#8M

PELA VIDA DAS MULHERES!

Marcos legais e gênero, violência doméstica e assédio no local de trabalho foram alguns dos assuntos discutidos nesse 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, em debate promovido pelo Coletivo de Mulheres do Sinergia CUT, pelo Zoom

PELA VIDA DAS MULHERES!
08 março 13:13 2022 Débora Piloni
Marcos legais e gênero, violência doméstica e assédio no local de trabalho foram alguns dos assuntos discutidos nesse 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, em debate promovido pelo Coletivo de Mulheres do Sinergia CUT, pelo Zoom

Dirigentes sindicais, trabalhadoras e trabalhadores do Sinergia CUT participaram, na manhã desta terça-feira (08), do debate “Pela Vida das Mulheres”, promovido pelo Coletivo de Mulheres do Sinergia CUT, que é coordenado pela dirigente Rosana Gazzolla. 

Márcia Viana, Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP (Foto: Roberto Claro)

O evento foi aberto pela Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Márcia Viana. “Quero saudar às guerreiras que não deixam a luta e são referência. Temos o dever de lembrar que, se hoje temos direitos como o direito a voto, ao trabalho e a tantos outros, isso é fruto da luta de muitas mulheres invisibilizadas em tempos passados. Hoje é um dia luta, de reflexão, em que podemos ir para as ruas e cobrar por respeito e mais e mais direitos. Temos que fazer a discussão, temos que aumentar nossa representação, não podemos aceitar sermos sub representadas. Não queremos ocupar o lugar de ninguém. Queremos apenas ocupar os nossos espaços. E vamos à luta. Não estamos sozinhas!”

A advogada e cofundadora do Coletivo de Mulheres pela Justiça, Thaís Cremasco, trouxe aos participantes pontos para a reflexão e o debate: a questão do gênero, violência contra a mulher em casa e no trabalho e seus efeitos no dia a dia.

Igualdade de Gênero e Sociedade Pacífica

“Não existe como combater o machismo se não for pelo conhecimento. Enquanto eu falo com vocês aqui, a cada 8 minutos, uma mulher é estuprada e a cada hora, uma é assassinada, sofrendo violência de gênero”, afirmou.

Thaís Cremasco, Advogada e cofundadora do Coletivo de Mulheres pela Justiça – (Foto: Roberto Claro)

Ela lembra que o Brasil possui leis que garantem os direitos de igualdade de gênero, uma vez que a própria Constituição Federal determina que não se pode haver discriminação entre homens e mulheres. Mas a realidade, a despeito da lei, não é assim. “O Brasil é o 5º país em que se matam mais mulheres e o que mais mata pessoas trans no mundo. Vivemos numa sociedade que tem legislação. Mas que não vive a lei””, constatou. 

E continuou: “Realmente acredito que temos legislação protetiva que garante os direitos das mulheres à liberdade, ao trabalho ao lazer. Se isso não está sendo alcançado, é porque não estamos caminhando.  Nós aqui, não aceitamos a opressão. Juntos, é a única forma de lutarmos para conquistamos o direito à vida”. Pois, igualdade de gênero é um direito essencial para uma sociedade pacífica.

Empatia

De acordo com a advogada, ter a consciência sobre a violência é o primeiro passo. E, ter empatia com o outro, se comunicar e se unir através da dor umas das outras, é o melhor jeito para garantir a força da luta. “As mulheres, de formas diferentes, se unem pelas suas dores”, disse.

Thaís Cremasco  expôs que a questão da violência contra as mulheres é, sim, culpa dos homens. A mulher participa, mas, a responsabilidade do ato, é do homem.

As microviolências permitem as macroviolências

E a estereotipação da mulher também impede que ela ocupe espaços. Ela tem que pensar no esmalte, na roupa, no cabelo. “Teríamos que ter direito de trabalhar independente da aparência, como acontece com os homens. Não devemos esperar nem aceitar elogios no ambiente de trabalho, porque as microviolências permitem as macroviolências. E assim deveríamos ocupar o ambiente de trabalho, social e político, sem ter que dar satisfação do nosso corpo”, explicou.

A advogada defendeu também que, além da empatia e amparo umas das outras, as mulheres precisam, sim, do apoio dos homens para fazer avançar a sua luta pelo fim da violência e pela vida. Segundo ela, há formas para combater a masculinidade tóxica, ajudando vítimas de violência de algumas formas:

  • Documentar a forma de violência através do celular, tirando foto, registrando de alguma forma e entregando para a vítima;
  • Distrair o agressor. Em local público, tente chamar o agressor, conversar, tirar o foco dele para que a vítima saia dali;
  • Dialogar com quem sofre a violência (por exemplo, em caso de violência doméstica, ouvir a dor da pessoa e incentivá-la a fazer boletim de ocorrência).

Leia e participe: Confira onde tem ato do Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março

E mais: 8 DE MARÇO É DIA DE LUTA E COMBATE!

___________________________________________________________________________________________________________________________________

Por Débora Piloni

  Categorias: