Audiência de conciliação foi conduzida pelo presidente do TRT e pelo juiz titular da 3ª Vara do Trabalho, Wilton Borba Canicoba
Qualquer possibilidade de acordo para acabar com a terceirização de atividades fim deve passar por uma discussão em nível nacional, inclusive com a participação da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). Esse foi o argumento do advogado contratado pela CPFL Energia para frustrar a tentativa de conciliação durante audiência realizada no TRT (Tribunal Regional do trabalho) de Campinas.
Anteriormente marcada para o dia 11 de setembro, a audiência de conciliação foi transferida para a última segunda-feira (22) a pedido da direção da CPFL, dentro do processo interposto pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Sindicato dos Eletricitários para reivindicar que a holding pare de terceirizar atividades fim.
A tentativa de conciliação foi conduzida pelo presidente do TRT e pelo juiz titular da 3ª Vara do Trabalho, Wilton Borba Canicoba, que ressaltou a importância de discutir um acordo por atividades e não pelas funções dos trabalhadores. Foi quando o advogado do Demarest, escritório contratado pela CPFL Energia, encerrou o assunto e recusou qualquer possibilidade de acordo.
‘Frustrada a possibilidade de acordo, o juiz deu prazo às partes para manifestação sobre o laudo de inspeção, as razões finais e depois irá sentenciar o processo’, esclarece a Área Jurídica do Sinergia CUT.