Trabalhadores de Furnas fazem greve

09 junho 17:25 2010

Paralisação foi definida em assembleias realizadas entre ontem (07) e hoje (08) devido ao retrocesso na negociação da Campanha Salarial


Os trabalhadores de Furnas das localidades de Campinas, Pedregulho (Usina de Estreito), Araraquara e Itapeva (Usina de Itaberá) entram em greve por 72h a partir desta quarta (09). A decisão foi tomada nas assembléias deliberativas realizadas pelo Sinergia CUT entre ontem (07) e hoje (08).


O motivo da paralisação é a recusa da direção do Sistema Eletrobras em negociar de forma justa o Acordo Coletivo dos Trabalhadores. Apesar de terem acontecido três rodadas de negociação não houve nenhum avanço. Na avaliação do Comando Nacional dos Eletricitários (CNE), que inclui o Sinergia CUT, a direção da Eletrobras ao longo deste tempo procurou adotar a estratégia de prolongar ao máximo as negociações, visando unicamente avançar no período de copa do mundo e os festejos juninos no Norte/Nordeste.


“Essa seria uma forma de desmobilizar os trabalhadores e fazer que com que nós aceitássemos uma proposta que está muito das nossas reivindicações, que é a manutenção do ganho real, Fim da CCE-09 e10, Democratização das Empresas, Participação dos Trabalhadores no Conselho de Administração das Empresas, PLR e Igualdade de Direitos.”, afirma o CNE.


Na terceira rodada de negociação, realizada no dia 02 passado, o CNE avaliou que os negociadores da holding dificultaram o andamento da reunião, com retrocesso no andamento de algumas clausulas como o aumento real e a unificação da Gratificação de Férias. Isso porque os negociadores mencionaram que essas reivindicações não seriam incluídas no Acordo, sendo que na reunião anterior sinalizaram possibilidade de avanços nessas mesmas cláusulas.


 “Queremos não só as cláusulas econômicas, mas também várias outras que não possuem cunho econômico, mas são de grande avanço para os trabalhadores e trabalhadoras e que há anos não são solucionadas”, destaca o CNE.


A paralisação dos eletricitários por 72 horas, às vésperas da Copa do Mundo, é um alerta a direção da Eletrobras: “Caso não se avance nas negociações vamos intensificar ainda mais nossas mobilizações em todo país no mês de junho, mesmo se tratando de um mês de Copa do Mundo”, afirmam as entidades sindicais.

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