Empresa demite trabalhador que é dirigente do Sinergia CUT, cipeiro e candidato à eleição de representante dos trabalhadores no Conselho Deliberativo da Fundação CESP
A demissão de um trabalhador da Bandeirante Energia, ocorrida na sexta-feira da semana passada, 16 de janeiro, vem demonstrar e reforçar o desrespeito com que essa empresa trata seu pessoal. Usa e abusa da perseguição, do autoritarismo, da covardia e do oportunismo. Crise?Sob a justificativa da necessidade de adequação devido à crise financeira que assola a economia internacional, a Bandeirante mandou para a rua Ciro Marçal de Souza, que atuava na Gerência de Medição da Usina em Taubaté.
De imediato, as evidências desmontam o argumento da empresa. A crise a que se refere a Bandeirante, em hipótese alguma será resolvida por dispensas em massa – seja lá em qual empresa for – inda mais por uma única demissão. A solução é a geração de emprego e renda e passa bem longe do cenário de demissões, redução de salários e flexibilização de direitos.
Demissão X eleição na Fundação CESPA verdade é que Ciro é um trabalhador com história de luta em defesa da saúde, segurança e dos direitos dos trabalhadores. Além de dirigente do Sinergia CUT desde o ano de 2005, ele faz parte da CIPA da Bandeirante.
Mais: agora é pré-candidato às eleições do Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da Fundação CESP, que vão ocorrer em16 a 20 de março próximo. Sua inscrição foi feita na última segunda (19), dentro do prazo do calendário eleitoral. Vale ressaltar que, mesmo tendo sido arbitrariamente demitido, a inscrição de Ciro foi efetivada, uma vez que os candidados podem ser trabalhadores da ativa, coligados ou auto-patrocinados.
Pelo que tudo indica, essa é a razão da demissão do trabalhador.
Não é de hoje que a Bandeirante tenta convencer seu quadro de pessoal que é vantagem mudar o gestor do Plano de Previdência Complementar que, atuamente, é administrado pela Fundação CESP. A proposta da empresa é passar o plano dos trabalhadores para a Enerprev – nova entidade fechada de previdência complementar criada pelo Grupo Energias do Brasil, do qual a Bandeirante faz parte.
Há cerca de dois anos, o Sinergia CUT vem realizando reuniões a fim de conscientizar os trabalhadores a respeito do tema, uma vez que a proposta da empresa vai atender apenas aos interesses do Grupo, trazendo assim inúmeros prejuízos aos trabalhadores.
Além disso, a proposta da empresa coloca em risco a garantia de suplemento da aposentadoria, já que o plano atual tem ampla cobertura, segurança e credibilidade.
Sem contar que, recentemente, o Grupo Energias Brasil vendeu a Enersul para o Grupo Rede. Isso representa aproximadamente dois mil trabalhadores a menos na Enerprev.
O Sinergia CUT mantém-se intransigente na defesa dos interesses da categoria. De maneira que a entidade vai continuar ao lado dos trabalhadores da ativa a aposentados da Bandeirante para, unidos, anularem definitivamente qualquer tentativa da empresa subtrair dos trabalhadores um dos maiores patrimônios conquistados pelos energéticos: a Fundação CESP.
Quanto à demissão de Ciro, a direção do Sinergia CUT, pela sua conduta democrática, condena a atitude deplorável da empresa e quer a reintegração imediata do trabalhador.
Sempre na defesa dos trabalhadores contra as práticas anti-sindicais cometidas pelas empresas, o Sindicato já está tomando todas as providências e entrará na Justiça pela volta do companheiro demitido ao seu trabalho na Bandeirante.