Manifestação na Paulista cobra dos banqueiros fim da sabotagem ao desenvolvimento. Presidente da CUT denuncia o desvio de recursos do crédito para a especulação
Com fina ironia e bom humor, o protesto organizado pela CUT contra o assalto dos banqueiros aos recursos do compulsório tomou nesta terça-feira pela manhã a frente da sede do Banco Real, na avenida Paulista, onde encontra-se o escritório do presidente da Febraban, Fábio Barboza. O ato teve como objetivo pressionar pela liberação do crédito, que os bancos estão retendo apesar das recentes medidas que aumentaram os recursos disponíveis – como a diminuição dos depósitos compulsórios. O fato de os bancos estarem sentados em cima do dinheiro, usando como justificativa a crise financeira internacional, ameaça o setor produtivo e, por conseqüência, os empregos.
No início do ato, uma representação teatral preparada pelos metalúrgicos. Enjaulado, um personagem caracterizado como ‘crédito’ suplicava por liberdade, com o apoio fervoroso dos manifestantes, que exigiam sua soltura. ‘Libera o crédito!’ foi o eco que tomou conta daquele quarteirão que simboliza o sistema financeiro. Do lado de fora da jaula, um elemento caracterizado como banqueiro exibia sua cartola, seu tridente e sua negativa, fazendo crescer a ira da população que se somava. ‘Eles bebem uísque e a gente fica com a ressaca