado de São Paulo, durante a gestão Serra. No texto, estão relacionadas as categorias que a ele têm direito.


Artur ainda esclarece que grande parte das categorias relacionadas no projeto estadual já tem piso salarial superior a R$ 600, conquistado através de acordos coletivos.


Presente ao debate no Clube do Lago e na caminhada na cidade, o candidato a deputado federal João Paulo Rillo (PT) contou uma história que viveu no dia anterior e que, segundo ele, simboliza as mudanças que o Brasil vem experimentando.


“Ontem, fazendo campanha, passei por um bar e encontrei um trabalhador da construção civil que estava tomando sua cervejinha no final do dia. Ele me disse que só vota na turma do Lula porque até alguns anos atrás ele não podia nem tomar cerveja por falta de dinheiro e por falta de paz, porque chegava em casa e as contas de luz e de água estavam vencidas ou para vencer”, disse. “Hoje ele tem emprego com carteira assinada”, completou.


Desde segunda, o presidente nacional da CUT está percorrendo cidades do interior do Estado de São Paulo, em atividades organizadas em conjunto com as subsedes da região. Na quarta (15), as atividades se deram em Votuporanga e em uma visita a um acampamento de trabalhadores sem terra organizado pela CUT regional, onde 80 pessoas aguardam assentamento há oito meses. A fazenda reivindicada já foi considerada latifúndio improdutivo.

Em São Josédo Rio Preto, ainda na tarde desta quinta, Artur Henrique visita e concede entrevistas a uma emissora de TV e a três jornais impressos. (Isaías Dalle)

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