Sem aumento real, proposta decepciona trabalhadores. Resposta será dada com intensas paralisações.
A segunda rodada de negociação do ACT 2009, realizada no último dia 27 em Brasília, desapontou os trabalhadores ao propor negociação em mesas diferentes, dividindo geradoras e distribuidoras. Essa atitude que causou um grande impasse para continuidade da reunião, já que uma das cláusulas principais é a da abrangência, que prevê um acordo único para todas as empresas. Como das vezes anteriores, o sentimento dos trabalhadores presentes ao final da reunião foi o de revolta.
Vale lembrar que em reuniões anteriores com a direção da Eletrobrás e das distribuidoras, ficou o compromisso de se fazer uma mesa única de negociação, estabelecendo uma nova forma de se discutir esse acordo. Diante do impasse e da cobrança do CNE para que fosse reconsiderada a posição da holding, os negociadores resolveram acatar o pleito dos trabalhadores e se comprometeram a fazer uma nova consulta à direção da Eletrobrás sobre a pauta única.
Com esta nova posição o coletivo resolveu ouvir a leitura das cláusulas por parte da Holding, que negou 47% das reivindicações que constam na pauta entregue pelos trabalhadores. 30% das outras reivindicações ficaram em análise, deixando clara a postura até aqui intransigente da Eletrobrás. Além disso, o índice de reajuste apresentado pela Eletrobrás foi de 4,42%, que corresponde a mais ou menos a 76% em relação ao ICV-DIEESE que é de 5,79 e, 80% em relação ao IPCA que é de 5,53%. Para os trabalhadores este reajuste é um retrocesso em relação à implantação de uma política de aumento real.
Uma nova reunião foi agendada pelo CNE (Coneselho Nacional dos Eletricitários) para os dias 18 e 19 de junho, embora os negociadores tenham tentado adiar para julho. Por considerar a proposta apresentada um retrocesso e em repúdio à forma desrespeitosa que vem sendo conduzidas as discussões do ACT 2009, onde nem mesmo a manutenção do ganho real foi aceita, o CNE junto com os sindicatos aprovou os indicativos de paralisações no dia 08 de junho. Caso não haja avanços, nova paralisação de 48 horas será realizada nos dias 22 e 23/06.
Proposta apresentada pela Eletrobras:
o Reajuste: 4,42% Obs: o reajuste se refere a 80% do IPCA (5,53%) ou 76,33% em relação ao ICV-DIEESE data-base 1º de maio (5,79%).
o Auxilio-Alimentação / Refeição: 4,42%
o Manutenção das cláusulas:
Benefícios e explicitação dos regulamentos existentes nas empresasGarantia de empregoInovações tecnológicasGarantia de acesso a todas as informações Questões institucionaisFórum das fundações
o Acompanhamento do ACT: Manterá cláusula 40º, mas mudará para quadrimestral
o Vigência e Abrangência: Não aceitou acordo único para geradoras e distribuidoras.