No último dia do Congresso Nacional da CUT as secretarias divulgaram suas campanhas e projetos que deverão ser trabalhados no próximo período. Comunicação, juventude, servidor público, economia solidária, a luta das mulheres, preservação da memória cutista, a terceirização no Brasil e solidariedade internacional foram alguns dos temas abordados.
A secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, apresentou a pesquisa de opinião que está sendo realizada pela CUT e que em breve poderá ser acessada no site da CUT (http://www.cut.org.br/) junto a suas bases. ‘A intenção é diagnosticar a imagem da Central perante aos sindicalistas e a sociedade para, a partir daí traçar um plano de atuação’, esclareceu.
Rosane também lançou a cartilha ‘Os Cutistas na Conferência Nacional de Comunicação: Construindo Direitos e Cidadania’, uma contribuição para o debate da CONFECOM (que ocorre em dezembro de 2009). ‘A Conferência é um momento importante onde poderemos construir políticas públicas com controle social fundamental para a disputa da hegemonia, por isso é importância do fortalecimento dos meios de comunicação sindicais como a Rede Brasil Atual’.
Com o objetivo atualizar o debate sindical e acadêmico sobre a questão da terceirização e, ao mesmo tempo, sistematizar o acúmulo produzido pela CUT no último período, a secretária nacional de Organização, Denise Motta Dau, apresentou o livro ‘Terceirização no Brasil: do discurso da inovação à precarização do trabalho – atualização do debate e perspectivas’.
Estruturado sob forma de artigos de pesquisadores de importantes universidades, técnicos do Dieese e dos ramos de atividade que participam regularmente do GT Terceirização, o livro aborda as repercussões da terceirização no mercado de trabalho e faz parte da Campanha de Combate à Terceirização – Precarizar Não!, em curso na CUT desde 2008.
O secretário geral da CUT, Quintino Severo, apresentou o livro ‘O Mundo dos Trabalhadores e seus Arquivos’ ressaltando a necessidade de preservar a história da CUT.
O dirigente cutista e coordenador da ADS (Agencia de Desenvolvimento Solidário), Antonio Carlos Spis, divulgou a Mostra de Produtos da Economia Solidária, que ocorre de 28 a 31 de outubro, no Centro de Exposições do Imigrante. ‘Descobrimos que o gargalo está na comercialização e que existe um grande campo para esses produtos’. A secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, lançou o Almanaque da Mulher, que faz parte da Campanha Igualdade de Oportunidades que a CUT vem desenvolvendo e tem como finalidade colaborar para o debate no interior do movimento sindical e social sobre o papel da mulher na sociedade. ‘A ideia é trazer o olhar das mulheres numa perspectiva de gênero, com informações sobre: violência, assédio, o feminismo através dos tempos, entrevistas com especialistas, curiosidades e mitos, o sexo do cérebro, dicas de filmes e livros, enfim, uma boa forma de percorrer pela história de luta e vida das mulheres’, enfatizou Rosane.
A campanha de solidariedade sindical na Vale do Rio Doce foi apresentada pelo secretário de Relações Internacionais, João Felício, e pelo sindicalista canadense Alex Petrson. ‘Estamos dando o ponta pé inicial desta campanha no Congresso do CUT e gostaria de agradecer a solidariedade de todos a nossa luta pelo fundo de pensão, terceirização, direitos trabalhistas e participação no lucros e resultados’, lembrou o Alex.
O projeto consiste numa integração entre os sindicatos componentes da Rede Vale Brasil (que representam os trabalhadores na multinacional Vale S.A) e os trabalhadores canadenses representados pelo USW (Sindicato dos Siderúrgicos dos Estados Únicos e Canadá), ambos em campanha salarial e de renovação dos acordos coletivos no segundo semestre de 2009. João Felício reforçou o chamamento para a campanha internacional. ‘A solidariedade aos trabalhadores da Vale é fundamental para estancar a violência que as empresas multinacionais vem fazendo’.
O coordenador do Coletivo Nacional de Juventude da CUT, Adriano Silva, apresentou a pesquisa com jovens dirigentes em todas as regiões do país, tendo em vista o objetivo de identificar qual o perfil da militância jovem da CUT e também traçar algumas estratégias de organização sindical da juventude realizada em parceria com a Secretaria Nacional de Formação da CUT.
Os resultados da pesquisa, que se encontra em fase de análise, serão divulgados através de um livro a ser lançado durante as atividades de formação da juventude nos estados ao longo do segundo semestre de 2009.
A dirigente da CUT, Lúcia Reis, divulgou a Campanha de Valorização do Servidor Público que tem como objetivo contribuir para o resgate da imagem e defesa do(a) servidor(a) público junto à sociedade, conquistando o apoio da sociedade para a melhoria do serviço público e criando assim um ambiente favorável para negociação de reivindicações da categoria.
‘Nosso objetivo é sensibilizar e desfazer a imagem do servidor público criada para alimentar a privatização no país e recuperar o achatamento salarial enfrentado pela categoria no último período’.
Coletivo Durante o 10º CONCUT foi divulgada a criação do coletivo Nacional LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). O secretário de Políticas Sociais Expedito Solaney, anunciou oficialmente a iniciativa. ‘Esse é um momento histórico que tem como objetivo desconstruir o preconceito’.
Os membros do coletivo foram apresentados e receberam as boas vindas da dirigente da CUT/SP, Isabel Maria Izabel da Silva, a Bel, pioneira na questão. ‘Valeu a pena sonhar. Hoje somos a primeira central sindical a colocar na pauta a questão da lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros’.
(Ana Paula Carrion)