Até o dia 1º de abril trabalhadores da Eletrobras realizam mobilizações para mostrar a indignação em relação às tentativas da holding promover uma negociação mais profunda em relação à unificação do PCR. Segundo o CNE, a Eletrobras tem feito ameaças veladas, a exemplo do que ocorreu na reunião realizada no último dia 25 em Brasília. Havia sido definido que o PCR teria que ser aprovado coletivamente e que somente depois haveria o termo de adesão individual. Porém, a proposta da holding é que a aprovação coletiva seja por empresa. Além disso, que independentemente de qualquer situação, o PCR, depois de implantado, passe a vale para todos os trabalhadores.
Durante a reunião, representantes da holding informaram que a proposta do PCR unificado será enviada para a FNU-CUT nesta semana. Assim que for recebida formalmente, será submetida à análise dos trabalhadores.
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) enumerou as principais melhorias que tentará conquistar no novo PCR, mas é fundamental que sejam avaliadas em assembléias e se tornem uma contraproposta das trabalhadoras e trabalhadores.
Confira a contraproposta do CNE:
1. Tabela unificada para todas as empresas – geradoras e distribuidoras;2. Antiguidade automática (internível de 3% a cada 18 meses);3. Enquadramento por nível de complexidade/qualificação e não o enquadramento cego pelo salário ou área de elegibilidade que, em alguns casos, aumenta a distorção;4. Negociação do ADL;5. Curva de maturidade na transição;6. Forma de gestão da verba para movimentar o plano; e7. Recuperação anual do piso salarial, para evitar que a Eletrobrás continue sendo um grande centro de treinamento de profissionais para outras empresas.