Banco tem carteira de financiamentos com 32 projetos, entre usinas eólicas, PCHs e termelétricas, que somam 1.400 MW
A Caixa Econômica Federal pretende financiar R$ 3 bilhões em projetos de geração de energia elétrica em 2008. Segundo o superintendente nacional de Saneamento e Infra-Estrutura, Rogério Tavares, o banco tem uma carteira de financiamentos com 32 projetos, entre usinas eólicas, pequenas centrais hidrelétricas e termelétricas, que somam 1.400 MW.
Ele contou que a CEF pretende viabilizar recursos para financiar projetos de geração, considerados estratégicos para o país com a atual situação energética. Para isso, o executivo revelou que a Caixa vai apresentar projetos de financiamento ao Fundo de Infra-Estrutura do FGTS.
‘Estamos dispostos a colaborar com o financiamento de energia na parte de geração. Temos vários projetos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento e no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas. Estamos direcionando os financiamentos para geração, pois é uma posição estratégica para o país’, comentou.
Além desses projetos, a Caixa estuda participar, junto com outros agentes, do financiamento de uma hidrelétrica. Por sigilo, o superintendente não informou detalhes da operação, mas revelou que o banco financiaria R$ 1 bilhão para o projeto.
Entre 2005 e 2007, a carteira da Caixa somou 23 projetos no setor, com geração total de 393,2 MW. Destes projetos 19 são de PCHs, três são parques eólicos e outro é uma linha de transmissão de 28 quilômetros no Espírito Santo.
Tavares explicou que esses projetos foram financiados na modalidade direta, com captação de recursos do FAT Infra-Estrutura ou por operação indireta, com o banco atuando como agente financiador do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Desses empreendimentos, três PCHs já foram concluídas: a PCH Rondonópolis (26,6 MW), no Mato Grosso, que pertence à Sociedade de Propósito Específico Tupã Energia, e as usinas Caju (3,25 MW), da Hacker Industrial, e Flor do Sertão (16,5 MW), da SPE Mauê, ambas em Santa Catarina.
As outras 16 PCHs e os três empreendimentos eólicos estão com as operações contratadas e somam 247,3 MW e 99,6 MW, respectivamente. ‘A nossa prioridade é a parte de energia renovável. Vamos captar os recursos onde for possível’, disse. (Danilo Oliveira)