MAB se solidariza com greve dos eletricitários contra a privatização da Eletrobras

Privatização preparada por Bolsonaro aumentará 25% da conta de luz de todo o povo brasileiro

MAB se solidariza com greve dos eletricitários contra a privatização da Eletrobras
15 março 08:09 2022 Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Salve a Energia

O governo Bolsonaro pretende encaminhar, antes das eleições de 2022, mais um ataque ao povo brasileiro e à soberania do país: a privatização da empresa federal Eletrobras. Como consequência dessa medida, haverá um aumento de aproximadamente 25% nas contas de luz da população, riscos de novos apagões, desindustrialização, aumento da crise ambiental, impacto nos preços de alimentos e mais desemprego.

Preocupados com os rumos da Eletrobras, com os seus direitos trabalhistas e com o aumento da tarifa luz, que irá impactar na vida de todo o povo brasileiro, os eletricitários estão em greve desde o último dia 25 de fevereiro. A postura da direção da Eletrobras, indicada por Bolsonaro, é totalmente desrespeitosa com os trabalhadores da empresa, que vêm sofrendo uma série de ataques, como o descumprimento de acordos, a violação de direitos já garantidos, como teletrabalho e plano de saúde, além da não execução do pagamento de porcentagem (20%) de PLR 2018, que só foi paga aos acionistas privados. Além disso, os trabalhadores em greve têm sofrido forte assédio moral.

Na avaliação das organizações que assinam esta nota, privatizar a Eletrobras é um crime e um grande erro. Trata-se da maior empresa do setor elétrico da América Latina e vendê-la representará a entrega ao setor privado de 125 usinas de geração (51.125 MW), sendo 80% de base hidráulica, 71.000 quilômetros de linhas de transmissão e 366 subestações de energia elétrica. Seu patrimônio é avaliado em quase R$ 400 bilhões, mas o governo pretende vendê-la por um preço 15 vezes inferior. Todo este patrimônio pertence ao povo brasileiro, que pagou mensalmente na conta de luz pela sua construção.  

A privatização também representará a revisão de contratos de venda de energia e aumento do uso de termelétricas, o que aumentará cada vez mais as tarifas de luz e agravará a crise ambiental que vivemos. Os únicos beneficiados com este processo serão os grandes empresários, que dão sustentação a este governo. O povo será a grande vítima.

É necessário impedir este processo e, caso ocorra, o povo deve exigir uma revisão e a reestatização da Eletrobras. Com isso, convocamos todo o povo brasileiro a se solidarizar e apoiar a justa luta e greve dos trabalhadores eletricitários. Precisamos nos posicionar agora e no período das eleições, para que o Governo Bolsonaro não cometa mais um crime contra o povo brasileiro.

Se você deseja saber mais sobre a empresa Eletrobras e por que somos contra sua privatização, acesse: https://salveaenergia.com.br/ .

Assinam:

  • Frente Brasil Popular
  • Frente Povo Sem Medo
  • Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia – POCAE
  • Comitê de Luta contra as Privatizações e em Defesa do Povo brasileiro
  • Central Única dos Trabalhadores – CUT
  • Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
  • Central de Movimentos Populares – CMP
  • Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE
  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
  • Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
  • Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
  • Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos – MTD
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
  • Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
  • Movimento Nacional População de Rua
  • Jubileu Sul Brasil
  • Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros – Fisenge
  • Pastoral Popular Luterana – PPL
  • Movimento Negro Unificado de Pernambuco
  • Partido Comunista do Brasil – Angra dos Reis/RJ
  • Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva – Abrasbuco
  • Sindicato dos Administradores do Estado do Rio de Janeiro – Sinaerj
  • Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal – Stiu/DF
  • Sindicato dos Trabalhadores Ind Energia Elétrica – Sinergia/SC
  • Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação – SEPE Rio de Janeiro
  • Sindi. dos Trabalhadores em Empresas de processamento de dados e TI
  • Assoc. dos Jornalistas Independentes de Esquerda/Diretório Nacional – AJORINDESQ
  • Pastoral Operária da Diosesse de Campo Limpo-SP
  • União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
  • Associação de Moradores Jardim Casa Branca e Adjacências (Santa Catarina)
  • Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro Ceará
  • União de Negras e Negros pela Igualdade da Costa da Mata Atlântica
  • Marcha Mundial por Justiça Climática / Marcha Mundial do Clima
  • Sindi. dos Trabalhad. em Empr. de Água, Esgoto e Saneamento de Maringá – Sindaen
  • Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região (Paraná)
  • Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto-MG
  • Pastoral Fé e Política da Diocese de Campo Limpo-SP
  • Coletivo do Proletariado de Guarulhos-SP

Fonte: Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

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