Sindicato pede esclarecimentos e cobra cumprimento do ACT
Diante das reestruturações anunciadas na semana passada pela Elektro, sem previa discussão com o Sindicato, conforme prevê o ACT recém assinado, o Sinergia CUT entrou em contato com o gerente executivo da empresa, que agendou uma reunião para a última terça-feira (06).
Nesta reunião, o Sinergia CUT reiterou a posição de que a Elektro descumpriu o ACT vigente quando implementou uma reestruturação organizacional sem prévia discussão com o Sindicato conforme cláusula 29. O Sindicato enfatizou a preocupação com possíveis reduções de postos de trabalho e alterações da rotina e carga de trabalho dos trabalhadores.
A Elektro afirmou que as fusões citadas não causarão nenhuma eliminação de postos de trabalho ou impacto direto, comprometendo-se ainda, a informar e discutir previamente com o Sindicato a intenção de implementar reestruturações que impliquem em eliminação ou impacto em postos de trabalho.
Na reunião, o Sinergia CUT repudiou a forma como a empresa anunciou as reestruturações aos seus trabalhadores, através dos seus gestores. Para o Sindicato, ‘a falta de informação e esclarecimento configuram assedio moral, na medida em que podem comprometer seriamente a integridade física, a saúde e a segurança de todos os trabalhadores resultando em acidentes de trabalho e outras doenças, ainda mais para aqueles trabalhadores que estão lotados em atividades nas áreas de risco, além da exposição constante ao trânsito diariamente.’
AcidenteA reunião mal havia acabado, quando a empresa informou sobre um acidente com Linha-viva em Bertioga, em que o trabalhador teve grande parte do seu corpo queimado após um curto circuito na rede primária. O Sinergia CUT continuará acompanhando atentamente a situação dos trabalhadores da Elektro, diante das fusões e reestruturações anunciadas.