Pesquisa foi feita entre 30 de novembro e 5 de dezembro com 2002 pessoas
Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ibope, detectou que 51% dos entrevistados consideram o governo Lula ‘ótimo’ ou ‘bom’ – o que representa uma avaliação positiva.
Segundo a CNI, este é o patamar mais elevado desde dezembro de 2006 (57% de avaliação positiva). Em junho e setembro de 2007, respectivamente, a avaliação positiva do governo Lula estava em 50% e 48%.
A pesquisa foi feita entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro com 2002 entrevistados em 141 municípios de todo o país, informou a CNI. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
No caso da avaliação negativa do governo Lula, correspondente às respostas ‘ruim e péssimo’, o índice passou de 32% em setembro deste ano para 31% em dezembro. Em dezembro de 2006, por sua vez, estava em 28%.
‘O governo do presidente Lula encerra o ano de 2007 com saldo expressivo de avaliação, confirmando uma regularidade observada desde setembro de 2006. No intervalo de três meses, a avaliação positiva (notas ótimo e bom) teve crescimento de três pontos percentuais, atingindo o patamar mais elevado de 2007’, informou a CNI.
Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita, o conjunto de itens avaliados na pesquisa mostra ‘tendência de melhora’. Isso ocorre, segundo ele, principalmente por conta de três fatores: expectativa positiva sobre a economia; melhora na percepção sobre o noticiário e a percepção de que a vida teria melhorado nos últimos dois anos.
Aprovação e confiança no presidente LulaO índice de aprovação à maneira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva governar também subiu em dezembro deste ano, atingindo 65% dos entrevistados, contra 63% em setembro deste ano e 66% em junho de 2007. Em dezembro do ano passado, o número estava em 71%.
O índice de desaprovação ao presidente, porém, caiu para 30% em dezembro de 2007, contra 33% em setembro e 30% em junho de 2007. Em dezembro do ano passado, estava em 23%.
No caso da confiança depositada no presidente da República, a CNI avaliou que ela se mantém elevada. Em dezembro, atingiu o patamar de 60% dos entrevistados, mesmo número de setembro e um pouco abaixo de junho de 2007 (61%). Em dezembro do ano passado, este indicador estava em 68%.
Aqueles que dizem não confiar no presidente, por sua vez, passaram para 35% em dezembro deste ano, contra 37% em setembro e 35% em junho. Em dezembro do ano passado, o número estava em 28%.
NoticiárioA pesquisa CNI/Ibope revela melhora na percepção do noticiário sobre o governo Lula. Em dezembro, 30% dos brasileiros acharam que as notícias veiculadas sobre o governo seriam mais desfavoráveis, contra 39% em setembro deste ano. Atualmente, 20% afirmam que o noticiário é mais favorável, contra 17% em setembro deste ano.
Foi perguntado ainda aos entrevistados quais notícias se destacaram recentemente no noticiário. As mais lembradas foram a discussão sobre a prorrogação da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), o caso do senador Renan Calheiros, a crise dos aeroportos e as viagens do presidente Lula.
Áreas de atuaçãoPor áreas de atuação, a pesquisa aponta melhora da avaliação em quatro dos oito itens pesquisados pelo Ibope. O levantamento mostra que cresce a aprovação ao combate ao desemprego, na atuação em Saúde e Educação, no combate à fome e pobreza e nas questões relacionadas ao meio ambiente.
Entretanto, piorou a percepção da população brasileira sobre a política de impostos e sobre a segurança pública, enquanto se mantiveram estáveis as avaliações dos entrevistados sobre a política de juros e sobre a inflação.
A CNI lembra que a piora na avaliação do governo sobre a política de impostos acontece em um momento em que o Executivo busca prorrogar a CPMF – imposto que, segundo avaliou a CNI, é rejeitado pela maioria dos brasileiros. Atualmente, a desaprovação do governo sobre a política de impostos é rejeitada por 69% dos entrevistados, contra 67% há três meses e 65% em junho deste ano. (Alexandro Martello)