Em encontros com o Sinergia CUT, presidente da empresa e secretária de Energia responsabilizam o governo Serra pelas alterações unilaterais no texto do ACT
Na última segunda (14), o Sinergia CUT participou da reunião com a direção da CESP sobre o impasse criado com relação às alterações realizadas na redação final do Acordo Coletivo de Trabalho negociado com o Sindicato e aprovado pelos trabalhadores em assembleias.
As modificações ocorreram na Cláusula 2ª (vigência do ACT por três anos em caso de privatização), Cláusula 4ª (parágrafo que estabelece a definição de apuração das metas, prazos e critérios para negociação da PPR) e Cláusula 46ª (manutenção dos termos aditivos e de pontos que não foram negociados durante a CS 2009).
Na ocasião, o presidente da empresa informou que a iniciativa da alteração realizada partiu do governo estadual e que, com relação à retirada do primeiro parágrafo da Cláusula 2ª (vigência), ele não teria autonomia para fazer qualquer nova modificação. Nova reunião, para tentar finalizar o assunto referente as outras duas cláusulas, foi marcada para a quarta-feira, dia 16.
No entando, ciente de que na terça-feira (15) ocorreria a reunião do Conselho de Administração da CESP e, com o objetivo de conseguir conversar com a secretária de Energia e Saneamento Dilma Seli Pena, o Sinergia CUT montou esquema de plantão onde ocorreria a reunião.
A mesma ladainhaO Sindicato expôs à secretária todos os argumentos com relação as alterações feitas na minuta do ACT, principalmente sobre a questão da vigência. A posição de Dilma foi a mesma pronunciada pelo presidente da CESP, ou seja, que também não teria autonomia para alterar uma decisão do governo.
Já na reunião do dia 16 com o departamento de Recursos Humanos da CESP, depois de muita discussão, ficou acertado que a empresa enviará para o Sindicato a minuta do texto referente às cláusulas 4ª e 46ª como já havia sido consensado.
Abaixo à ditadura em SPDepois de fechar o pior Acordo do setor elétrico – 5,48% de reajuste salarial, 5,11% nos benefícios, vigência por um ano e manutenção das demais cláusulas do ACT – , o governo Serra tenta empurrar goela abaixo dos trabalhadores ACT que retira direitos.
Para o Sineriga CUT, é lamentável que, em plena era democrática, o governo estadual de São Paulo insista em viver como no passado, em tempos de ditadura.