Na segunda rodada de negociação, a proposta de reajuste apresentada trás um aumento real de 2.03%
Na última segunda-feira (05), foi realizada a 2ª rodada de negociação da Transener, em São Paulo, na qual a empresa recuou em relação ao reajuste de 8%, proposto na reunião anterior. No entanto, a proposta econômica, mesmo com a redução do reajuste para 6%, fechou positivamente, com um aumento real de 2,03%, além do abono de R$ 600. O aumento real representa 52% da inflação do período. Por este motivo, o Sinergia CUT leva a proposta final da Transener para a decisão dos trabalhadores em assembleia deliberativa.
Outros pontosNa reunião, o Sinergia CUT protestou contra a redução do reajuste e em seguida retomou a reivindicação do pagamento da indenização referente ao divisor de horas, relativa à transferência de alguns trabalhadores do horário comercial para turno de revezamento sem alterar a jornada de trabalho de 220 para 180. Essa prática gerou um passivo que deverá ser quitado nesse acordo. Vale ressaltar que a jornada mensal já foi adequada à legislação vigente.
A Transener aceitou pagar a indenização, porém, informou que para efetuar o pagamento à vista a proposta apresentada terá um redutor de 13% no valor. Para o Sinergia CUT, a disposição em pagar a vista a indenização referente aos divisor de horas é positiva, poi elimina a necessidade de ação judicial para resolução do problema.
O Sindicato cobrou também uma posição sobre a extensão do convênio médico para os dependentes, mas a empresa argumentou que há incertezas na renovação do contrato com a Abengoa, e que portanto essa discussão será feita posteriormente.
Confira a proposta final:
Reajuste de salários e benefícios – 6% Abono – R$ 600,00 Pagamento do Divisor de Horas – À vista Compromisso de discutir a extensão do convênio médico caso renove o contrato.
Empresa analisará a proposta do Sindicato referente aos trabalhadores da Transener que estão construindo um LT para CTEEP em Assis, esses companheiros hoje estão sendo representado pela construção civil.