Finalmente, depois de nove rodadas de negociação e da solução para as pendências junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru, além de inúmeras reuniões nos locais de trabalho, Sinergia CUT AES Tietê participaram de mais uma reunião na tarde da última quarta (29).
A reunião foi convocada pela direção da empresa no início da noite de terça (28), depois da rodada em que o Sinergia CUT rejeitou mais uma proposta que prejudicava economicamente os trabalhadores (leia quadro).
A AES Tietê abriu a última reunião informando que ‘em hipótese alguma’ poderia avançar no reajuste, mas estava disposta a melhorar a proposta. Apresentou então sua proposta final que, além dos três anos de ACT, é a seguinte:
Apesar dos avanços, o Sindicato insistiu em um índice melhor. A empresa afirmou estar no limite. Assim, o Sinergia CUT realiza assembléias deliberativas a partir de quinta (30). A decisão é dos trabalhadores!
Um dia antesDepois da audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru, os negociadores da AES Tietê retomaram a negociação da Campanha Salarial com o Sinergia CUT, realizando a oitava rodada na manhã da terça-feira (28), em São Paulo.
A empresa apresentou então proposta econômica de 4,5% de reajuste para salários até R$ 7.800 e um fixo de R$ 351 para salários acima desse valor. Pagaria também um abono de R$ 200 no vale alimentação de dezembro. No Gerenciamento de Pessoal, a AES Tietê admitiu aumentar o quadro mínimo dos atuais 247 para 255 trabalhadores. A empresa também estaria disposta a discutir um Plano de Incentivo Aposentadoria até 30 de setembro próximo, em Carta Paralela.
O Sinergia CUT rejeitou a proposta e reivindicou avanços principalmente no econômico. Mas os negociadores da empresa sequer agendaram nova rodada, o que acabou acontecendo só no início da noite.