Na segunda rodada de negociação entre o Sinergia CUT o grupo Rede Energia, realizada no último dia 8, os representantes do grupo anunciaram a dificuldade em discutir periculosidade em função da particularidade de cada região. Porém, a empresa propôs fazer um acordo junto aos sindicatos para resolver essa situação.
A empresa informou que a Unimed tem interesse em reajustar o valor em 16%, que é o IGPM + 9% de incremento da IMS do ano passado e que o plano odontológico também sinaliza reajustes, mas o sindicato argumentou que não aceitará reajuste maior do que o IGPM (5,92%).
Utilizando como desculpa a crise mundial, a empresa propôs repor os itens econômicos em 5.92% sem aumento real, mas o sindicato insistiu afirmando que o trabalhador não pode ficar sem ganho real, diante de uma revisão tarifaria positiva.
Sobre o VA e VR
Diante da proposta da empresa (5,92%), o Sindicato contrapropôs que o Vale refeição dos trabalhadores da capital seja reajustado pelo índice de alimentos do DIEESE (11,53%) e que o dos trabalhadores das demais cidades sejam equiparados a ele, perfazendo um valor facial de R$ 20,00 para todos.
Para o Vale Alimentação, o valor proposto pelo Sindicato foi de R$ 134,00 (também reajustado pelo índice de alimentos do DIEESE).
Nos demais itens econômicos, o Sindicato solicitou um reajuste de 7%.
Sobre o Adicional por KM:
Hoje, a cada 800 km rodados, o condutor tem direito a um teto máximo de R$ 92. A empresa propôs pagar um valor fixo 90% do valor atual (R$ 82,80), independente de km. Ou seja, o condutor que rodar 300 km e o que rodar acima de 800 km receberão o mesmo valor. O que o Sinergia CUT questiona é que sendo um valor fixo, ele deve repercutir para todos os meses trabalhados e 13º, e ainda: como será a aplicação desse valor, se seria em rubrica na folha ou se diluiria em complementação de PCS. Diante da pressão, a empresa adiou a discussão para a próxima rodada, marcada para o próximo dia 15.